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THE IDOLM@STER 20 anos: 765PRO e Cinderella Girls celebram no Anime Central 2026

THE IDOLM@STER 20 anos: 765PRO e Cinderella Girls celebram no Anime Central 2026
THE IDOLM@STER 20 anos: 765PRO e Cinderella Girls celebram no Anime Central 2026
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O THE IDOLM@STER chegou ao Anime Central 2026 com um peso especial: a série, que completa duas décadas de história, foi celebrada em um evento que reuniu 765PRO e Cinderella Girls em um joint live. Entre apresentações e a energia do público, seis integrantes do elenco de dublagem que vieram do Japão para o fim de semana concederam uma conversa rápida à imprensa.

Mesmo com pouco tempo, as respostas trouxeram detalhes afetivos sobre a relação com os fãs, a evolução dos personagens e o que significa sustentar, por tantos anos, uma obra que virou referência para gerações.

Primeira vez na América e a diferença na reação dos fãs

Representando Cinderella Girls, Minami Tsuda foi uma das dubladoras que destacaram como a experiência fora do Japão muda a dinâmica do contato com o público. Para ela, aquele era o primeiro trabalho como representante da franquia em território americano.

Tsuda notou uma diferença marcante entre as reações do público japonês e as do público dos Estados Unidos. Segundo a dubladora, a plateia americana demonstra entusiasmo de forma mais vibrante e, muitas vezes, mais “exagerada” nas expressões.

Além da conversa, Tsuda participou também da sessão de autógrafos do Anime Central. O que chamou atenção foi a variedade de itens levados pelos fãs. Ela relatou ter visto mercadorias de diferentes épocas, incluindo peças antigas, que atravessam anos de fandom.

Para quem acompanha a franquia, esse tipo de detalhe ajuda a explicar por que THE IDOLM@STER mantém uma base tão fiel: não é apenas uma comunidade que consome conteúdo, mas uma comunidade que preserva memórias.

O “encanto” de THE IDOLM@STER: personalidades diferentes e histórias que convidam a acompanhar

Ayaka Ōhashi, também de Cinderella Girls, apontou um dos aspectos centrais que tornam THE IDOLM@STER tão atraente para quem está chegando agora. Para ela, a série oferece um elenco com muitas personalidades distintas, o que faz com que exista “uma idol para cada pessoa”.

Ōhashi descreveu que cada fã encontra alguém com quem se identifica — alguém que ele gostaria de “produzir” e acompanhar como seu Producer.

O ponto que a dubladora reforçou é que, mesmo dentro do universo das idols, cada personagem tem vida própria e histórias próprias. Isso, segundo ela, cria um sentimento de proximidade que incentiva o público a apoiar, encorajar e participar da jornada de cada idol rumo ao crescimento.

Em outras palavras, a franquia não funciona apenas como entretenimento: ela cria vínculo emocional e convida o fã a se tornar parte do caminho.

Emoção ao assistir ao palco: “Miki” e o peso da história

Akiko Hasegawa, que representa 765PRO (voz de Miki Hoshii), trouxe um relato que resume bem o significado de estar em um evento internacional. Ela contou que conseguiu assistir a uma apresentação do fundo do local, de forma discreta, antes de subir ao palco.

O que mais a marcou foi o coro dos fãs, que cantavam “Miki” durante a performance.

De acordo com Hasegawa, a emoção veio antes mesmo do show começar. A dubladora disse que as vibrações e a força da torcida a fizeram se emocionar até antes da apresentação. Para ela, esse momento é resultado de uma história longa construída ao longo dos anos, com o apoio de pessoas que acompanharam a franquia desde cedo.

Em seguida, Hasegawa também expressou gratidão por ter a oportunidade de levar Miki ao palco naquele fim de semana.

O relato ajuda a entender por que THE IDOLM@STER costuma ser descrito como uma obra de comunidade. Não é raro que os shows sejam tratados como encontros entre personagens e fãs, e a resposta do público — como o canto coletivo citado por Hasegawa — vira parte do espetáculo.

De 2008 a Chicago em 2026: a sensação de uma história que continua

Yumi Hara, dubladora de Takane Shijou em 765PRO, lembrou que entrou na franquia em 2008, quando a série celebrava seu terceiro aniversário. Ela descreveu que sua primeira performance ocorreu no venue Pacifico-Yokohama e que, naquele momento, Takane ainda não tinha sido anunciada oficialmente.

A estreia veio junto com a chegada de Hibiki (voz de Manami Numakura). Segundo Hara, não foi apenas o debut da personagem: foi também a estreia em palco.

Hara contou que a equipe passou por um período de nervosismo e preparação intensa. Ela relatou ter participado de muitas sessões de gravação e, ainda, acompanhado gravações de outros dubladores para receber feedback sobre suas próprias performances.

Nesse processo, ela também mencionou que, ao lado de Akiko Hasegawa (apelidada de “Akky”), a dupla cantou “Overmaster” como parte do repertório inicial.

Mesmo com a estreia, o que surpreendeu foi a recepção do público. Hara disse que os fãs a acolheram com carinho e que até o presidente da agência rival apareceu — um detalhe que reforça como a franquia, apesar de suas rivalidades internas, mantém uma atmosfera de união entre diferentes partes do universo.

Para ela, voltar no tempo e perceber que, de 2008 até 2026, a jornada chegou a Chicago foi uma confirmação de que THE IDOLM@STER é uma obra capaz de sustentar uma história longa e significativa.

765PRO e Cinderella Girls relembram os 20 anos de THE IDOLM@STER na Anime Central 2026
765PRO e Cinderella Girls relembram os 20 anos de THE IDOLM@STER na Anime Central 2026

Como a personagem muda (ou não) ao longo dos anos

Asami Imai, voz de Chihaya Kisaragi em 765PRO, falou sobre a evolução do trabalho de dublagem e sobre como a percepção da personagem muda com o tempo.

Ao ouvir a pergunta, ela pensou que “a personagem mudou muito”. No início, Chihaya era apresentada como uma garota que gostava de cantar e tinha como foco principal essa paixão. Ela não interagia tanto com as outras idols; enquanto pudesse cantar e ter um lugar para se destacar, Chihaya prosperava.

Com o passar dos anos, Imai explicou que a personagem aprendeu a confiar no Producer e se sentiu mais confortável entre os membros. Com isso, Chihaya passou a se tornar uma senpai para as integrantes de Million Live.

A dubladora destacou que essa transformação não aconteceu apenas “por roteiro”: foi moldada pelo ambiente e pelas relações construídas ao longo do tempo.

Um ponto decisivo para Imai veio em janeiro de 2026, quando Chihaya realizou um show solo no Budokan chamado OathONE. Segundo ela, foi nesse momento que ela percebeu o peso de sua participação como dubladora na construção da personagem.

Imai afirmou que, para dar vida a Chihaya, não basta usar apenas parte das habilidades disponíveis; é preciso empregar tudo o que se tem para sustentar a atuação e a presença da personagem.

Ao mesmo tempo, ela concluiu que talvez Chihaya não tenha mudado tanto no núcleo. O desejo de cantar e de fazer a própria música alcançar as pessoas continua. O que mudou, na visão de Imai, foi a forma: Chihaya se tornou uma versão mais brilhante de si mesma, capaz de criar um ambiente mais bonito e acolhedor ao redor.

Mesmo após tantos anos interpretando a personagem, ela disse sentir-se cercada por amigas e expressou vontade de seguir junto, “de mãos dadas”, rumo ao futuro.

Um objetivo pessoal em palco: o esforço para vestir a Rin Shibuya

Ayaka Fukuhara, dubladora de Rin Shibuya em Cinderella Girls, trouxe um relato mais pessoal sobre uma conquista ligada ao aniversário de Cinderella Girls.

Ela contou que, no ano passado, durante o THE IDOLM@STER CINDERELLA GIRLS STARLIGHT STAGE 10th ANNIVERSARY TOUR: Let’s AMUSEMENT!!!, Rin usava diversos tipos de roupas, incluindo algumas mais reveladoras. Segundo Fukuhara, a produção permitiu ajustes nos figurinos para a performance.

Então, ela fez um pedido específico: queria se apresentar usando uma das roupas “reais” de Rin, aquelas que a personagem veste dentro do universo da obra.

Fukuhara explicou que existe tecnologia para que as personagens realizem ações e performances em “vida de personagem”, mas ela quis fazer algo diferente como pessoa real. A ideia, segundo ela, era usar o próprio corpo para conectar o público ao fato de que, por trás das personagens, existem pessoas reais.

Para isso, ela relatou ter feito treinamento, dieta e exercícios por mais de um ano, ajustando-se ao figurino e conseguindo executar a performance. Ela também comentou que ficou impressionada com a resistência de Rin, já que a personagem consegue sustentar esse tipo de apresentação.

Para Fukuhara, cumprir esse objetivo pessoal foi motivo de orgulho.

765PRO and Cinderella Girls Look Back at 20 Years of THE IDOLM@STER at Anime Central 2026

O que a entrevista revela sobre os 20 anos da franquia

Ao reunir relatos sobre a recepção do público, a evolução das personagens e o esforço por trás das performances, a conversa no Anime Central 2026 reforça uma ideia: THE IDOLM@STER não vive apenas de nostalgia.

A cada evento, a franquia reativa memórias — como os fãs que levam mercadorias antigas — e, ao mesmo tempo, renova o vínculo com novas gerações que chegam agora.

Para o público brasileiro e para quem acompanha a série fora do Japão, esse tipo de entrevista ajuda a entender por que THE IDOLM@STER se tornou um fenômeno duradouro. A obra construiu um ecossistema em que dubladoras, personagens e fãs participam de uma mesma história.

E quando o elenco descreve a emoção de ouvir um nome cantado em coro ou a sensação de voltar no tempo até a estreia em 2008, fica claro que os 20 anos não são apenas uma marca comemorativa: são um compromisso contínuo com a jornada.

Tradução da entrevista foi fornecida por Anime Central e Bandai Namco. Algumas partes foram editadas para clareza e extensão.

Vídeos:

 


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Fontes: Dead Rhetoric (fonte principal)

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