[Crítica] Bill e Ted: Encare a Música

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O tempo passou, mas a busca pela música perfeita que vai salvar a humanidade continua.

Bill & Ted: Encare a Música foi disponibilizado no formato Video On Demand (VOD) para o público norte-americano e em alguns cinemas pelo país. É uma continuação direta de Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo (1991).

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Moleques

Entretanto a saga de Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) começa em 1989, quando Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica chegou aos cinemas do Brasil. Tanto o primeiro e o segundo filme vi apenas quando as emissoras abertas passaram os filmes em rede nacional. O segundo filme é tido como um fracasso de bilheteria tendo por este motivo, uma sequencia engavetada. Passado o tempo, Keanu Reeves virou ator conhecido principalmente pelos seus papéis de ação com destaque nos anos 1990 (Caçadores de Emoção, Velocidade Máxima), 2000 (Matrix, Constantine) e 2010 (John Wick), sem contar seu jeito zen, os vídeos dele dando lugar para as pessoas no metrô e as outras lendas urbanas. Alex Winter foi para trás das câmeras e dirigiu clipes musicais, comerciais e, mais recentemente, documentários (seu próximo projeto é um filme sobre Frank Zappa).

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Keanu Reeves e Alex Winter. Aha…o tempo.

Sobre Bill & Ted: Encare a Música

Um pequeno resumo da história. Em Bill & Ted: Encare a Música, uma pessoa enviada do futuro traz a mensagem de que apenas uma canção da dupla será capaz de salvar o mundo que conhecemos, então eles embarcam em uma viagem no tempo para cumprir o “destino rock and roll”. Mais velhos, os protagonistas têm a ajuda das filhas nessa curiosa missão. Além delas, figuras históricas e outros músicos famosos colaboram com a dupla na busca pela música que vai trazer harmonia para o Universo. Está é a história base do filme.

As continuações já são normalmente piores que os originais, terceiras partes carregam a maldição da “trilogia” que poucas conseguem quebrar. E, com o ingrediente complicado da gigantesca distância temporal já que são nada menos do que 29 anos desde o segundo filme! – a probabilidade de tudo o que tornou clássicos os dois primeiros longas ser esquecido ou pervertido estava sendo uma preocupação para os fãs da franquia. Só que quanto a isso, podem ficar despreocupados pois as características dos filmes anteriores estão lá.

Chris Matheson e Ed Solomon voltam na criação do roteiro, a história reúne os dois elementos principais dos anteriores, a viagem no tempo e a viagem metafísica, mas com a adição de mais tempo de tela para para agora três duplas viajando pelo tempo: Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) para achar a música que salvará a realidade como a conhecemos e unirá a humanidade através do tempo; suas filhas Wilhelmina “Billie” Logan (Brigette Lundy-Paine) e Theodora “Thea” Preston (Samara Weaving) para reunir uma banda e suas esposas, as princesas Joanna Preston (Jayma Mays) e Elizabeth Logan (Erinn Hayes), para encontrar alguma linha temporal em que elas tenham sido mais felizes com seus maridos. Porém os roteiristas focam mais nos protagonistas (um pouco mais em Reeves, já sendo até esperado) e em suas filhas, uma clara tentativa de “passar a tocha” para uma nova geração.

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Filhas

O lado da nostalgia também está lá para quem se lembrar de alguns personagens. Além claro do retorno de Winter e Reeves, voltam ao elenco William Sadler, novamente se divertindo muito sendo “a Morte”. George Carlin é homenageado duplamente aparecendo por segundos como um holograma de Rufus feito com base em imagens de arquivo e, também, na forma da personagem Kelly (Kristen Schaal), filha de Rufus que põe a história em movimento e que foi batizada assim por que esse é o nome da filha de George Carlin (na verdade, a homenagem é tripla, pois Kelly Carlin também faz uma breve ponta). e uma ótima adição de um robô que é responsável por momentos engraçados.

Sobre os pontos que não gostei do filme é que em alguns momentos, parece que os dois estão um pouco desconfortáveis, duros na hora de fazer “air guitar” ou interpretar personagens que claramente estão aquém das carreiras que construíram e das escolhas de vida que tomaram. Outra coisa são os personagens históricos que não vi muita utilidade e inseridos de maneira extremamente apressada. Além da construção de época em que as viagens ocorrem sendo pouco refinada, com cenários precários. As interações entre os personagens principais em várias épocas rende momentos interessantes mas também chatos ou mal aproveitados. Em relação as filhas, não tem um tempo dedicado para um desenvolvimento satisfatório de suas personalidades para conseguir uma estruturação básica de identidade das meninas.

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A morte

No geral o roteiro é muito simples, até porque a exigência não é tão alta. Como entretenimento vale a pena ver, mas é um filme com altos e baixos que tem como ponto principal continuar com uma mensagem bonita. A de que devemos nos unir para salvar o mundo.

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Um abraço aqui vai
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