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A mais nova jogada de marketing da Marvel para Quarteto Fantástico (The Fantastic Four: First Steps) é ousada — ou talvez desesperada. Segundo o produtor Grant Curtis, quem comanda o icônico time de super-heróis não é mais o brilhante Reed Richards. Prepare-se: a verdadeira líder é Sue Storm. Sim, aquela que, nos quadrinhos clássicos, frequentemente servia como pano de fundo emocional do grupo enquanto os meninos brincavam de salvar o mundo.
Em entrevista ao Collider, Curtis deixou claro que a nova abordagem da Marvel quer modernizar a personagem. Leia-se: tentar apagar o histórico visualmente datado e narrativamente questionável de filmes como Quarteto Fantástico (2005 e 2007), que tratavam Sue Storm como um adereço bonito para a câmera. Claro, Curtis não falou mal diretamente dessas versões — mas o Collider fez questão de escancarar a crítica.
“Se você voltar nos quadrinhos, percebe que Sue Storm é, arguivelmente, a líder do Quarteto Fantástico, porque sem ela tudo desmorona,” disse Curtis, como se tivesse acabado de descobrir uma nova lei da física.
Além disso, segundo ele, a estética pode até lembrar versões antigas, mas o foco de história e de personagem será atualizado para refletir a sensibilidade moderna. Afinal, em pleno 2025, Hollywood ainda adora nos lembrar que personagens femininas também podem liderar — como se isso fosse um conceito revolucionário.

Uma resposta à “era do male gaze”
Não satisfeitos em apenas reposicionar Sue Storm como líder, a nova campanha do filme não perde uma chance de criticar o passado. Os filmes de 2005 e 2007 são descritos como “produtos de uma era mais voltada ao olhar masculino”. Porque, claro, agora tudo se resolve com uma boa dose de FEMINISMO e uma pitada de girl power. E quem melhor para carregar essa bandeira do que Vanessa Kirby?
Kirby, que interpreta Sue Storm em Quarteto Fantástico, parece ter abraçado a missão com um toque de ironia bem-vindo. Ao falar sobre equilibrar os papéis de mãe, esposa, irmã e super-heroína, a atriz deixou claro que quer evitar os estereótipos femininos. Aliás, ela mesma pediu à equipe de figurino:
“Não me deem nenhuma daquelas saias rodadas,” disse Kirby. Parece que até a roupa virou campo de batalha ideológico.
O novo Sue Storm: emocionalmente inteligente e à frente da Future Foundation

O diretor Matt Shakman completou a pintura moderna da personagem descrevendo Sue como “a bússola emocional e moral” do time — alguém que complementa Reed Richards não só no romance, mas também no campo das ideias.
“Se ele é o mais inteligente cientificamente, ela é a mais inteligente emocionalmente do planeta,” declarou Shakman.
Além disso, no novo filme, Sue liderará a Future Foundation, uma instituição de ficção nos quadrinhos responsável por iniciativas de paz global e pesquisa científica avançada. Ou seja, Sue agora não só controla o Quarteto Fantástico, como comanda uma das organizações mais poderosas do Universo Marvel.
Nada como um bom salto quântico narrativo para empoderar personagens.
Rindo dos quadrinhos clássicos (porque, por que não?)
Kirby também não poupou ironia ao relembrar as representações ultrapassadas de Sue nos quadrinhos. A atriz e Pedro Pascal (o novo Reed Richards) se divertiram ao ler histórias onde Reed “acalenta as reclamações” de Sue comprando um vestido novo. Porque, claro, nada diz respeito conjugal como uma passada no shopping.
Kirby deixou claro que seu objetivo era outro:
“O que me faz sentir verdadeiramente feminina é abrir espaço para a vulnerabilidade. Não queria que Sue fosse apenas uma ‘bad boss b****’,” afirmou.
Em outras palavras, não esperem uma Mulher Invisível que posa para capa de revista de moda ou que serve de coadjuvante emocional. Preparem-se para uma líder com alma feminina genuína — o que quer que isso signifique em um blockbuster da Marvel.
Entre empoderamento e reescrita da história
Por trás do discurso de modernização, é difícil não notar um certo esforço para se distanciar de um legado que a própria Marvel ajudou a construir. Ao mesmo tempo em que celebra a nova abordagem, o marketing da Disney parece ansioso para enterrar as versões anteriores, como se o público precisasse ser lembrado — mais uma vez — de que agora vivemos em tempos mais iluminados.
Fica a pergunta: recenter a franquia em Sue Storm vai atrair novos fãs ou alienar os puristas dos quadrinhos? E como o sempre racional e pragmático Reed Richards se encaixará nesse novo arranjo de poder?
Quarteto Fantástico ou show solo da Sue?
Com Pedro Pascal como Reed Richards, Vanessa Kirby como Sue Storm, Joseph Quinn como Johnny Storm e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm, o reboot pretende finalmente integrar a Primeira Família da Marvel ao MCU. Mas com tanto foco em Sue, corre-se o risco do filme virar quase um spin-off dentro da franquia.
Como sempre, o veredito final caberá ao público — que poderá ver se essa nova versão de Sue Storm como líder do Quarteto será um triunfo ou mais um experimento de Hollywood tentando atualizar personagens à força.
E você? Acha que Sue Storm deve mesmo liderar o Quarteto Fantástico? Comente e nos diga sua opinião!
Fonte: thatparkplace





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