A Capcom surpreendeu ao anunciar Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition para o Switch 2 durante o Nintendo Direct — e, desta vez, a franquia prova que o híbrido também pode entregar uma experiência “next-gen”. A reação inicial foi estranhamento, já que Devil May Cry sempre foi muito associado a outras plataformas. Só que, quando você coloca o movimento no contexto certo, faz sentido: finalmente existe espaço consistente para hack and slash no ecossistema da Nintendo, e esta edição tenta corresponder exatamente ao que os fãs esperavam.
Depois de anos em que os experimentos de ação da Capcom ficaram mais distantes do portátil, o Switch 2 muda a conversa. Com mais potência, jogos como este tendem a ganhar desempenho mais estável e qualidade visual mais próxima do que vimos em gerações anteriores. No fim, não é apenas mais um port: é uma oportunidade para quem perdeu o original jogar em casa ou no modo portátil, mantendo a identidade que ajudou Devil May Cry 5 a virar referência no gênero.
Por que Devil May Cry 5 no Switch 2 é o momento certo
Há um motivo para o anúncio ter chamado atenção. Por muito tempo, a Nintendo teve uma relação mais complicada com lançamentos de terceiros, o que impactou diretamente a disponibilidade de jogos de ação mais “pesados” no catálogo. Mesmo quando a Capcom aparecia, nem sempre era com a mesma força em franquias de combate estiloso.
Ainda assim, a demanda existiu. O público da Nintendo sempre mostrou interesse por jogos de ação com ritmo acelerado, e isso ficou evidente em outras franquias japonesas que encontraram espaço por lá.
Quando a Capcom decidiu apoiar o Switch 2 com mais consistência, a percepção mudou. A empresa passou a ajustar o motor e a tecnologia para o novo ecossistema, e, pela primeira vez em duas décadas, seus lançamentos mais recentes chegam ao sistema com mais proximidade do lançamento em outras plataformas. Esse tipo de estratégia ajuda a explicar por que Devil May Cry 5 não parece um “acidente”, e sim parte de um plano para ampliar a base de jogadores.
Existe também um componente cultural. A Nintendo conseguiu manter vivo o interesse por hack and slash ao longo dos anos, mesmo que nem sempre com os mesmos nomes. Quando Devil May Cry 5 chega ao híbrido, ele não atende apenas quem já conhece a série: funciona como porta de entrada para quem quer experimentar um clássico moderno sem abrir mão da mobilidade.
Como o jogo roda no Switch 2: 60 fps, controles e fluidez
Na prática, Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition funciona muito bem no Switch 2. O jogo entrega 60 fps, algo essencial para um hack and slash, já que o combate depende de timing e de resposta imediata. A qualidade visual também impressiona dentro do que se espera de um portátil híbrido: mesmo em modo portátil, a imagem se mantém nítida o suficiente para acompanhar efeitos, animações e movimentos com clareza.
Os controles, por sua vez, respondem com precisão. Em jogos desse tipo, qualquer atraso ou imprecisão pode arruinar a experiência — e aqui a sensação é de que o sistema foi adaptado para manter a fluidez do combate.
Claro, como todo título com mecânicas complexas, existem momentos em que algumas ações podem parecer “estranhas” ao executar esquivas e movimentações em plataformas. Ainda assim, isso não compromete a jogabilidade. É mais um lembrete de que você está lidando com um jogo que já tem alguns anos de desenvolvimento.
Outro ponto a favor da edição é o conteúdo. Ela vem com quase todo o pacote de DLC, incluindo trajes e extras lançados ao longo do tempo. Para quem já jogou em outras plataformas, significa menos “trabalho” para completar a experiência. Para quem está chegando agora, é uma forma de entrar com mais variedade desde o início.
O que falta na versão do Switch 2 (e por que isso pesa)
Apesar do pacote bom, há uma ausência importante: o Switch 2 não traz o modo Legendary Dark Knight. Esse conteúdo, além da possibilidade de jogar com Vergil como alternativa ao trio padrão de personagens (Nero, Dante e V, dependendo do contexto), foi um dos fatores que fizeram a versão de PS5 parecer ainda mais “próxima do próximo nível” para muitos jogadores.
Outro detalhe citado na avaliação é o modo de hordas com pegada mais próxima de musou. Ele funciona como um complemento interessante, mas também pode ficar pesado demais para o Switch 2 em termos de equilíbrio de recursos. Ainda assim, o que realmente importa — combate, progressão e variedade de estilos — permanece sólido.
Também vale notar que a edição não tenta “reinventar” tudo. Menus e mensagens continuam com a cara de um jogo mais antigo, o que é compreensível: trata-se de uma adaptação para um novo hardware, e não de uma reformulação completa de interface. Para a maioria dos jogadores, isso é um detalhe. O essencial é que, dentro do jogo, tudo permaneça claro e jogável.
Combate em Devil May Cry 5: Nero, Devil Breakers e aprender o sistema
Em termos de gameplay, Devil May Cry 5 segue como um dos melhores do gênero. A base do combate é conhecida para quem acompanha a série, mas a edição para o Switch 2 mantém o que faz o jogo ser tão viciante: a liberdade para alternar estilos e a recompensa para quem aprofunda o domínio das mecânicas.
Entre os destaques, está o papel das armas especiais de Nero, especialmente os Devil Breakers. Eles adicionam uma camada de criatividade ao combate, permitindo abordagens diferentes para lidar com inimigos e situações variadas.
A comparação com referências de outros jogos de ação é inevitável. Um dos breakes lembra o visual e a ideia de um “Mega Buster”. Mesmo que o design possa parecer deslocado para alguns, a função dentro do sistema é clara: dar ritmo e oferecer opções.
Além disso, a presença de múltiplos personagens incentiva o jogador a mudar de mentalidade. Cada um traz um estilo próprio, e isso impede que a campanha vire apenas repetição. Os combos, incluindo o famoso Smokin’ Sexy Style, são parte do charme: você não está só “atacando”, está construindo uma performance.
Para quem gosta de ir além do básico, o jogo abre espaço para técnicas mais avançadas, como o jump cancelling. Isso cria possibilidades mais complexas e, ao mesmo tempo, mais recompensadoras. No fim, continua sendo aquele tipo de experiência em que dá para jogar “no automático” e ainda se divertir — mas também dá para se aprofundar a ponto de transformar cada encontro em um desafio de estilo e precisão.
Vale a pena no Switch 2? Para quem quer jogar em qualquer lugar
No fim, Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition se coloca como uma oportunidade bem interessante. Para quem nunca jogou, é uma chance de entrar em um clássico moderno com um pacote generoso de conteúdo. Para quem já conhece, é uma forma de revisitar o combate com a conveniência do híbrido — especialmente com desempenho que sustenta o ritmo do jogo.
O texto também menciona um preço promocional: por 30 euros durante um período inicial de oferta. Convertendo de forma aproximada para o padrão brasileiro, isso equivale a cerca de R$ 180 (considerando uma cotação na faixa de R$ 6 por euro, que pode variar). Mesmo com a conversão aproximada, a ideia editorial é clara: é um relançamento em plataforma nova com desconto relevante, o que costuma ser decisivo para quem está em dúvida.
Há, sim, um detalhe na comparação com a versão de PS5: a edição do Switch 2 não inclui um bônus específico citado na avaliação. Ainda assim, no conjunto, o jogo entrega o que mais importa para a experiência: roda bem, mantém a identidade visual e sonora e oferece o tipo de combate que faz você querer “voltar só mais uma missão”.
Para o público do Switch 2, isso significa algo maior do que apenas mais um lançamento. É um sinal de que a Capcom está disposta a ampliar o alcance de suas franquias e a apostar em um catálogo que não se limita a gêneros mais leves. Se a base crescer, a expectativa natural é que a série continue avançando — e que Devil May Cry 6 encontre um terreno ainda mais amplo quando chegar.
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Fonte: Gamereactor.



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