A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017) [Crítica]

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A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017) [Crítica]
A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017) [Crítica]

A Vigilante do Amanhã: (Ghost in the Shell) é um filme americano de ficção científica de 2017 dirigido por Rupert Sanders e escrito por Jamie Moss, William Wheeler e Ehren Kruger, baseado no mangá japonês Ghost in the shell criado por Masamune Shirow também criador do Appleseed outro mangá muito foda. É estrelado por Scarlett Johansson, Takeshi Kitano, Michael Pitt, Pilou Asbæk, Chin Han e Juliette Binoche.

Animação Ghost in the Shell
Animação Ghost in the Shell

Em um futuro próximo em que os robôs e humanos estão coexistindo quase como um só o enredo segue a Major Mira Killian, uma ciborgue super soldado que vai atrás de um personagem que consegue hackear robôs e qualquer humano que tenham implantes cibernéticos e acaba por perceber que esse hacker está ligado diretamente com seu passado.

Mas o que sabemos sobre o anime e manga do Ghost in the Shell.

Ghost in the Shell no Brasil foi lançado como O Fantasma do Futuro e em Portugal como Ghost In The Shell memo. Um filme de animação japonesa do ano de 1995. Uma ficção científica de ação dirigido por Mamoru Oshii e escrito por Kazunori Itô e Masamune Shirow. Foi uma das principais inspirações para a trilogia Matrix. A história do filme se passa num futuro distante e começa quando um grupo policial tenta encontrar um hacker que rouba informações do governo.

Senta que lá vem historia.

Exatamente isso para quem é Unicórnio Old School assistir esse filme é relembrar do anime que por sua vez faz referência direta ao consagrado Matrix que por sua vez fiquei sabendo que está em produção um novo Matrix.

Esses filmes podem parecer desconexos para muitos para que nunca assistiRAM eles, mas eles juntos tem muito mais em comum do que possamos imaginar.

Só queria argumentar que quando temos boas influências fazemos e produzimos boas coisas.

LIÇÃO DE MORAL AO ESTILO UNICÓRNIOHATER

Mas voltando para o filme …

Assisti o primeiro filme Ghost in the Shell muito antes de saber o que era Matrix eu tinha por volta de 14 anos de idade e lembro que era um filme denso com uma narrativa pesada e confusa para mim naquela época e mesmo assistindo várias vezes o filme em fita VHF em um bom e velho videocassete com uma TV de Tubo ainda continuava sendo um filme pesado e denso (segredo um amigo tinha a fita e emprestava para os coleguinhas e aí emprestávamos de volta outras fita).

Por fim assisti recentemente a animação novamente ainda sim continua sendo um filme com uma narrativa complexa e densa, mas mais atual do que nunca.

Em futuro próximo os humanos estão evoluindo com implantes e melhorias cibernéticos, como força, visão e inteligência. A Hanka Robotics estabelece um projeto secreto para desenvolver um corpo artificial ou “Concha” (Shell), que possa integrar um cérebro humano ao invés de uma IA. Mira Killian a única sobrevivente de um suposto ataque cyber terrorista que matou seus pais é a Alma que deve ser preencher essa concha. Sobre as objeções de seu designer Dr. Ouelet (Juliette Binoche), o CEO da Hanka, Cutter (Peter Ferdinando), decide usar Killian como um agente antiterrorista.

Um ano depois, Killian é a Major na seção 9 do departamento antiterrorista, trabalhando ao lado dos agentes Batou (Pilou Asbæk) e Togusa (Chin Han) sob o comando de Daisuke Aramaki (Takeshi Kitano). A equipe de agentes se envolvem em uma ocorrência terrorista em uma conferência de negócios da Hanka. A Major destrói uma gueixa robótica depois que ela mata um refém. Depois de saber que a gueixa foi hackeada por uma entidade conhecida como Kuze (Michael Pitt). A major quebra o protocolo e faz “mergulho” em sua AI código fonte da gueixa robótica para obter respostas. Dentro das memórias da gueixa uma entidade misteriosa tenta hackear Mira e Batou é forçado a desconectá-la. Eles rastreiam o hacker em uma boate da yakuza onde eles são atraídos para uma armadilha.

Gueixa
Gueixa

Essa é a premissa inicial dos fatos que levam a Major se perguntar sobre o seu passado e suas lembranças de quando era humana.

Mas o que é interessante sobre o filme é como ele conseguiu extrair da animação e do mangá todas as características icônicas dos personagens e suas características.

Todos os detalhes da animação estão ali, desde a introdução icônica onde o corpo da robô está sendo criado a trilha sonora tensa de ópera japonesa que cria uma atmosfera densa e estranha em um futuro caótico. Os Outdoors virtuais que aparecem nas ruas os veículos as armas que ambienta a cidade enfim pensaram em cada detalhe.

Os atores conseguem realmente dar vidas aos personagens da animação mesmo que o enredo seja uma adaptação do mangá não sendo fidedigno ao seu original, essa adaptação conseguiu extrair toda a essência do filme do seu antecessor

Assitir esse filme para mim foi um misto de nostalgia me fez lembrar de detalhes da minha infância como pegar uma fita emprestado para poder assistir com os amigos, mas o principal foi perceber que esse universo criado em 1985 se torna mais presente do que nunca. Para mim é uma obra que está descrevendo o nosso futuro de várias maneiras e aborda questões complexas da evolução do ser humano, como a criação de implantes cibernéticos, transplante da mente humana para outros corpos ou mesmo para uma internet e como a humanidade deve ser comportar diante desses fatos.

Sei que pode parecer estranho, mas existem discussões científicas sobre esse assuntos com estudos sobre como esse tipo de melhorias podem afetar a humanidade.

Parabéns os diretores e atores e todos os envolvidos nesse filme, obrigado por não estragarem essa obra.

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