[Crítica] WiFi Ralph: Quebrando a Internet é bom até a metade.

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Wi-Fi Ralph
Wi-Fi Ralph

Depois de anos aguardando uma sequência do primeiro filme de Ralph (Detona Ralph, 2012) e seus amigos voltam as telonas com uma animação de encher os olhos (tecnicamente), com uma história que parecia interessante, mas que se perde durante o desenrolar da animação.

Confesso que criei muita expectativa para o novo filme quando o estúdio anunciou que faria uma sequência para os cinemas, eu por gostar muito do original fiquei animado, mas temeroso, pois o filme se passaria agora na internet e poderia trazer uma trama sem uma boa história.

Para quem não sabe sobre a história desta continuação um resumo. Desta vez, Ralph, o vilão dos videogames e sua melhor amiga, a destemida corredora Vanellope von Schweetz, deixam o fliperama e partem numa aventura na internet em busca de uma peça sobressalente para salvar o videogame de Vanellope, Corrida Doce, que corre o risco de ser desligado para sempre. Juntos, eles terão que se aventurar nesse desconhecido mundo para comprar a peça e voltarem para o fliperama em segurança.

Isto faz com que o filme fique bem animado no seu início, compramos fácil esta ideia de entrar na internet. Já que sendo vasto, a internet permite mostrar muitas coisas ao qual vivenciamos. O potencial era gigante. Por exemplo, quando os passarinhos se comunicam entre si, mostra os twitters, propagandas do ebay, e até mesmo um “youtube” deste mundo. Claramente fazendo um paralelo com o nosso, como quando mostra os vídeos idiotas de Ralph fazendo muito sucesso, mas de forma efêmera, e a sessão de comentários, que podem provocar um sentimento ruim em pessoas mais sensíveis. O sistema de busca é muito divertido. E hilário ele reclamando que poderiam pedir pelo menos “por favor”, já que sempre quer entregar e até mesmo adivinhar tudo aquilo que estamos procurando. Outra coisa é o funcionamento literal dos anúncios popup e adblocks e movimentos engraçados dos games que gera momentos muito bons. A dublagem da versão nacional está muito boa mais uma vez e vale ser conferida, um destaque para os excelentes Tiago Abravanel, Marimoon e Rafael Cortez, que voltam a dar vozes aos seus personagens, provando que foram excelentes escolhas em 2012.

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Amigos?

Num geral, para mim, o grande problema do filme acontece do meio para o final, para ser mais preciso, o problema para a compra da tal peça pela falta de dinheiro criou uma situação difícil de resolver e o roteiro apela para algo muito ruim. Surreal demais. O que não diverte e causa um estranhamento. Digo em relação ao que o Ralph faz na plataforma de vídeos. O roteiro então elimina o problema do nada, depois é dada uma desculpa para separar os heróis o que leva gratuitamente a tão esperada cena onde Venellope entra no Oh My Disney e encontra vários personagens do estúdio, inclusive as princesas Disney. (o que é muito legal, mas acaba ficando avulso e oportunista). Ela canta uma música chata e a trama muda completamente de direção. Encontrar a peça para o videogame passa a não ser mais importante e uma nova trama é criada e começa a ser desenvolvida. O filme parece começar de novo com desentendimentos forçados e querendo colocar muitas mensagens ao filme, perdendo o foco principal de divertimento.

Foi triste ver os diretores/roteiristas alterem completamente a personalidade do protagonista nesse terceiro ato do filme, para que a nova trama tenha um desfecho bobo e sem nenhuma criatividade, simplesmente para dar uma liçãozinha de moral, estilo as animações do canal Disney Junior, para falar sobre amizades tóxicas, um tema importante não trabalhado ainda em animações, mas que foi mal apresentado no filme.

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princesas disney

Outro problema são os carismáticos personagens do primeiro filme que são praticamente esquecidos durante toda a história. Até mesmo personagens importantes do original, como Felix Jr e a Sargento Calhoun, acabam tendo participações vazias e sem importância alguma no novo filme, dando espaço para os novos personagens, a maioria deles chatos e sem carisma algum, como a empresária chamada Yesss, que facilmente será esquecida.

Portanto foi uma pena não ter gostado por inteiro deste filme como foi o primeiro, pois o original traz ótimos personagens e não destoa a história do nada apenas para encaixar novos personagens e outras coisas do estúdio Disney.

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