Se você gostou de “Every Year After”, provavelmente quer histórias com reencontros depois de anos, romance que recomeça com força e relações que carregam segredos, mágoas e escolhas difíceis. Pensando nisso, reunimos cinco séries com um tempero emocional bem parecido — para você emendar a maratona sem sair do clima.
“Every Year After” disparou no topo das paradas do Prime Video e reacendeu um tipo de narrativa que muita gente ama: romances que começam com tudo, se interrompem por anos e voltam com força quando o destino coloca as pessoas novamente no mesmo caminho. A série, baseada no livro “Every Summer After”, acompanha Percy Fraser (Sadie Soverall), que retorna a uma cidade na Colúmbia Britânica para participar de um funeral e reencontra Sam Florek (Matt Cornett), amigo de infância — e ex-namorado — com quem não fala há uma década.
O reencontro, porém, não apaga o que aconteceu no passado: há mágoas, traições e um novo relacionamento no meio do caminho, com Taylor (Roan Curtis).
Se você assistiu e ficou com aquela sensação de “quero mais histórias assim”, a boa notícia é que há várias séries com o mesmo tempero emocional. A seguir, reunimos cinco opções que conversam diretamente com o que torna “Every Year After” viciante: reencontros após separações longas, casais improváveis, sentimentos que voltam antes de qualquer explicação completa e, principalmente, o peso das escolhas e dos segredos acumulados ao longo do tempo.
“One Day”

“One Day” é uma história sobre encontros que parecem inevitáveis, mas que não acontecem do jeito certo no momento certo. A série limitada da Netflix, inspirada em um romance publicado em 2009 (e também adaptado para o cinema em 2011), acompanha duas pessoas que se conhecem pela primeira vez na formatura da escola: Emma Morley (Ambika Mod) e Dexter Mayhew (Leo Woodall).
Emma e Dexter frequentaram o mesmo ambiente, mas por motivos ligados às origens e aos círculos sociais nunca tinham realmente se cruzado antes. O que começa como uma conexão rápida logo esbarra em um problema clássico desse tipo de narrativa: a vida adulta já vem com rotas definidas.
Emma e Dexter tentam manter algum nível de amizade e proximidade, mas as circunstâncias empurram os dois para direções diferentes. Quando finalmente surge a chance de algo romântico, o passado já está cheio de camadas — e a série faz questão de mostrar como o tempo muda tudo, inclusive o que as pessoas achavam que sentiam.
Com 14 episódios, a trama percorre um longo intervalo, indo de 1988 até 2004. Isso dá ao espectador a sensação de acompanhar uma história que amadurece junto com os personagens.
“Normal People”

Se “Every Year After” mexe com a ideia de amor interrompido e recomeçado, “Normal People” leva isso para um terreno mais intenso e, em alguns momentos, mais pesado. A série limitada da Hulu, baseada no romance homônimo, mergulha em temas difíceis, incluindo violência sexual e suicídio, além de cenas de sexo e nudez.
Por isso, vale um alerta: não é uma escolha para quem busca algo leve ou para quem se sente facilmente acionado por esse tipo de conteúdo.
Dito isso, a obra compartilha com “Every Year After” alguns elementos centrais. Marianne Sheridan (Daisy Edgar-Jones) conhece Connell Waldron (Paul Mescal) em um contexto ligado ao trabalho de suas famílias, e a relação dos dois cresce com uma tensão constante: o desejo existe, mas a dinâmica social e emocional cria barreiras.
Marianne tenta esconder o que sente e o que vive por medo do julgamento de pessoas do seu círculo mais privilegiado. Mais adiante, essa lógica se inverte, e a diferença de poder social vira combustível para conflitos recorrentes.
O resultado é uma relação “on/off” que atravessa anos. As idas e vindas não são apenas românticas, mas também psicológicas. A série foi muito bem recebida pela crítica e recebeu indicações ao Emmy, incluindo reconhecimento para Paul Mescal como melhor ator em liderança — um papel que ajudou a consolidar sua carreira e que o levou a ser escalado para “Gladiator 2”.
Para quem gosta de romances que não se resolvem com facilidade, “Normal People” é uma escolha forte.
“The Summer I Turned Pretty”

Para quem é assinante do Prime Video e já devorou “Every Year After”, “The Summer I Turned Pretty” costuma ser o próximo passo natural. A série, que já tem três temporadas disponíveis, é frequentemente comparada ao projeto do Prime Video como uma espécie de tentativa de repetir o sucesso de histórias de verão e amadurecimento romântico.
E, de fato, a semelhança faz sentido: aqui também há um grupo de amigos que cresce junto, muda junto e, em algum momento, começa a enxergar o que antes era só amizade de outra forma.
Isabel Conklin (Lola Tung), conhecida como Belly, passa os verões na mesma casa com a família e com os irmãos Conrad e Jeremiah Fisher (Christopher Briney e Gavin Casalegno). Só que, desta vez, a dinâmica muda. A inocência platônica dá lugar a um despertar emocional acelerado pela puberdade: Belly e os irmãos passam a se perceber de um jeito novo.
A história deixa de ser apenas sobre convivência para virar sobre escolhas, ciúmes e consequências. Além do triângulo amoroso, surgem complicações com outros personagens e com o próprio ambiente familiar.
Mesmo para quem já conhece o desfecho nos livros, a série ainda vale porque faz caminhos diferentes e surpreende em como conduz as emoções até chegar a um ponto final. Outro fator que costuma agradar é o tom: ao contrário de “Every Year After” e de algumas outras opções desta lista, “The Summer I Turned Pretty” tende a evitar um nível de explicitude mais pesado.
Na prática, isso funciona bem tanto para adolescentes quanto para pais que assistem juntos.
“Love Next Door”

Nem todo mundo se sente confortável com K-dramas, e parte do público encara o gênero com desconfiança ou até com medo de não “pegar o ritmo”. Se esse é o seu caso, “Love Next Door” pode ser uma porta de entrada perfeita, especialmente se você gostou de “Every Year After” pelo foco em reencontros e na história de amizade que resiste ao tempo.
A série da Netflix não entrou na nossa lista de “melhores K-dramas de todos os tempos”, mas funciona muito bem como recomendação para quem quer algo familiar em estrutura emocional.
A trama gira em torno de dois amigos de infância que foram separados por circunstâncias da vida. Choi Seung-hyo (Jung Hae-in) e Bae Seok-ryu (Jung So-min) não tiveram um rompimento dramático como acontece em “Every Year After”; simplesmente seguiram caminhos diferentes.
Só que, quando Seok-ryu volta para a Coreia após viver fora e tentar reorganizar a vida, ela esbarra em Seung-hyo, que agora é um arquiteto bem-sucedido. O reencontro começa com atrito: eles se provocam, discutem e mantêm aquela energia de “frenemies” que lembra como era a relação quando eram crianças.
Mas existe um detalhe que muda o jogo: Seung-hyo tinha uma queda por Seok-ryu desde a infância, e esse sentimento não desapareceu. A pergunta que move a série é direta e emocional: ela sentiu algo parecido naquela época? E, se não sentiu, será que agora, com a vida adulta e com novas oportunidades, os sentimentos podem nascer ou renascer?
“Forever”

“Forever” é uma série que conversa com “Every Year After” não apenas pelo romance que atravessa fases, mas também pelo modo como trata o amadurecimento e as decisões que moldam o futuro.
Baseada em um dos romances mais controversos de Judy Blume, a história enfrenta críticas e até proibições em bibliotecas escolares por décadas desde sua publicação em 1975. O motivo era a abordagem franca de temas como gravidez na adolescência e outros assuntos sensíveis.
Quando a série chegou ao Netflix em 2025, chamou atenção por modernizar a narrativa sem perder o espírito original do livro. A criação e a condução ficam por conta de Mara Brock Akil, showrunner conhecida por “Girlfriends”, com Tracee Ellis Ross.
Em “Forever”, a história começa em 2018, em Los Angeles, com Keisha Clark (Lovie Simone) e Justin Edwards (Michael Cooper Jr.). Dois estudantes se aproximam por uma experiência compartilhada: ambos são empurrados para o sucesso no basquete por famílias exigentes. A química aparece rápido e, como em muitos romances de formação, a sensação de “primeiro amor” parece inevitável.
Mas o caminho não é reto. A relação enfrenta o salto do ensino médio para a faculdade, com mudanças de rotina, novas pressões e escolhas que afastam — ou transformam — o que parecia sólido.
Assim como em “Every Year After”, ainda não dá para cravar como tudo termina, porque a série segue em andamento. Até o momento, apenas a primeira temporada foi exibida, e a segunda começou a ser filmada em maio de 2026, o que significa que o público terá de esperar para ver se Keisha e Justin vão reencontrar o amor que ficou para trás ou se a história já terá passado do ponto de retorno.
Resumo rápido
Se você procura séries para assistir em sequência, a lista acima funciona como um mapa emocional:
- “One Day” para acompanhar o tempo corroendo e transformando sentimentos;
- “Normal People” para quem gosta de romance com intensidade e complexidade (com alertas de conteúdo);
- “The Summer I Turned Pretty” para a vibe de verão e amadurecimento;
- “Love Next Door” para reencontros com provocação e carinho;
- “Forever” para uma história que mistura amor, pressão familiar e decisões que mudam tudo.
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Fonte: looper



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