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Leonardo DiCaprio. Paul Thomas Anderson. Um orçamento de mais de $ 200 milhões de dólares por volta de 1,06 bilhão de reais. E ainda assim, Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) conseguiu tropeçar na própria ambição antes mesmo de sair da linha de largada. Sim, o filme abriu em primeiro lugar nas bilheterias — com $ 22,4 milhõesde dólares nos EUA aproxímadamente 116 milhões de reais — mas só porque ninguém mais quis estrear no mesmo final de semana.
Mas não se preocupe. Segundo os veículos de imprensa de Hollywood, isso foi “sólido”.
“Sólido”, segundo quem?
Se você leu manchetes como “Uma Batalha Após a Outra estreia com força nas bilheterias” no Los Angeles Times, ou viu a Variety descrevendo a abertura como “promissora”, talvez ache que o filme foi um sucesso. Afinal, quando todos repetem a mesma palavra mágica — sólido — deve ser verdade, né?
Mas vamos aos números de verdade: US$ 22 milhões de estreia doméstica para um filme que custou quase 10 vezes isso. Parece mais com “buraco” do que com “base sólida”.
Enquanto o público faz contas, a imprensa faz contorcionismo retórico.
O “filme Antifa” que ninguém quis vender assim — mas todo mundo entendeu
Se a bilheteria já era problemática, o conteúdo do filme elevou o debate ao nível político com explosões. Em Uma Batalha Após a Outra, DiCaprio lidera um grupo fictício de militantes chamado French 75 — um coletivo engajado em atentados, assaltos e fugas de prisão.
Adivinha com o que isso se parece?
Críticos de todos os espectros rapidamente apelidaram o filme de “filme do Antifa”, mesmo que o roteiro evite usar o nome. A Hollywood in Toto cravou que o longa “romantiza um grupo no estilo Antifa”. Já o San Francisco Chronicle foi mais direto: “uma alegoria sobre extremistas de esquerda, milícias direitistas e imigrantes fugindo do ICE”.
E não faltou quem aplaudisse: Pajiba celebrou como “uma revolução moderna inspiradora”. Talvez inspiradora demais, considerando o cenário político atual.
Um timing nada estratégico
O filme chega semanas após um atentado real que chocou o país, com implicações envolvendo extremismo político. Em um momento em que o discurso sobre violência e radicalismo atinge novos patamares, lançar um longa que humaniza revolucionários violentos como protagonistas pode ter sido, no mínimo, insensível — ou no máximo, um desastre de relações públicas.
Mas claro, para alguns em Hollywood, isso é “arte provocadora”. Para o público médio? Só mais uma aula forçada disfarçada de entretenimento.
O escudo do prestígio: quando o fracasso é “autorismo”
Para tentar salvar as aparências, a mídia correu para lembrar que “essa foi a maior estreia da carreira de Paul Thomas Anderson!”. Uau. Parabéns por fazer mais bilheteria que Licorice Pizza e Phantom Thread. Agora só faltam US$ 180 milhões para empatar.
É aquela velha tática: quando o público rejeita um filme, apela-se para o “discurso crítico”, os “temas complexos” e — claro — “a corrida do Oscar”.
Mas estatuetas não pagam contas. E um filme dessa escala precisava de plateias lotadas, não apenas palmas em sessões de cinema indie no Brooklyn.
O problema é maior que DiCaprio ou Anderson
Esse fracasso não está isolado. Ele faz parte de um padrão maior em Hollywood: filmes politizados, com orçamentos megalomaníacos, que se vendem como obras urgentes mas afugentam o público que só queria um bom filme.
Enquanto os estúdios insistem em tratar seus espectadores como alunos em sala de aula, a bilheteria ensina uma lição bem simples: ninguém gosta de pagar para ser doutrinado.
Conclusão: o público fez as contas. E não comprou.
Uma Batalha Após a Outra queria ser um grito de guerra — virou um alerta. A combinação de ativismo mal disfarçado, orçamento inflado e bilheteria fraca não convence ninguém além da própria bolha hollywoodiana. DiCaprio e Anderson ainda são nomes respeitáveis, mas nem o melhor dos elencos salva um projeto mal posicionado.
E da próxima vez que alguém disser que um filme de US$ 22 milhões num orçamento de US$ 200 milhões é um sucesso, lembre-se: Hollywood pode girar manchetes, mas o público gira o dinheiro.
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Fonte: thatparkplace





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