Starfield no PS5: DualSense deixa tudo mais imersivo, mas glitches e enjoo ainda atrapalham
Índice
- O universo de Starfield continua grande — e visualmente forte
- DualSense faz diferença: menus, navegação e combate mais “na mão”
- Free Lanes, modo cruzeiro e DLC: mais caminhos para explorar
- Glitches e sensibilidade a movimento: nem tudo é perfeito
- Vale a pena no PS5? A resposta é “sim”, com ressalvas
- Nota do review
Starfield chegou ao PlayStation 5 com a promessa de levar uma das maiores ambições de ficção científica da Bethesda para um público que já domina o controle do console. Para quem, como o autor deste texto, ficou de fora do lançamento original por não ter um Xbox ou um PC com desempenho adequado, a versão no PS5 funciona quase como uma “segunda chance” — e, principalmente, como uma oportunidade de sentir o jogo de um jeito diferente. Depois de cerca de um mês jogando, a impressão é clara: o universo continua impressionante, mas o que realmente muda a experiência em Starfield no PS5 é a forma como o DualSense transforma navegação, combate e acesso a menus em algo mais fluido e imersivo.
O ponto de partida, porém, não é perfeito. Mesmo com melhorias e com conteúdos adicionais lançados ao longo do tempo, alguns aspectos que já incomodavam no começo seguem presentes. Ainda assim, a versão para o console da Sony consegue entregar um salto de qualidade na sensação de controle e no ritmo do gameplay — algo que, em um jogo tão grande quanto Starfield, faz diferença.
O universo de Starfield continua grande — e visualmente forte
Quando Starfield estreou em 2023, o jogo chamou atenção por ser uma ópera espacial de mundo aberto que, na prática, se estende por “universos” dentro do próprio mapa. Mesmo após anos desde o lançamento e apesar de problemas que surgiram no caminho, o que permanece difícil de negar é o impacto visual. As distâncias, os cenários e a sensação de escala fazem o jogo parecer, em muitos momentos, exatamente como a ideia de espaço que a ficção científica sempre vendeu: vasto, misterioso e cheio de possibilidades.
O autor deste review reforça que, em termos de gameplay, a base continua sendo a mesma. Por isso, a análise se concentra no que mudou desde a chegada do jogo ao PS5 e no que foi incorporado ao longo do tempo. A expectativa era mergulhar por mais de duas semanas no mundo do jogo, agora em um console familiar. E, ao longo do tempo, o que se percebe é que o “coração” do projeto segue intacto: explorar, viajar, minerar, lutar e administrar recursos continua sendo o ciclo central.
Ao mesmo tempo, há um detalhe que não desaparece. As primeiras horas, marcadas por diálogos pesados e longas cenas, ainda parecem demoradas e, em alguns momentos, tediosas. A sensação é de que a estrutura de entrada do jogo não foi redesenhada para a versão do PS5. Ou seja: quem espera que a adaptação ao console venha acompanhada de uma reviravolta no ritmo inicial pode se frustrar.
DualSense faz diferença: menus, navegação e combate mais “na mão”
Se existe um motivo para dizer que Starfield no PS5 é uma experiência mais convincente, ele passa pelo DualSense. Em uma plataforma como o PC — ou mesmo em um laptop —, o autor relata que a navegação por menus pode ser confusa e pouco intuitiva. No PS5, a sensação muda: a interface parece encaixar melhor no controle e, principalmente, no jeito de jogar do console.
Um dos pontos mais elogiados é o uso do touchpad. Em vez de depender de uma sequência de botões que obriga o jogador a “caçar” a opção certa, o jogo permite acessar funções com gestos. Ao clicar em um lado do touchpad, é possível alternar perspectivas; ao clicar no outro, o caminho para o mapa fica mais direto. Essa simples reorganização de acesso reduz atrito e ajuda o jogador a manter o fluxo, o que é crucial em um jogo que alterna constantemente entre exploração, navegação e gerenciamento.
Além disso, a barra de luz do controle acompanha o estado do personagem, refletindo a saúde. É um detalhe pequeno, mas que reforça a imersão. Outro elemento que contribui para a sensação de “estar dentro” do mundo é o intercomunicador vindo diretamente pelo controle, criando uma camada a mais de presença durante as interações.
Nos momentos de ação, o DualSense também aparece. O texto destaca diferenças perceptíveis em combate e na mineração por meio dos gatilhos adaptativos, que adicionam resistência física conforme o tipo de arma. Para quem gosta de sentir o jogo “respondendo” ao toque, isso ajuda a transformar ações repetitivas em algo mais tátil e menos mecânico.
Mas o destaque maior, de acordo com o autor, são as funções de swipe no touchpad. Com gestos, o jogador consegue abrir inventário, habilidades e missões com rapidez, sem precisar decorar combinações de botões. É descrito como um “game-changer” pessoal — e, em um jogo com tantas camadas de progressão, acesso rápido a informações costuma ser o que separa uma boa experiência de uma experiência frustrante.
Free Lanes, modo cruzeiro e DLC: mais caminhos para explorar
Além das mudanças específicas do PS5, Starfield também ganhou recursos que valem para todas as plataformas. Um deles é o modo Free Lanes, que permite viajar rapidamente entre locais com um toque. No começo, o autor confessa que não sabia como interpretar a novidade. A ideia de “pular” trechos do espaço pode parecer, para alguns jogadores, que reduz a sensação de aventura.
Porém, após testar, a percepção muda. O modo cruzeiro (cruise mode) passa a ser o ponto de equilíbrio: ele permite que o jogador escolha quando quer acelerar e quando prefere voar manualmente, seja em direção ao destino, seja para aproveitar encontros aleatórios pelo caminho. Em vez de transformar a viagem em uma tarefa longa e potencialmente entediante, o sistema cria uma espécie de pausa estratégica. O autor descreve isso como uma chance de “recuperar o fôlego” e até sentir mais tranquilidade durante o deslocamento.
O modo cruzeiro também é onde entra a progressão ligada à moeda X-Tech. Segundo o texto, esse recurso é usado para atualizar armas e equipamentos com modificadores lendários, além de permitir melhorias em motores e escudos da nave. Na prática, isso conecta a exploração espacial ao desenvolvimento do personagem e da nave, reforçando o ciclo de crescimento do jogo.
Outro componente citado é o DLC Terran Armada, que também está disponível em todas as plataformas. A expansão oferece uma história paralela relativamente curta, mas com espaço para usar a nave com mais frequência do que na campanha principal. Para quem gosta de variações de ritmo e de missões que não dependem apenas do enredo principal, esse tipo de conteúdo costuma funcionar como um complemento bem-vindo.
Glitches e sensibilidade a movimento: nem tudo é perfeito
Apesar dos elogios, a experiência não é isenta de problemas. O autor menciona que viu relatos de travamentos e glitches por parte de outros jogadores e, por um tempo, achou que poderia escapar. Ainda assim, após cerca de cinco horas, ocorreu um glitch enquanto ele caminhava em um planeta. O problema, nesse caso, não foi devastador: foi possível resolver rapidamente pulando de local pelo mapa.
O ponto mais sensível, no entanto, é pessoal. O texto relata que o autor também teve sintomas de enjoo e desconforto ao jogar, como se o movimento do jogo “desse” demais. Depois de aproximadamente duas horas, ele ajustou o FOV para 80, o que ajudou por um período. Mesmo assim, a sensação retornou e impediu sessões longas.
Esse tipo de alerta é importante porque Starfield é um jogo de escala enorme, com muito deslocamento e elementos visuais em movimento. Para pessoas propensas a tontura ou náusea, vale considerar ajustes de configuração antes de começar a jogar. A mensagem do autor é direta: se você já tem histórico de sensibilidade a movimento em games, pode ser prudente mexer nas opções de visual e testar limites com calma.
Vale a pena no PS5? A resposta é “sim”, com ressalvas
Depois de cerca de 20 horas, o autor reforça que ainda está longe de “esgotar” o jogo. Isso é coerente com o tipo de proposta do título: mesmo com atualizações e expansões, Starfield continua sendo um universo que pede tempo. O Free Lanes e o DLC Terran Armada não mudam a essência, mas ampliam as formas de jogar e de organizar a exploração.
No fim, a conclusão é que Starfield no PlayStation 5 é, sim, uma experiência que pode ser considerada um divisor de águas para quem joga no console. O DualSense aparece como o elemento mais transformador: ele melhora a navegação, deixa o combate e a mineração mais “presentes” e torna o acesso a inventário, habilidades e missões mais rápido. Para o autor, isso torna o jogo mais agradável e imersivo do que seria em um desktop.
Ao mesmo tempo, os glitches pontuais e a possibilidade de desconforto por sensibilidade a movimento lembram que a experiência ainda depende do perfil de cada jogador. Para alguns, isso pode ser apenas um detalhe; para outros, pode ser o fator que define se vale ou não investir tempo no universo.
Nota do review
Quatro e meio de cinco estrelas
Destaques: haptics do DualSense; atualização Free Lanes.
Pontos baixos: alguns glitches ocasionais.
Desenvolvedor: Bethesda Game Studios.
Publicadora: Bethesda Softworks.
Plataformas: Windows, Xbox Series X/S e PlayStation 5.
Disponível: agora.
Review realizado no PS5 com código fornecido pela publicadora. Imagem de destaque fornecida pela publicadora.
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Fonte: theaureview




