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Prepare-se, fã de The Witcher, porque se você esperava ver a obra de Andrzej Sapkowski fielmente adaptada para as telas… bom, talvez tenha assistido à série errada. Lauren Schmidt Hissrich, showrunner da versão Netflix, mais uma vez saiu em defesa das mudanças criativas que transformaram o universo sombrio e brutal de Geralt de Rivia em mais uma produção woke embalada por discursos vazios e girlbosses genéricas.
“Todo mundo pode ter sua versão”… menos a original
Durante uma entrevista à Dexerto, Hissrich respondeu às críticas dos fãs – que vêm se acumulando desde a primeira temporada – com um argumento digno de manual corporativo: “Os livros ainda existem. Os jogos também. Essa é só a minha versão.”
Ah, claro. Porque destruir a identidade dos personagens, ignorar o tom do material original, deturpar o universo criado por Sapkowski e chamar isso de “adaptação” é só uma questão de ponto de vista, né?
“Ninguém está tirando os livros ou os jogos. Todos podem ter sua versão de The Witcher,” disse ela, como se uma adaptação malfeita não contaminasse a percepção geral da franquia.
O mais irônico? Sapkowski, o autor da obra original, já deixou claro que suas opiniões não foram consideradas em momento algum. “Talvez eu tenha dado algumas ideias, mas eles nunca me ouviram,” disse, rindo, em uma convenção. E honestamente, não parece que ele estava brincando.

Girlbosses e o fim da essência de The Witcher
Lembra de quando Geralt era o protagonista? Pois é, já virou quase um figurante na própria história, enquanto personagens secundários ganham holofotes só por carregarem bandeiras ideológicas da moda. Yennefer virou praticamente uma guru feminista em crise existencial e Ciri… bem, Ciri virou uma mistura de revolucionária teen com discurso militante de TikTok.
Em vez da trajetória brutal e ambígua dos livros, agora temos mais uma girlboss destemida e incompreendida, cercada de frases feitas, dilemas artificiais e arcos que servem muito mais a uma agenda do que à narrativa.
É a velha fórmula Netflix: empacotar qualquer franquia com potencial em lacração, diálogos expositivos e discursos sobre empoderamento genérico. Resultado? Uma desconexão total com o espírito da obra original e com os fãs que a tornaram popular em primeiro lugar.

Foco? Qual foco?
Segundo a showrunner, adaptar as histórias exigia mudanças drásticas porque “não dá para contar aventuras desconexas em uma temporada de TV.” Ué, mas não era exatamente isso que The Witcher fazia de forma magistral nos contos? Narrativas episódicas, mas carregadas de tensão, moralidade e desenvolvimento sutil. Mas para Hissrich, isso é detalhe. O importante é entregar oito episódios por temporada cheios de drama fabricado, romances forçados e conflitos sociopolíticos dignos de panfleto universitário.
“Temos que fazer escolhas. Estamos construindo o caminho para o final,” disse, como se o caminho não tivesse sido asfaltado e sinalizado por Sapkowski décadas atrás.
Liam Hemsworth como Geralt? Só faltava essa…
Se tudo isso já não fosse o bastante, agora temos Liam Hemsworth assumindo o papel de Geralt. Não bastava reescrever o enredo — era preciso descaracterizar até o protagonista. A justificativa oficial para a saída de Henry Cavill foi “novos projetos”, mas fãs não engolem: Cavill era um defensor ferrenho da fidelidade aos livros, e sua saída parece ter sido tudo, menos amistosa.
O veredito?
A Netflix pegou uma obra consagrada, recheada de nuances morais, personagens complexos e crítica social elegante, e a transformou em mais uma série esquecível, genérica e ideologicamente forçada. A cada nova temporada, The Witcher da Netflix se distancia mais de seu DNA e se aproxima da prateleira de “adaptações que ninguém pediu, mas que insistiram em fazer assim mesmo”.
Mas fique tranquilo, fã: os livros “ainda existem”. Só não espere que a série respeite o legado que eles deixaram.
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Fonte: boundingintocomics





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