Wuchang: Fallen Feathers entra no PlayStation Plus em maio: veja o que esperar do Soulslike
Índice
- Wuchang: Fallen Feathers é gratuito no PS Plus a partir de 5 de maio
- Design de fases e exploração: o que funciona na prática
- Combate: ritmo agressivo, leitura de padrões e satisfação ao acertar
- Controvérsias e ajustes: o que pode pesar para alguns jogadores
- Vale a pena para quem não tem PS Plus? Outras plataformas e desconto no PC
O PlayStation Plus costuma surpreender com jogos de diferentes gêneros, mas quando o assunto é Wuchang: Fallen Feathers e Soulslike, a seleção nem sempre parece tão ampla. Para quem já jogou (ou já cansou de) nomes como Bloodborne, Demon’s Souls e Nioh, a boa notícia é que a lista mensal de maio traz uma opção que agrada justamente esse público: Wuchang: Fallen Feathers. O jogo fica disponível gratuitamente para assinantes a partir de 5 de maio, junto de outros títulos do mês.
Além de Wuchang, a linha do PlayStation Plus em maio também inclui Nine Sols — um Metroidvania inspirado em Sekiro — e EA Sports FC 26. Ou seja: quem procura ação desafiadora, combate preciso e progressão típica do universo Soulslike tem motivos para abrir espaço na agenda.
Wuchang: Fallen Feathers é gratuito no PS Plus a partir de 5 de maio
Wuchang: Fallen Feathers chega ao catálogo mensal do PlayStation Plus como um dos destaques do mês. O jogo, que foi lançado em 24 de julho de 2025, foi desenvolvido pela Leenzee e publicado pela 505 Games, usando Unreal Engine 5. Na prática, isso significa que o título tenta aliar a fórmula de combate e exploração do subgênero com um visual que chama atenção — e que, em muitos momentos, consegue manter o clima de “fantasia sombria” mesmo sem seguir exatamente o mesmo tom de FromSoftware.
O ponto é que Wuchang não tenta reinventar tudo do zero. Seu cenário na dinastia Ming é uma escolha diferente do padrão de trevas e ruínas góticas que marcou jogos como Dark Souls e Bloodborne. Ainda assim, a base do gameplay e da apresentação segue o que o público espera: áreas em formato labiríntico, encontros com inimigos em emboscadas e chefes desenhados para testar timing, posicionamento e leitura de padrões.
Para quem já conhece a “linguagem” Soulslike, a sensação é de familiaridade. E, ao mesmo tempo, o jogo tenta fazer isso com personalidade própria, usando o cenário e a direção de arte para criar ambientes que recompensam a exploração mesmo quando não há um baú escondido a cada esquina.
Design de fases e exploração: o que funciona na prática
Um dos méritos de Wuchang: Fallen Feathers é como ele lida com o desenho de fases. O título recorre a áreas que lembram o raciocínio de labirintos e rotas alternativas que o gênero consagrou. Em vez de depender de “barreiras invisíveis” ou de soluções que quebram a imersão, o jogo aposta em navegação e em decisões do jogador para conduzir o ritmo.
O resultado é que a exploração tende a ser prazerosa, inclusive nos momentos em que o jogador encontra armadilhas e surpresas. Embora o jogo tenha passado por ajustes após o lançamento — incluindo mudanças para reduzir o excesso de armadilhas e emboscadas — a experiência descrita por quem jogou antes das atualizações mostra que, mesmo no auge da pressão, havia um senso de recompensa em “cutucar” os cantos das fases e entender como cada área foi construída.
Visualmente, o título também tenta se destacar. Há uma preocupação com estilização e com detalhes ambientais que ajudam a dar identidade ao mundo. Em vez de apenas buscar realismo, o jogo parece interessado em criar imagens memoráveis, algo que se conecta diretamente com a tradição Soulslike de transformar chefes e cenários em “cartões-postais” de combate.
Combate: ritmo agressivo, leitura de padrões e satisfação ao acertar
Se existe uma parte em que Wuchang tenta equilibrar influências, ela está no combate. Em certos momentos, o jogo puxa mais para o lado de Sekiro, especialmente quando exige agressividade constante e atenção ao timing. Nem todos os chefes pedem o mesmo tipo de resposta, mas alguns exigem que o jogador acompanhe o ritmo do inimigo e responda com precisão.
O que torna essa abordagem interessante é a sensação de “encaixe” quando o jogador acerta. A satisfação de derrotar chefes é descrita como algo que lembra a recompensa de vencer adversários marcantes de Sekiro, como Genichiro Ashina, ainda que Wuchang não chegue ao mesmo nível de dureza nos testes mais extremos do jogo da FromSoftware.
Outro aspecto que pode surpreender é a forma como o sistema de habilidades e a progressão funcionam para quem não costuma se aprofundar em builds. A possibilidade de redefinir habilidades livremente incentiva o jogador a ajustar o conjunto para cada luta mais difícil. Além disso, armas e habilidades oferecem maneiras diferentes de lidar com o campo de batalha, premiando quem decide ser mais ofensivo ou quem prefere controlar o ritmo do confronto.
Para quem vem de Elden Ring, a mudança de abordagem pode ser um alívio. A experiência descrita é de alguém que, após passar muito tempo “hackeando” com uma arma específica por causa de limitações de recursos, encontrou em Wuchang uma alternativa que muda a dinâmica sem abandonar o desafio.
Controvérsias e ajustes: o que pode pesar para alguns jogadores
Apesar de todo o elogio ao núcleo do jogo, existe um ponto que pode afastar parte do público: a controvérsia ligada a atualizações narrativas. Segundo o relato, Wuchang: Fallen Feathers passou por mudanças em que certos inimigos e chefes associados a figuras centrais da história chinesa não podem mais ser derrotados. Para alguns, isso afeta temas e elementos da história original, ainda que não seja possível afirmar aqui o impacto exato sem entrar em debate histórico mais profundo.
Além disso, o jogo também recebeu ajustes de balanceamento. Houve reclamações sobre desafios específicos e sobre o uso frequente de armadilhas, o que levou a patches para reduzir alguns desses elementos. Ainda assim, a impressão de quem jogou antes das mudanças é que o jogo não parecia “injusto” a ponto de impedir a progressão. Quando havia sensação de desequilíbrio, ela era comparada ao tipo de frustração que o Dark Souls clássico já provocava — um design que, para alguns jogadores, é preferível a colocar toda a dificuldade concentrada apenas em chefes.
Em resumo: mesmo com as críticas, a diversão central do título permanece. E, para assinantes do PlayStation Plus, a barreira de entrada é praticamente inexistente, já que o jogo fica disponível sem custo adicional dentro da assinatura.
Vale a pena para quem não tem PS Plus? Outras plataformas e desconto no PC
Para quem ainda não assina o PlayStation Plus, vale notar que Wuchang: Fallen Feathers também está disponível em outras plataformas. O texto original aponta que o jogo pode ser encontrado no Xbox Game Pass para assinantes de Ultimate e para PC.
No Steam, o jogo aparece com 30% de desconto no momento citado. Como o valor exato em reais pode variar conforme promoções e câmbio, a recomendação editorial é simples: vale checar a página do Steam para ver o preço final em R$ antes de decidir. De todo modo, a combinação de desconto e disponibilidade em serviços por assinatura torna o momento especialmente favorável para quem quer testar um Soulslike mais recente.
Para fãs do gênero, Wuchang: Fallen Feathers pode ser uma oportunidade rara: um título que tenta capturar a essência do subgênero com um cenário diferente, combate satisfatório e fases que incentivam exploração. E, com o PS Plus liberando o jogo em maio, a chance de experimentar sem risco extra é o tipo de convite que costuma funcionar bem para quem gosta de desafios.
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Fonte: ScreenRant.




