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“Tracker” fechou a terceira temporada no domingo e, mais uma vez, confirmou sua força na TV aberta dos Estados Unidos. A série estrelada por Justin Hartley voltou a liderar o ranking de programas roteirizados em horário nobre na transmissão.
Agora, com a história entrando em uma nova fase, o ator e produtor executivo prometeu que a 4ª temporada, que estreia ainda neste outono no canal CBS, será a mais ambiciosa da produção — e também a mais rica em termos de personagens, passado e caminhos para o protagonista, Colter Shaw.
Resumo rápido: o que muda com a 4ª temporada de Tracker
Segundo Hartley, o final da 3ª temporada “leva tudo ao ponto de resposta” sobre um dos núcleos centrais do enredo. A partir daí, a série pretende aprofundar o mistério familiar e ampliar o “road show” de Colter com novos cenários e mais espaço para decisões criativas.
O que Hartley diz sobre o salto narrativo da 4ª temporada
Em entrevista ao TheWrap, Hartley explicou que o final da 3ª temporada “leva tudo ao ponto de resposta” sobre o que realmente aconteceu com o pai de Colter e o papel (ou a ausência de participação) de pessoas próximas ao caso.
Ao longo dos episódios, a série foi construindo pistas e reviravoltas que mudaram a percepção do próprio Colter sobre a história familiar. Para o ator, a temporada 3 foi o momento de aprofundar o mistério e preparar o terreno para as revelações que chegam ao fim do arco.
Hartley contou que, nos primeiros anos do programa, a trama foi “desempacotando” o que aconteceu com o pai de Colter: quem esteve envolvido, quem não esteve e como essas informações foram sendo alteradas ao longo da série.
Um dos pontos que mais mexeu com a dinâmica emocional do protagonista é a crença de Colter de que seu irmão mais velho, Russell, teria participação no que ocorreu. Essa ideia, de acordo com o que foi mostrado na história, foi reforçada por relatos da mãe de Colter. Com o avanço do enredo, porém, a série vai sugerindo que a versão não é tão simples quanto parecia.
“Primeiro, Colter achou que seu irmão estava envolvido, porque a mãe dele disse isso. Mas, no fim das contas, não é necessariamente o caso. Então tudo isso vai se juntando e chega ao ponto final da 3ª temporada, quando a gente encontra algumas respostas para essas coisas”, afirmou Hartley.
O produtor executivo também ressaltou que histórias desse tipo não podem ser apressadas. Para ele, o tempo certo de “fechar” perguntas e abrir novas possibilidades é quando o arco atinge maturidade dramática.
“Essas histórias levam o tempo que levam, mas quando é hora de chegar ao ponto de virada e responder algumas perguntas, é hora. E ficou óbvio que esse era o momento certo para fazer isso”, disse.
Ao falar sobre o retorno da série, Hartley foi direto: a equipe já tem a nova temporada pronta e, na avaliação dele, trata-se de um marco.
“A gente vai voltar com algo — a gente já tem isso, é bem incrível. Honestamente, eu acho que é a nossa temporada mais ambiciosa até agora, mas também é a mais rica, em termos de personagem e de história de fundo, e em como estamos levando o Colter”, completou.
Da família Shaw ao “road show” em novos cenários
Se a 3ª temporada mergulhou mais fundo no “lore” familiar de Colter Shaw, incluindo a relação com o irmão mais velho Russell, interpretado por Jensen Ackles, a 4ª temporada deve ampliar ainda mais o alcance emocional e geográfico do personagem.
Isso porque a série, desde o início, funciona como um “road show”: Colter viaja de cidade em cidade pelos Estados Unidos, encontra pessoas de contextos diferentes e ajuda quem precisa. O formato depende muito do ambiente — e, por isso, o deslocamento de produção ganha peso.
De acordo com a entrevista, a produção da 4ª temporada vai sair de Vancouver e passar a ser filmada em Los Angeles. A mudança ocorre graças a um incentivo fiscal da Califórnia, descrito na reportagem como um crédito tributário de US$ 48 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 264 milhões (cálculo aproximado com câmbio na casa de R$ 5,50 por dólar).
A decisão, segundo Hartley, não deve alterar o tom da série, mas pode expandir o “mundo” visual do programa.
“Em termos de tom e de personagem, eu não acho que isso vai impactar a série. Nosso programa é um road show. O nosso personagem vai de cidade em cidade pelos Estados Unidos e encontra pessoas de todos os tipos, de todos os caminhos da vida, e ajuda. Esses estranhos viram, de certa forma, uma família para ele”, explicou.
Para o ator, filmar em outro lugar significa acessar paisagens diferentes e, consequentemente, novas possibilidades de histórias.
“Para poder filmar em um lugar diferente que nos dá paisagens diferentes, a gente consegue ir para lugares — Nova York, Washington, o deserto, Texas, a praia. Isso abre nosso mundo em termos de paisagem, e isso é um grande personagem do nosso show”, disse.
Hartley também lembrou que a equipe construiu a série em Vancouver durante os três primeiros anos, mas que a evolução faz parte do processo.
“A gente não está interessado em fazer algo só por fazer. Eu quero empurrar os limites e quero que seja algo diferente. Então estamos animados. Vai ser muito bom para a série e para o público”, afirmou.
Mais controle criativo para Hartley como produtor executivo
Além da mudança de cenário e do avanço do enredo, a entrevista também trouxe um aspecto importante para quem acompanha a série: Hartley disse estar mais envolvido criativamente do que em trabalhos anteriores.
Ele já atuou em produções de grande sucesso, como This Is Us e Smallville, além de trabalhos em novelas. Agora, como produtor executivo de Tracker, ele tem a chance de influenciar decisões de forma mais direta.
“Eu já estive com produtores, produtores executivos e roteiristas antes na minha carreira que deixavam eu opinar e ser uma parte importante do meu personagem. Mas, em termos do programa como um todo, obviamente eu nunca tinha isso antes. Eu realmente gosto”, declarou.
Segundo ele, a experiência também funcionou como um “curso intensivo” ao lado de profissionais veteranos.
“Eu aprendi muito com esses caras, que são profissionais e fazem isso há muito tempo. Eles foram muito gentis comigo e eu sinto que já me adaptei. Eu gosto de ter a bola nas mãos, gosto de ser o quarterback. Eu gosto de saber que, se algo funcionou, eu tive uma parte nisso. E eu não me importo em saber que, se algo não funcionou, eu posso assumir a culpa e aprender com isso; a gente segue em frente e isso não vai acontecer de novo”, disse.
Hartley afirmou que, até agora, a equipe tem sido “sortuda” e que o trabalho em conjunto tem fluído bem.
“A gente tem muita ajuda, a gente trabalha muito bem junto e eu não poderia estar mais grato”, concluiu.
Recepção do público e presença na TV aberta
Desde a estreia, Tracker tem sustentado um desempenho forte. A série é baseada em The Never Game, de Jeffery Deaver, e em Tracker, de Ben H. Winters. O programa estreou após o Super Bowl LVIII, em fevereiro de 2024, e recebeu renovação para a 2ª temporada apenas um mês depois.
Desde então, manteve a posição de destaque como o principal programa de entretenimento na TV aberta, mesmo com a entrada de outra produção dramática da CBS, Marshals, que começou a competir no inverno.
Na entrevista, Hartley comentou o que esse tipo de audiência significa para o elenco e para a equipe.
“É bom sentir que tantas pessoas estão assistindo e gostando, e que eu ouço histórias de pessoas assistindo com seus filhos, com os pais e com os avós. Jovens gostam, pessoas mais velhas gostam, homens e mulheres — a gente é muito sortudo, e a gente leva isso em consideração quando cria as histórias, o passado, a história e tudo mais”, afirmou.
Vale a pena esperar a 4ª temporada?
Se você acompanha o arco familiar de Colter Shaw, a promessa é direta: a 4ª temporada pretende avançar o mistério que vem sendo construído desde o início e ampliar o alcance emocional e visual do “road show” com novos cenários.
As temporadas 1 a 3 de “Tracker” estão disponíveis no Paramount+.
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Fonte: TheWrap.



