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7 séries de TV e streaming para maratonar em julho

7 séries de TV e streaming para maratonar em julho
7 séries de TV e streaming para maratonar em julho
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Família, super-heróis, ficção científica, comédia e até zumbis: julho chega com uma leva de estreias e retornos que prometem ocupar a sua fila de maratonas. Entre histórias que voltam com novos episódios e séries que continuam a construir mundos já conhecidos, há opções para quem gosta de drama, ação e mistério — do Texas ao espaço sideral. A seguir, veja sete séries de streaming e TV para colocar no radar antes que o mês avance.

X-Men ’97 (Disney+): nostalgia com ritmo moderno

X-Men ’97 retoma a história dos mutantes em formato de animação, dando continuidade ao universo de X-Men: The Animated Series, da década de 1990. A série acompanha um núcleo de personagens que inclui Wolverine, Rogue, Ciclope, Jean Grey, Morph, Tempestade, Gambit, Jubilee, Fera e Bishop, agora sob liderança de Magneto — um detalhe que já indica que o clima da trama tende a ser mais tenso e estratégico. A estreia da segunda temporada acontece no Disney+ na quarta-feira, 1º de julho, com os três primeiros episódios.

O motivo para assistir é simples: a série consegue ser, ao mesmo tempo, nostálgica e atual. Ela revisita tramas clássicas dos quadrinhos e as adapta para um ritmo moderno, mantendo temas que continuam relevantes, como identidade, preconceito e escolhas morais em meio a conflitos de grande escala. Para quem aguarda a chegada dos X-Men ao universo live-action da Marvel, é uma forma de matar a curiosidade com uma história que sabe equilibrar drama “soap” com sequências de luta bem coreografadas.

Onde assistir: Disney+ (assinatura). Compromisso: cerca de 5h30 para a 1ª temporada; ou aproximadamente 33h se você incluir X-Men: The Animated Series (temporadas 1 a 5).

X-Men ’97 (Disney+): nostalgia com ritmo moderno
X-Men ’97 (Disney+): nostalgia com ritmo moderno

Silo (Apple TV): o mistério do abrigo subterrâneo

Em Silo, a ficção científica aposta em um mistério que cresce a cada episódio. A série é baseada na trilogia de romances de Hugh Howey e tem Rebecca Ferguson (Duna) como a protagonista, uma engenheira que investiga a verdade sobre um abrigo subterrâneo onde vivem cerca de 10 mil pessoas. O local funciona sob regras rígidas e, ao mesmo tempo, parece esconder algo maior: por que a sociedade foi construída dessa forma e o que existe além das paredes do silo?

Além de Ferguson, o elenco conta com Tim Robbins, Rashida Jones, David Oyelowo, Steve Zahn e Common. A 3ª temporada estreia no Apple TV na sexta-feira, 3 de julho. A trama continua a explorar as consequências de viver em um sistema controlado e a tensão entre sobrevivência e liberdade.

O que torna Silo especialmente interessante é a execução. Mesmo partindo de uma premissa que poderia soar familiar, a série se diferencia com roteiro afiado, elenco forte e um trabalho de produção que ajuda a “dar corpo” ao mundo. A construção do cenário e a forma como a história revela informações aos poucos fazem com que o espectador se mantenha preso ao enigma. E, segundo a própria recepção crítica ao longo das temporadas, a série vem ganhando força — com a confirmação de uma 4ª e última temporada já aprovada, julho é um bom momento para colocar tudo em dia.

Onde assistir: Apple TV (assinatura). Compromisso: cerca de 16h30 para as temporadas 1 e 2.

Trying (Apple TV): comédia e adoção sem perder o tom

Trying é uma comédia britânica que trata de um tema sensível sem perder o humor. Esther Smith e Rafe Spall interpretam um casal que não consegue ter filhos e, a partir daí, passa a tentar adotar. As primeiras temporadas acompanham o processo de adoção de dois irmãos e a adaptação à rotina de uma nova família.

Em seguida, a série dá um salto temporal: a 4ª temporada avança seis anos para mostrar como o grupo está depois de se consolidar como família. A 5ª temporada estreia no Apple TV na quarta-feira, 8 de julho. O formato continua no mesmo universo, mas com uma nova fase emocional e familiar, o que renova o interesse da história.

Por que assistir? Porque, apesar de ser uma produção do Reino Unido, o núcleo do enredo é universal. A série encontra graça nas etapas do processo de adoção e, ao mesmo tempo, mostra com naturalidade os desafios da vida em família. Smith e Spall têm química evidente, e a presença de Imelda Staunton (indicada ao Oscar) nas duas primeiras temporadas foi um acerto de casting que elevou a qualidade do conjunto. Entre os coadjuvantes, Darren Boyd e Siân Brooke também se destacam.

Onde assistir: Apple TV (assinatura). Compromisso: cerca de 15h30 para as temporadas 1 a 4.

All American (The CW): encerramento da história em grande estilo

All American mistura drama esportivo e construção de personagem inspirando-se na trajetória de Spencer Paysinger, ex-linebacker da NFL. A série acompanha um jovem de South Los Angeles que é recrutado para jogar futebol americano na Beverly Hills High School. Daniel Ezra interpretou Spencer James durante grande parte da exibição, e depois Nathaniel McIntyre assumiu o papel do quarterback que chega à equipe após transferir de Oakland.

A 8ª e última temporada estreia no canal The CW na segunda-feira, 13 de julho. É o tipo de encerramento que costuma atrair tanto quem acompanhou desde o começo quanto quem entrou mais tarde, já que a série construiu uma base de fãs fiel ao longo dos anos.

O apelo de All American está em como ela conversa com outras referências populares. Há algo de Friday Night Lights no foco no esporte e na comunidade, e também ecos de Bel-Air ao tratar de diferenças culturais e adaptação a um novo ambiente. Além disso, a série ganhou sobrevida graças a acordos de streaming: após passar pela TV aberta, ela encontrou um novo público no Netflix, que passou a hospedar as temporadas após o fim na emissora. Esse movimento também viabilizou um spin-off, All American: Homecoming, reforçando que a história tinha fôlego para continuar.

Onde assistir: Netflix (assinatura) para as temporadas 1 a 7; e compra em Fandango at Home, Prime Video e Google Play. Compromisso: cerca de 83h para as temporadas 1 a 7.

King of the Hill (Hulu): retorno da sitcom animada do Texas

King of the Hill é uma das animações mais queridas do público que gosta de humor com observação social. Antes de cada um seguir caminhos diferentes com projetos como Office Space e The Office, Mike Judge e Greg Daniels criaram esta sitcom animada sobre uma família trabalhadora em uma cidade fictícia do Texas. A série foi exibida por 13 temporadas no Fox e, depois de cancelada, voltou com uma nova fase: Judge e Daniels retomaram o projeto cerca de 15 anos mais tarde.

A temporada 15 estreia completa no Hulu na segunda-feira, 20 de julho, com 10 episódios. Para quem gosta de comédia que não depende apenas de piadas rápidas, mas de personagens consistentes e situações do cotidiano, essa volta é um prato cheio.

O valor da série está no próprio histórico. Ela foi longa o suficiente para acumular 259 episódios na exibição original, e o público manteve interesse até o retorno. A Disney, por sua vez, trouxe a produção de volta para continuar oferecendo comentários bem-humorados sobre a vida de classe trabalhadora nos Estados Unidos. Além disso, é uma das raras séries que conseguiu superar The Simpsons e levar o Emmy de Melhor Programa Animado nos anos 1990 — um indicativo de que a qualidade sempre esteve acima da média.

Onde assistir: Disney+ e Hulu (assinatura). Compromisso: cerca de 103h para as temporadas 1 a 14.

Star Trek: Strange New Worlds (Paramount+): exploração com espírito clássico

Para quem prefere ficção científica com aventura episódica e um senso de exploração, Star Trek: Strange New Worlds é uma escolha segura. A série é um spin-off de Star Trek: Discovery e, tecnicamente, funciona como um prelúdio da série original. O foco está no capitão Christopher Pike e na tripulação da Enterprise, em missões que colocam a nave e seus personagens diante de dilemas morais, culturas desconhecidas e ameaças que exigem coragem e raciocínio.

A 4ª temporada estreia no Paramount+ na quinta-feira, 23 de julho. A proposta é manter o espírito clássico da franquia, mas com produção e ritmo compatíveis com o público atual.

O motivo para assistir é o reconhecimento crítico. Strange New Worlds costuma aparecer entre as melhores séries da franquia e é frequentemente citada como o melhor novo Star Trek das últimas décadas. Em termos de recepção, a série também se destaca em avaliações agregadas, o que ajuda a explicar por que a Paramount segue investindo no projeto. Para novos fãs, ela ainda funciona como porta de entrada: não é necessário conhecer tudo para começar a acompanhar.

Onde assistir: Paramount+ (assinatura) para as temporadas 1 a 3; e compra em Fandango at Home, Prime Video, Apple TV e Google Play. Compromisso: cerca de 26h para as temporadas 1 a 3.

The Walking Dead: Dead City (AMC): spin-off em Nova York

Fechando a lista, The Walking Dead: Dead City traz mais uma etapa do universo de The Walking Dead. A série é um spin-off que também funciona como continuação: acompanha Negan e Maggie, interpretados por Jeffrey Dean Morgan e Lauren Cohan, enquanto eles chegam a Nova York para buscar o filho de Maggie. Mesmo com o objetivo claro, o cenário continua perigoso, com zumbis e sobreviventes disputando espaço em um ambiente hostil.

A 3ª temporada estreia no AMC no domingo, 26 de julho. A história mantém o equilíbrio entre tensão constante e a dinâmica entre os personagens, que já conquistaram o público ao longo dos anos.

Vale assistir porque a franquia demonstra que ainda tem fôlego. Há debate sobre qual dos dois spin-offs em exibição atualmente é o melhor — o outro é The Walking Dead: Daryl Dixon —, mas o ponto em comum é que ambos provam que o universo criado a partir dos quadrinhos continua atraindo audiência. Morgan e Cohan seguem como nomes fortes para sustentar a narrativa, e o fato de a série levar a ação para um novo cenário ajuda a evitar a sensação de repetição.

Onde assistir: Netflix e AMC+ (assinatura) para as temporadas 1 e 2; e compra em Fandango at Home. Compromisso: cerca de 10h para as temporadas 1 e 2; ou aproximadamente 144h se você incluir a série original The Walking Dead.

Imagem de destaque: Marvel Animation.


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Fonte: rottentomatoes

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