[Crítica] A Dama e o Vagabundo Live-Action da Disney

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[Crítica] A Dama e o Vagabundo Live-Action da Disney
[Crítica] A Dama e o Vagabundo Live-Action da Disney

Nos últimos anos, a Disney passou a transformar suas obras primas da animação em live-actions, algumas vezes aderindo diretamente à história original e outras vezes criando uma história completamente nova. Umas dessas obras é a Dama e o Vagabundo, uma adaptação do filme de animação de 1955 de mesmo nome em um live-action. 

E assim a Disney novamente cria uma nova máquina de caça níqueis.

Mas ao contrário dos outros filmes recentes lançados pela Disney até agora, A Dama e o Vagabundo não será lançado nos cinemas. Em vez disso, é um dos lançamentos da sua plataforma de streaming  Disney +. 

O filme começa de maneira cativante com cenas fofas, um casal feliz recebendo um presente adorável uma linda cachorrinha chamada Lady a Dama.

Lady interpretada por Rose
Lady interpretada por Rose

Essa linda cachorrinha transforma a rotina da família com toda a sua fofura, até que algo inesperado acontece.

Atenção agora começam os Spoilers

A Dama um cocker spaniel chamado Lady (dublado por Tessa Thompson), que é criado e amado pelo jovem casal Jim Dear (Thomas Mann) e Darling (Kiersey Clemons)

Junto com o casal, Lady vive uma vida plena graças a seus dois amigos, o Bloodhound Trusty (dublado por Sam Elliot) e o Scottish Terrier Jock (dublado por Ashley Jensen). No entanto, quando Jim Dear e Darling têm um bebê, Lady se sente excluída da família.

Quando o casal vai embora e deixa a tia Sarah (Yvette Nicole Brown) no comando, as coisas pioram ainda mais graças 2 gatos siameses que aparecem e quebram a casa inteira e Lady acaba pagando o pato indo parar na rua, onde ela reencontra um cachorro de rua chamado de Tramp o (Vagabundo) um Schnauzer (dublado por Justin Theroux).

Tramp interpretada por Monte
Tramp interpretada por Monte

O que para mim não fez nenhum sentido, tipo assim, vou embora podem tomar conta do meu cachorro? 

Enquanto Tramp mostra Lady o que a cidade tem a oferecer a um cão de rua, ela precisa decidir com quem ela ficará: seus amigos  ou na rua com o Tramp.

O animador e diretor Charlie Bean ( O filme LEGO Ninjago ) dirige A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp) a partir de um roteiro de Andrew Bujalski ( Support the Girls ) e Kari Granlund ( Troubleshooter), embora muito do sucesso do filme de 2019 possa ser derivado dos escritores do original de animação de 1955: Erdman Penner, Joe Rinaldi, Ralph Wright e Don DaGradi

Pouco da história original do filme de 1955 foi alterado no live-action, embora o roteiro de Bujalski e Granlund o modernize de maneira a contextualizar os animais em elementos reais em live action, como por exemplo a interação deles com os humanos e virse versa. A história se mantém como a original sendo uma história de amadurecimento e descoberta quando Lady descobre o mundo fora do seu quintal cercado e precisa decidir onde ela pertence. Embora a história de amor de A Dama e o Vagabundo ainda seja parte integrante do filme, Lady recebe uma grande dose de ação e se torna um personagem bem desenvolvido no filme. 

Como resultado, A Dama e o Vagabundo oferece uma história mais abrangente que atrai a todos os públicos.

Mas é claro que a maior mudança nessa adaptação é trazer A Dama e o Vagabundo para o mundo real, com o qual a Disney teve resultados mistos no passado. Para Dama e o Vagabundo, Bean usa cães de verdade (Rose interpreta Lady e Monte interpreta Tramp), que ajudou muito na criação do filme.

(Rose interpreta Lady e Monte interpreta Tramp)
(Rose interpreta Lady e Monte interpreta Tramp)

Os cães raramente são trazidos à vida usando CGI, o que permite que o filme pareça mais real. Mas com exceção da boca deles. As bocas dos cães são feitas para parecer que estão falando usando CGI, o que é uma distração a princípio, mas os espectadores provavelmente conseguirão superar isso eventualmente.

Bean claramente faz o que pode para evitar usar CGI no filme, o que beneficia o filme em geral, permitindo que os espectadores se envolvam com a história e os personagens e não se distraiam demais com o fato da boca dos cães simplesmente não parecerem corretas formando palavras humanas. 

O filme não arrisca muito em sair da suas origens o que para muitos pode parecer um problema pelo simples fato do filme não surpreender a quem já assistiu a animação da Disney. Mas há uma razão pela qual a animação A Dama e o Vagabundo ser considerada um dos clássicos da Disney, porque é um conto atemporal de amor e família. 

Enquanto os fãs do original animado podem não encontrar novidades o suficiente nesse filme para justificar uma exibição nos cinemas, o filme parece voltado para as gerações mais jovens de qualquer maneira – tanto aqueles que cresceram durante a era Disney e aqueles que não eram tão apegados às animações daquelas épocas vão se divertir assistindo.

Se existe uma coisa que esse filme exibe de maneira bem clara é fofura.

De fato, A Dama e o Vagabundo  pode se beneficiar do lançamento no streaming da Disney +, permitindo que qualquer pessoa com uma conta Disney + possa assistir essa adaptação.

A Dama e o Vagabundo não é um filme que vai te encher de empolgação ou te levar às lágrimas de emoção, mas é um ótimo filme para assistir com a família, trazendo a nostalgia para os adultos e mostrando às crianças uma divertida história. E é ainda mais agradável pelo fato de tratar-se de um par de cães adoráveis ​​(que são realmente excelentes artistas).

A voz e os elencos humanos se reúnem para ajudar a dar vida A Dama e o Vagabundo com todas as mágicas que os fãs da Disney esperam. Embora possa não oferecer uma nova versão do material original, A Dama e o Vagabundo é genuinamente divertido e comovente para assistir com a familiar.

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