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O escritor Stephen King se envolveu em uma das maiores controvérsias de sua carreira após compartilhar desinformação sobre o comentarista político Charlie Kirk. A polêmica estourou dias antes da estreia de seu novo filme, “The Long Walk”, e a repercussão negativa parece ter contribuído diretamente para o fracasso do longa nas bilheteiras norte-americanas.

A acusação que saiu pela culatra
No dia seguinte ao assassinato de Charlie Kirk, ocorrido em Utah, Stephen King respondeu a uma homenagem ao comentarista com uma acusação explosiva. Em um post na rede X (antigo Twitter), o autor afirmou que Kirk havia “defendido o apedrejamento de gays” — uma alegação que rapidamente se provou falsa.

A origem do boato remonta a uma discussão em que Kirk citou um trecho do livro de Levítico, apontando a incoerência de usar passagens bíblicas seletivamente para justificar posições políticas. Ele jamais defendeu a violência. Ainda assim, King compartilhou a alegação como se fosse um fato.
Reações imediatas e pesadas
A resposta veio em peso, inclusive de nomes influentes como o senador republicano Ted Cruz, que acusou King de propagar mentiras e hipocrisia.

“Você é um mentiroso perverso e distorcido. Não, ele não disse isso”, rebateu Cruz. “Seu partido — o qual você promove descaradamente — enviou bilhões para o regime iraniano, que de fato executa homossexuais. Por que tamanha desonestidade e ódio?”
Pedido de desculpas não bastou
Diante da pressão, Stephen King apagou a publicação e fez um pedido de desculpas:

“Foi o que recebi por ler algo no Twitter sem verificar os fatos. Não vai se repetir”, escreveu o autor.
Mas o estrago já estava feito. O pedido de desculpas não apagou o impacto da acusação no imaginário público — especialmente entre os fãs e simpatizantes de Kirk.
“The Long Walk” tropeça nas bilheteiras

Baseado no romance publicado sob o pseudônimo Richard Bachman, “The Long Walk” estreou em mais de 2.900 salas nos EUA, mas arrecadou apenas US\$ 11,5 milhões em seu fim de semana de estreia — uma das piores performances de uma adaptação de Stephen King em mais de três décadas.
Apesar de receber críticas razoáveis e um “B” no CinemaScore, o longa não conseguiu atrair o grande público esperado.
O timing não ajuda
A coincidência entre a polêmica e o lançamento do filme é difícil de ignorar. Enquanto a divulgação da obra acontecia, as redes sociais fervilhavam com críticas ao autor por manchar a imagem de Kirk logo após sua morte.

Durante os dias que antecederam a estreia, as manchetes não destacavam “The Long Walk”, mas sim a crise de reputação que King enfrentava. Para muitos, foi uma forma de repúdio silencioso — o público votou com a carteira, optando por não assistir.
Um dano difícil de reparar

Stephen King, conhecido por obras icônicas como It, O Iluminado e Carrie, já enfrentou polêmicas antes, mas poucas tiveram um impacto tão direto e mensurável em sua carreira. A falsa acusação contra Charlie Kirk atingiu não apenas sua credibilidade, mas agora também sua rentabilidade em Hollywood.
Mesmo com o pedido de desculpas, o filme já é considerado um fracasso comercial. E a lição deixada é clara: quando figuras públicas propagam desinformação, o preço pode vir alto — inclusive na bilheteria.
Considerações finais
Stephen King é um dos autores vivos mais famosos e, durante décadas, seu nome garantiu atenção de bilheteria. Mas neste fim de semana, “A Longa Caminhada” desmoronou em uma das estreias mais fracas de sua carreira.
O momento pode não ser coincidência. Ao espalhar uma alegação falsa e odiosa sobre Charlie Kirk logo após sua morte, King alienou potenciais espectadores e atraiu críticas nacionais. Seu pedido de desculpas pode ter reconhecido o erro, mas não o apagou.
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Fonte: thatparkplace





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