Campanha Mulheres nos Game da Kabum: Gerou Boicote da Comunidade Gamer e Flopou

A Kabum iniciou recentemente, em 08 de março de 2024, uma campanha focada nas mulheres no universo dos games. O principal objetivo dessa iniciativa é destacar a discrepância entre a representação de mulheres e personagens femininos nos jogos e as reais jogadoras.

Claro que é uma campanha muito mais voltada para militância política e lacração ideológica do que realmente focada nas mulheres Gamers.

De acordo com a Kabum

Faz tempo que as mulheres deixaram de ser apenas uma parte do público de games no Brasil para se tornarem protagonistas do jogo. Segundo a PGB 2024 (Pesquisa Game Brasil), há uma crescente diversidade no cenário, com maioria de 50,9% composta pelo gênero feminino no consumo de jogos digitais. Porém, assim como em diversas esferas do cotidiano, essa participação ainda sofre com a falta de incentivo e representatividade ao tentar conquistar seu espaço.

Para falar sobre esse tema, o KaBuM! reuniu mulheres fortes e com ligação direta com o universo gamer, todas com experiências relevantes para gerar uma conversa na comunidade. As convidadas são: Carolina do Nascimento (ilustradora; Emanuelly Araujo (desenvolvedora de jogos); Camyy FPS – Camila Vicentini Natale (pro-player); Tanaka Chunli (cosplayer); Paula Nobre (streamer) e Nicolle Merhy – Cherrygumms (empresária gamer). A mediação foi comandada por Lucilene Oliveira Gomes, do Luizalabs, da área de inovação e tecnologia do Magazine Luiza.

 

 

“Ser mulher no Brasil é como jogar no level hard todos os dias. E na tecnologia e nos games, esse cenário não é diferente.O projeto foi criado e idealizado por um squad de mulheres para encorajar debates, incentivar o interesse pela área e apoiar a representatividade no segmento. Nosso objetivo é conversar com todos, de forma igualitária, para capacitar novos talentos e democratizar o cenário”, afirma Mayara Machado, coordenadora de Marketing do KaBuM! e uma das idealizadoras do projeto.

Pesquisa da Kabum Não é Clara

A afirmação de que mulheres representam 50% do mercado de games, atribuída à Kabum, carece de fontes claras e documentadas.

Sem uma clara definição de critérios – como o que qualifica alguém como gamer, quais plataformas são consideradas (PCs, consoles, dispositivos móveis), quais nichos ou gêneros de jogos estão incluídos, ou mesmo qual segmento do mercado está sendo analisado – fica difícil validar a afirmativa.

Ao aproveitar essa temática, a Kabum pode ter visado destacar-se e engajar o público, porém, a falta de transparência e de dados concretos para sustentar tais afirmações enfraquece o argumento e sugere que os números podem ter sido divulgados mais como uma estratégia de marketing do que como um fato cientificamente comprovado. É importante que afirmações dessa natureza sejam acompanhadas de pesquisas e análises rigorosas para garantir sua credibilidade.

Campaha da Kabum Fracassa

Campanha Mulheres nos Game da Kabum: Gerou Boicote da Comunidade Gamer e Flopou 1

A análise dos comentários e da proporção entre likes e visualizações nos vídeos relacionados à campanha da Kabum revela um cenário de recepção negativa por parte do público. Esse feedback, manifestado diretamente pela comunidade, sugere que a campanha não atingiu os resultados esperados ou desejados pela empresa. A discrepância entre o número de visualizações e a quantidade de interações positivas, como likes, pode indicar uma falta de engajamento ou mesmo desaprovação do conteúdo apresentado.

A análise da recepção do vídeo da campanha da Kabum, com 171 mil visualizações e apenas 519 likes, evidencia uma disparidade significativa que chama a atenção para a discussão sobre a representatividade feminina no universo dos games. A ausência de dados sobre o número de dislikes, mencionada como notável, sugere uma recepção negativa por parte da audiência, que pode ser interpretada de diversas formas.

A afirmação da Kabum de que as mulheres representam 50% do mercado de gamers, quando confrontada com a reação ao vídeo, levanta questionamentos sobre a precisão dessa estatística ou, pelo menos, sobre sua recepção pela comunidade. A hipótese de que os likes possam ter sido dados majoritariamente por mulheres ativistas, em vez de jogadoras que se sentem representadas pela campanha, sugere uma desconexão entre a mensagem da campanha e a identidade ou as expectativas das mulheres gamers.

Outra possibilidade é que a proporção de mulheres Gamers no mercado seja, de fato, menor do que o indicado.

Claro que existem vários fatores e indicativos na pesquisa que parecem não se encaixar. Parece mais uma tentativa de lacrar em cima da imagens das mulheres do que realmente uma representatividade. Pois a Campanha flopou miseravelmente.

Repercussão Negativa e Boicote

A Kabum, integrante de um grupo de empresas adquiridas pela Magazine Luiza, tem enfrentado desafios significativos recentemente. Com o início do governo do Presidente Lula, observou-se uma queda nas ações da Magazine Luiza, reflexo de uma tendência mais ampla de retração no interesse dos consumidores pelo varejo. Este fenômeno não é exclusivo da Magazine Luiza; afeta o setor varejista como um todo, levando até mesmo ao fechamento de empresas tradicionais como as Lojas Americanas.

Neste contexto, a Kabum lançou uma campanha voltada para o público feminino no universo dos games, buscando ressaltar questões de representatividade. No entanto, essa iniciativa parece ter gerado controvérsia dentro da comunidade gamer, resultando em chamadas para boicote à empresa. O descontentamento não se restringe a uma parte da comunidade; streamers femininas também expressaram não se sentir representadas pela visão que a Kabum promoveu sobre mulheres nos games.

Esse cenário destaca a importância de uma comunicação cuidadosa e uma representação autêntica nas campanhas de marketing, especialmente em comunidades tão engajadas e diversificadas como a gamer. A resposta negativa da comunidade indica uma desconexão entre a mensagem da campanha e as expectativas e realidades das jogadoras. Para empresas como a Kabum, entender e respeitar o público-alvo é crucial, especialmente em momentos de vulnerabilidade no mercado varejista, onde a imagem da marca e a lealdade do consumidor podem ter um impacto significativo no desempenho econômico.

Fonte: kabum, youtube

 

 

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