Índice
- O que vem na caixa e os principais recursos do Victrix Pro BFG Reloaded
- A modularidade que muda o jeito de jogar
- Hall Effect, rumble e diferenças entre Xbox e PlayStation
- Botões traseiros e gatilhos: o que realmente importa no competitivo
- Conforto, bateria e o único incômodo que ficou comigo
- Vale a pena? O preço é o ponto mais difícil
Depois de mais de seis meses usando o Victrix Pro BFG Reloaded tanto no Xbox Series X quanto no PS5 Pro, a conclusão é direta: este é, sem exagero, o controle que mais gostei de usar até hoje. O motivo não é apenas o conforto ou a construção — é o conjunto de recursos pensados para quem joga competitivo e quer ajustar o controle ao próprio estilo. E, principalmente, é a modularidade, que transforma o jeito de jogar em algo mais “configurável” do que a maioria dos controles do mercado.O modelo da Turtle Beach (licenciado oficialmente para PlayStation e Xbox) aposta em peças trocáveis, sticks com tecnologia Hall Effect para reduzir drift e um pacote de botões traseiros programáveis. Tudo isso vem acompanhado de uma proposta clara: dar ao jogador controle fino sem exigir que ele viva preso a menus ou a um aplicativo o tempo todo.

O que vem na caixa e os principais recursos do Victrix Pro BFG Reloaded
O grande diferencial do Victrix Pro BFG Reloaded é a possibilidade de trocar módulos. Na prática, você não está apenas escolhendo um controle “pronto”: está montando a configuração que faz mais sentido para você. O modelo traz dois módulos personalizáveis com tecnologia Hall-Effect integrada, além de um fightpad ergonômico de seis botões com microswitches Kailh.
Entre os recursos que chamam atenção, estão também os gatilhos (clutch triggers) com Hall Effect em cinco níveis, com modo “hair-trigger” (para respostas mais rápidas). Há ainda quatro botões de ação rápida mapeáveis, 11 componentes intercambiáveis e uma entrada de áudio de 3,5 mm com suporte a Sony 3D Audio.
Em conectividade, o controle funciona com fio e sem fio. A bateria recarregável é anunciada para até 20 horas, e isso foi um ponto que se confirmou no uso prolongado. O produto também é oficialmente licenciado para PlayStation ou Xbox, e inclui o Victrix Control Hub como aplicativo complementar no PC.
A modularidade que muda o jeito de jogar
O “truque” mais interessante do Victrix Pro BFG Reloaded é simples de entender: os módulos de joystick e botões podem ser removidos e reposicionados com rapidez. Tanto na versão de Xbox quanto na de PlayStation, há dois parafusos no centro de cada módulo. Com a chave que vem no kit, você consegue girar ou retirar as peças sem transformar isso em um projeto.
Eu, por ter mãos maiores, prefiro sticks com posicionamento levemente deslocado. Essa escolha ficou ainda mais fácil aqui: no PS5, por exemplo, consegui ajustar a posição do D-pad e dos sticks de forma que o controle ficasse mais confortável para mim.
Para quem joga jogos de luta, a troca também faz sentido: dá para substituir a configuração tradicional e usar um módulo de seis botões, aproximando o layout de um estilo mais “arcade”. Nesse caso, os bumpers ficam reposicionados na parte frontal do controle.
Outro detalhe que ajuda no dia a dia é que os cabos inclusos são trançados e surpreendentemente longos. Isso melhora a experiência tanto em sessões longas quanto em setups mais afastados do console ou do PC.
Hall Effect, rumble e diferenças entre Xbox e PlayStation
Os dois controles contam com sticks Hall Effect, o que reduz bastante a preocupação com drift — um problema que costuma aparecer com o tempo em controles mais comuns. No uso, essa sensação de estabilidade foi um dos motivos para eu continuar voltando ao Victrix como “controle principal”.
Há, porém, diferenças importantes entre as versões. A versão de Xbox traz um rumble leve, mas com boa sensação de firmeza. Já a versão de PlayStation não tem rumble.
Isso me pegou de surpresa, principalmente porque eu estava esperando algo na linha do DualSense, com vibrações mais elaboradas. No fim, a ausência de rumble não estragou a experiência — mas é um ponto que vale o leitor saber antes de comprar.
Além disso, o controle do Xbox é mais “direto” em comparação com o DualSense: ele não oferece recursos como haptics, trigger stops, alto-falante no controle ou microfone. Em outras palavras, ele não tenta competir com a proposta sensorial do ecossistema da Sony; ele foca no que, para muitos jogadores, é mais importante: resposta, botões e personalização.

Botões traseiros e gatilhos: o que realmente importa no competitivo
Se existe um recurso que costuma separar controles “para todo mundo” de controles “para quem joga sério”, é a presença de botões traseiros fáceis de programar. No Victrix Pro BFG Reloaded, você encontra back buttons rapidamente configuráveis e trigger stops habilitáveis pelo usuário.
O mais prático é que há múltiplas configurações que podem ser trocadas com agilidade, e o controle funciona bem sem depender o tempo todo do aplicativo no PC. No meu caso, isso foi essencial: eu queria ajustar e seguir jogando, não ficar preso a etapas extras.
Em ambos os modelos, a operação sem fio acontece via dongle USB. A conexão é descrita como de baixa latência, com alcance de até 30 pés (algo em torno de 9 metros). O dongle funciona tanto no console para o qual foi pensado quanto no PC, sem necessidade de apertar botões nele para alternar.
Outro ponto positivo é a compatibilidade entre gerações: na versão do Xbox, o controle suporta Xbox One e Xbox Series. No PlayStation, há modos para PS4 e PS5. Para completar, o controle também traz um D-pad mais simples do que o de alguns concorrentes, além de um stick mais alto do lado direito de cada controle.
Conforto, bateria e o único incômodo que ficou comigo
Eu já tive experiências em que revisei controles rápido demais e acabei deixando passar detalhes importantes. Desta vez, eu fiz diferente: usei por bastante tempo e testei em sessões variadas. O resultado foi claro. A durabilidade e a vida útil da bateria foram excelentes.
A bateria é anunciada para até 20 horas. Depois de mais de seis meses e dezenas de recargas, o desempenho ficou bem próximo do prometido. Não é um controle que te obriga a ficar “caçando tomada” no meio do jogo, o que, para quem joga várias partidas seguidas, faz diferença real.
O incômodo que ficou foi o posicionamento dos botões traseiros. Isso não significa que o design seja ruim para todo mundo — na verdade, parece mais uma questão de ergonomia para mãos grandes. Eu tenho preferência por layouts parecidos com os do Xbox Elite e do Razer Wolverine, e aqui eu precisei de um tempo para me adaptar.
Também levou um pouco para acostumar com a posição dos botões no meio do controle. Eles são grandes, com formato angular e bastante textura. Para quem está acostumado com o layout padrão do Xbox e do PlayStation, a “memória muscular” demora um pouco para se reorganizar. Ainda assim, depois que a adaptação acontece, o uso flui.
Vale a pena? O preço é o ponto mais difícil
No fim, o Victrix Pro BFG Reloaded virou meu controle principal para Xbox e PlayStation. A combinação de conforto, modularidade, boa autonomia e botões traseiros faz dele um produto bem acima da média para quem quer personalizar e jogar com precisão.
O problema é o preço. O MSRP é de US$ 209,99, o que equivale aproximadamente a R$ 1.100 (considerando uma conversão aproximada). Para muita gente, esse valor já coloca o controle numa faixa difícil de justificar.
Felizmente, em períodos recentes, ele apareceu com desconto de cerca de US$ 50. Na prática, isso significa cerca de R$ 260 a menos, chegando a US$ 169,99 (aproximadamente R$ 900).
Mesmo assim, a recomendação fica mais clara para um público específico: jogadores que realmente vão usar a modularidade, que se beneficiam de back buttons e que querem reduzir preocupações com drift. Para quem busca apenas um controle “bom e pronto”, pode existir alternativa mais barata. Mas, para quem quer um controle que se adapta ao seu estilo, este é um dos mais completos que já usei.

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Fonte: playday




