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Como Mark Harmon começou no crime e chegou ao NCIS: papéis que marcaram os anos 1970

Como Mark Harmon começou no crime e chegou ao NCIS: papéis que marcaram os anos 1970
Como Mark Harmon começou no crime e chegou ao NCIS: papéis que marcaram os anos 1970
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Antes de se tornar um dos rostos mais reconhecidos da TV americana como o agente especial Leroy Jethro Gibbs em NCIS, Mark Harmon já vinha construindo, passo a passo, uma trajetória ligada a séries policiais e dramas de emergência. A década de 1970 foi decisiva nesse processo, quando o ator apareceu em programas clássicos do período, muitas vezes em participações pontuais, que ajudaram a consolidar seu estilo e a abrir portas em Hollywood.

O caminho de Harmon até o sucesso não começou em um grande papel fixo. Ele passou pelos bastidores do gênero que mais tarde o consagraria, com personagens em episódios de diferentes séries, além de uma transição que, segundo relatos do próprio ator, envolveu contatos importantes com produtores da época. Foi nesse cenário que ele ganhou experiência diante das câmeras e, ao mesmo tempo, se aproximou de nomes que dominavam o formato de procedurals policiais e dramas de serviço público.

De estrela do futebol universitário a ator em séries de emergência

Mark Harmon chegou à atuação depois de uma fase como jogador de futebol americano na universidade, em um percurso que chamou atenção por ser incomum para alguém que, anos depois, se tornaria referência em séries investigativas. Ao tentar estabelecer espaço na televisão, ele buscou oportunidades em programas que já tinham audiência consolidada e uma linguagem bem definida, típica das produções do período.

Uma das primeiras portas que se abriu veio com Emergency!, drama médico centrado em paramédicos que atuavam para o Los Angeles Fire Department. Em 1975, Harmon apareceu como Officer Gordon em um episódio da quarta temporada. A série, que acompanhava o trabalho de resgate e atendimento em situações críticas, era um tipo de produção que exigia atuação com ritmo acelerado e capacidade de sustentar tensão dramática, mesmo em participações de curta duração.

Ainda em 1975, Harmon também entrou em Adam-12, série policial que acompanhava o trabalho de dois policiais em Los Angeles. Na ocasião, ele interpretou Officer Gus Corbin. A escolha por esse tipo de programa não foi casual. Para um ator que precisava “entrar” na indústria, séries com estrutura episódica e foco em casos ofereciam visibilidade e permitiam que o público e os produtores o reconhecessem rapidamente.

O mesmo ano trouxe outra participação em Police Woman, produção que acompanhava o trabalho de uma policial em operações disfarçadas em Los Angeles. Harmon apareceu em um episódio da primeira temporada como Paul Donin, um personagem menor. Mais adiante, ele retornou à série na terceira temporada, agora como Stanski, mostrando como sua presença havia sido bem recebida e como a indústria televisiva da época frequentemente reutilizava atores em papéis diferentes, conforme a necessidade do roteiro.

Participações em procedurals e o contato com Jack Webb

Além das aparições em séries específicas, a trajetória de Harmon na década de 1970 também se conecta a um encontro profissional que ajudou a direcionar sua carreira. Em entrevista ao podcast The Fifth Column, o ator relembrou que, ao buscar oportunidades, decidiu contatar Jack Webb, criador e produtor executivo de Emergency! e Adam-12. Webb também era proprietário da produtora Mark VII Limited, responsável por parte relevante dessas produções.

Segundo Harmon, a conversa foi curta, mas objetiva. Ele contou que falou com Webb por alguns minutos e ouviu a sugestão para ir conversar pessoalmente. A partir desse contato, ele teria se encaminhado para a Universal e para a Mark VII, onde a chance de participar de novos projetos se tornou concreta. Esse tipo de ponte, comum no ecossistema televisivo do período, era fundamental para quem ainda não tinha um nome consolidado, mas já demonstrava potencial para sustentar personagens em histórias de investigação e serviço público.

Com isso, as participações de Harmon em procedurals se multiplicaram. Ele continuou aparecendo em programas do gênero, somando créditos que, embora fossem pontuais, construíam um histórico coerente: o ator se tornava familiar para o público e, principalmente, para diretores e produtores que trabalhavam com o formato de episódios independentes.

Outros papéis em 1976 e a experiência em séries de resgate

Em 1976, Harmon voltou a aparecer em uma produção do universo policial, desta vez em Police Story, série em formato de antologia exibida pela NBC. Na ocasião, ele interpretou Officer Hazelton. A estrutura de antologia exigia adaptação rápida, já que cada episódio apresentava uma história e um conjunto de personagens próprios. Para um ator em início de carreira, esse tipo de trabalho funciona como laboratório, pois permite testar diferentes tons dramáticos sem ficar preso a uma única linha narrativa.

O último grande capítulo da década de 1970 dentro do gênero veio com 240-Robert, série que acompanhava a busca e resgate realizada pelo Los Angeles Sheriff’s Department. O programa tinha foco em operações de localização e salvamento, o que ampliava o repertório de Harmon para além do “caso policial” tradicional, aproximando-o de histórias em que a urgência e a imprevisibilidade eram centrais.

Em 240-Robert, Harmon apareceu como Deputy Dwayne “Thib” Thibideaux ao longo da primeira temporada, em um papel mais contínuo do que suas participações anteriores. A experiência foi relevante porque, ao contrário de episódios isolados, a permanência em uma série permite que o público acompanhe a evolução do personagem e que a equipe de produção desenvolva uma relação mais estável com o ator.

Com esse conjunto de trabalhos, Harmon encerrou os anos 1970 já com um currículo que o colocava em posição de destaque para os próximos passos. A soma de participações em séries policiais e dramas de emergência ajudou a formar uma base sólida, tanto em termos de técnica quanto em reconhecimento profissional.

Do início em séries clássicas ao salto em 1983 e ao domínio do NCIS

Depois de acumular experiência em programas do período, Mark Harmon conseguiu um avanço importante em 1983, quando conquistou seu papel de destaque como Dr. Robert Caldwell em St. Elsewhere, drama médico que se tornou referência na televisão americana. Esse salto foi o tipo de mudança que costuma transformar uma carreira: de participações e papéis menores para uma presença mais marcante, com espaço para construir uma personagem ao longo do tempo.

O reconhecimento, porém, viria de forma ainda mais ampla com NCIS. Harmon interpretou Leroy Jethro Gibbs por 19 temporadas, de 2003 a 2022, período em que a série se consolidou como uma das mais populares do gênero investigativo. A longevidade do personagem ajudou a criar uma identificação forte com o público, e a atuação de Harmon se tornou parte do “DNA” do programa.

Quando ele deixou a série em 2022, a mudança gerou repercussão, já que NCIS havia se tornado, ao longo dos anos, uma franquia de grande alcance e impacto cultural. Ainda assim, a história do começo de Harmon mostra que o caminho até o sucesso não foi construído por um único papel decisivo, mas por uma sequência de oportunidades que, na década de 1970, o colocaram repetidamente no centro de narrativas ligadas à lei, ao resgate e à investigação.

Em retrospecto, os episódios e personagens de Emergency!, Adam-12, Police Woman, Police Story e 240-Robert funcionam como uma espécie de “treinamento” televisivo. Eles deram ao ator repertório, familiaridade com o ritmo dos procedurals e, principalmente, a chance de ser visto por pessoas que decidiam os próximos projetos. Foi assim que Mark Harmon, partindo de participações em séries clássicas dos anos 1970, conseguiu chegar ao papel que o tornaria sinônimo de investigação na TV.


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Fonte: tvline

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