A Newcore Games anunciou 7 Trials, um roguelite de ação com estética “twisted afterlife” e uma proposta centrada em uma “vida após a vida” distorcida. O jogo chega ao PlayStation 5, Xbox Series e PC, com distribuição via Steam e Stove. Também haverá modo cooperativo para até quatro jogadores, para enfrentar as provações em equipe.
O comunicado oficial ainda aponta que o estúdio pretende aprofundar a incorporação de mitologias e elementos culturais coreanos dentro do gênero roguelite. Esse formato é conhecido por recompensar tentativas, adaptações e a construção de builds ao longo de várias corridas.
Uma academia transformada em “liminal realm”
Segundo a descrição divulgada pela página do Steam, 7 Trials se passa em um mundo em que a fronteira entre os vivos e os mortos colapsou. O resultado é um espaço suspenso entre dois estados, em que a realidade parece instável e as regras mudam a cada tentativa.
O ponto de partida é a Seocheon Academy, consumida por um clarão branco e convertida em um Fixed Liminal Realm. Nesse cenário, o reino não pertence nem ao mundo dos vivos, nem ao dos mortos.
O jogador assume o papel de Yeoubi, um Reaper temporário contratado pela Yeomra Solutions. A missão é investigar os segredos dos Karma Proliferation Reactors, dispositivos escondidos ao longo da escola.
Mas a narrativa não se resume a “descobrir o que aconteceu”. O jogo promete que o avanço depende de desfazer ligações e obsessões que prendem sete almas perdidas, antes que seja tarde demais.
Combate redesenhado: o sistema “Trinity”
Um dos destaques do anúncio é a forma como 7 Trials pretende ir além de melhorias tradicionais. Em vez de tratar o combate apenas como um conjunto de upgrades numéricos, a desenvolvedora descreve mudanças diretas na maneira como as lutas funcionam.
Para isso, o jogo traz o sistema “Trinity”, que combina três camadas de progressão e personalização: Spell, Offering e Fate Card.
Spell: o “esqueleto” do seu kit
O Spell define a base do estilo de luta. Serão cinco técnicas espirituais, com opções voltadas a combos e também a movimentos de ultimates. A proposta é que essas técnicas determinem como você inicia, mantém e finaliza as investidas contra inimigos.
Offering: mutações para alterar propriedades
O Offering atua como uma camada de transformação. Trata-se de componentes capazes de alterar a forma e as propriedades dos seus Spells, adicionando mutações que tornam cada golpe mais devastador.
Na prática, isso sugere que a mesma técnica pode se comportar de maneiras diferentes conforme as escolhas feitas durante a corrida — reforçando a ideia de adaptação típica de roguelites.
Fate Card: sinergia para conectar escolhas
Já o Fate Card aparece como um sistema estratégico de sinergia. A ideia é que ele “teça” os fios do karma para levar a build ao máximo potencial, conectando opções de forma mais planejada.
Em um roguelite, em que o jogador precisa se ajustar ao que encontra, esse tipo de sistema tende a ser determinante para criar estratégias consistentes — mesmo quando o caminho muda a cada tentativa.
49 dias de provações e um loop que vira combustível
O coração do jogo são as 49 Trials, as provações atravessadas pelo jogador. A descrição indica que 7 Trials tenta evitar a sensação de “repetição vazia” comum em alguns roguelites.
Em vez de prender o jogador em um ciclo sem saída, a promessa é transformar cada passo — inclusive falhas — em combustível para crescimento. Assim, a experiência avança de forma irreversível rumo ao Final Decree.
Durante as corridas, os corredores devem mudar a cada run, criando variações no percurso e no ritmo do combate. Ao final de cada zona, o jogador também enfrentará chefes gigantes, funcionando como marcos de progressão e testes de domínio do sistema de combate.
Além disso, a narrativa reforça que cada alma presa carrega suas próprias obsessões. Isso sugere que os desafios podem ter abordagens diferentes dependendo do objetivo do jogador.
O tom geral é de uma jornada que não para no “game over”. A proposta é que a história e o progresso caminhem adiante, mesmo com derrotas, mantendo o foco em evolução contínua e na busca por verdade e libertação.
Cooperativo para até quatro jogadores
Outro ponto relevante do anúncio é o suporte a co-op para até quatro jogadores. A Newcore Games afirma que desafios que parecem impossíveis sozinhos se tornam mais administráveis quando o grupo combina estratégias, cria sinergias e enfrenta, em conjunto, campos de batalha punitivos.
Em roguelites de ação, o cooperativo costuma alterar bastante a dinâmica do combate. Posicionamento, controle de espaço e timing de habilidades ganham novas camadas quando há mais de um personagem em cena.
Embora o comunicado não traga detalhes técnicos sobre como a progressão funciona no modo cooperativo, a ênfase em “sinergias” sugere que o sistema de combate e as escolhas de build podem ser pensados também para jogar em grupo.
Trailer e próximos passos
O anúncio de 7 Trials veio acompanhado de trailer e de imagens iniciais disponibilizadas na galeria. O vídeo funciona como vitrine do estilo do jogo e da atmosfera “twisted afterlife”, enquanto as capturas ajudam a visualizar o tipo de combate e o clima do cenário.
Por enquanto, a informação central é que o título está em desenvolvimento e tem lançamento planejado para PS5, Xbox Series e PC. Para quem acompanha o gênero, a combinação entre combate com sistemas bem estruturados, narrativa baseada em mitologia e um formato de provações com 49 etapas coloca 7 Trials como um nome para ficar de olho na próxima leva de roguelites de ação.
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Fonte: Gematsu.



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