Ranking: todos os packs de upgrade do Switch 2 da Nintendo, do pior ao melhor
Índice
- Super Mario Party Jamboree (o pior em custo-benefício)
- Pokémon Legends: Z-A (melhora, mas sem identidade própria)
- Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition (desempenho bom, upscaling problemático)
- Metroid Prime 4: Beyond (mais do que performance)
- Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom (o upgrade que vira experiência)
- Animal Crossing: New Horizons (barato e útil, mesmo sem 60 fps)
- Super Mario Bros. Wonder (conteúdo extra com impacto)
- Kirby and the Forgotten Land (o melhor upgrade até aqui)
Com o avanço do Nintendo Switch 2, a Nintendo passou a oferecer “packs de upgrade” para alguns jogos — versões que prometem melhorar desempenho, resolução e, em certos casos, adicionar funções e conteúdo extra. A proposta é simples: quem já tem o jogo no Switch (ou compra a edição compatível) pode pagar um valor adicional para aproveitar recursos do novo hardware. Mas nem todo upgrade entrega o mesmo nível de valor.
Neste ranking, reunimos os principais packs pagos de upgrade para jogos do Switch 2, avaliando o que cada um realmente oferece. Alguns focam apenas em desempenho e imagem; outros incluem modos e ferramentas novas. E, como era de se esperar, há casos em que o pacote parece mais “gimmick” do que transformação. A lista vai do pior ao melhor, considerando custo, mudanças práticas e exclusividade das melhorias.
Super Mario Party Jamboree (o pior em custo-benefício)
Na última posição fica Super Mario Party Jamboree. O pacote completo do Switch 2, com seu nome longo e pouco amigável, já dá uma pista do que esperar: muita conversa e pouca clareza sobre o que muda de verdade.
No lançamento, a experiência foi dividida em duas versões dentro do mesmo título. Havia a parte do jogo para Switch 1, que permanecia com qualidade inferior no modo portátil (mais borrada), e a parte do Switch 2, que corrigia a nitidez. Só que essa separação também trouxe um problema: quem estava na versão Switch 1 não conseguia jogar online com usuários do Switch 2.
Com o tempo, a Nintendo lançou uma atualização que elevou a resolução do Switch 1 para 1080p tanto no modo acoplado quanto no portátil — uma melhora bem-vinda. Ainda assim, o que deveria ser o “upgrade” em si, o conteúdo adicional, acaba ficando aquém.
O pacote inclui minijogos com controle de mouse e atividades que usam microfone e câmera. O problema é que, na prática, nem todo mundo vai usar essas funções com frequência, especialmente recursos ligados à câmera. Para a maioria dos jogadores, o resultado é um pacote que parece pouco essencial.
O preço também pesa: o upgrade custa US$ 20, algo em torno de R$ 100 (aproximadamente, dependendo do câmbio e impostos). Quando o conteúdo extra não convence, a sensação é de que o valor não fecha.
Pokémon Legends: Z-A (melhora, mas sem identidade própria)
O Pokémon Legends: Z-A aparece logo acima, mas por um motivo específico: ele entrega melhorias de desempenho, porém quase nada que justifique tratá-lo como uma “edição Switch 2” de fato.
O pack custa US$ 10 (cerca de R$ 50) e, segundo a avaliação, se resume a ajustes de performance.
O ponto central é que outros jogos do Switch 1 receberam melhorias semelhantes por meio de patches gratuitos. Pokémon Scarlet e Violet, por exemplo, teriam recebido boosts equivalentes sem a necessidade de um upgrade pago. Além disso, outros títulos também ganharam correções e melhorias, mas sem receber uma versão dedicada como “Switch 2 Edition”.
Em outras palavras: o upgrade do Z-A não adiciona recursos exclusivos suficientes para ser considerado algo além de um pacote de otimização. A comparação com casos em que o Switch 2 traz funções novas (e não apenas ajustes) deixa o Legends: Z-A em desvantagem.
Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition (desempenho bom, upscaling problemático)
O Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition entra na lista com um upgrade de US$ 5 (aproximadamente R$ 25). É um dos valores mais baixos, e o pacote faz o que promete em termos de números: melhora o desempenho para 60 fps e aplica upscaling para 4K no modo acoplado e 1080p no portátil.
O problema está no “como” essa imagem é reconstruída. Há relatos de que o upscaling no modo portátil pode ficar desalinhado, distorcendo rostos de personagens, apagando partes da imagem ou deixando traços “entortados”. Ou seja: o salto de resolução existe, mas a qualidade final nem sempre acompanha.
Mesmo com a melhora de fluidez, a sensação é de que a Nintendo poderia ter refinado melhor a implementação. Ainda assim, pelo preço baixo e pelo ganho de desempenho, o pacote não cai mais abaixo.
Metroid Prime 4: Beyond (mais do que performance)
Em Metroid Prime 4: Beyond, a avaliação muda de patamar. O jogo já é descrito como tecnicamente impressionante mesmo no Switch 1, rodando a 60 fps. No entanto, o upgrade dedicado para Switch 2 vai além e adiciona funcionalidades extras.
Entre as melhorias citadas estão o modo com controle de mouse, aumento de resolução e a promessa de até 120 fps. Para quem valoriza fluidez, esse tipo de salto costuma ser o tipo de diferença que se percebe rapidamente — e, no texto original, a comparação é quase inevitável: 120 fps é tão suave que pode “fazer os olhos lacrimejarem”.
Mais importante do que o número, porém, é a ideia de que o Switch 2 não está apenas “otimizando”, mas oferecendo uma forma diferente de jogar. Por isso, o pack do Metroid Prime 4: Beyond fica acima dos casos em que a mudança é majoritariamente visual e de desempenho.
Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom (o upgrade que vira experiência)
Os upgrades de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom aparecem como um dos melhores exemplos de como o Switch 2 pode transformar a sensação do jogo. Esses dois títulos são considerados “carro-chefe” da Nintendo e, no Switch 1, já eram bons — mas com limitações: rodavam a 30 fps e, em alguns momentos, apresentavam lag.
No Switch 2, a proposta é deixar tudo mais “novo”: a avaliação aponta que ambos passam a rodar a 60 fps, com uma estabilidade que muda a experiência. Além disso, os packs são gratuitos para quem tem o Nintendo Switch Online Expansion Pack.
O pacote também inclui a função Zelda Notes no aplicativo do Nintendo Switch Online para celular. A ideia é usar o telefone como um tipo de “GPS” e apoio para anotações e exploração. Há, claro, um custo: usar o celular pode quebrar a imersão para quem prefere jogar sem distrações externas.
Ainda assim, as voice notes (notas de voz) oferecem um motivo pequeno, mas real, para revisitar Hyrule e organizar descobertas.
No caso de Tears of the Kingdom, o upgrade ainda adiciona a possibilidade de compartilhar construções Zonai, o que pode render desde ideias criativas até soluções para desafios difíceis. É um tipo de recurso que conversa diretamente com o estilo do jogo.
Animal Crossing: New Horizons (barato e útil, mesmo sem 60 fps)
O Animal Crossing: New Horizons aparece em seguida com um pack de US$ 5 (cerca de R$ 25), dividindo o posto de “mais barato” com o Xenoblade Chronicles X. Aqui, a promessa não é transformar o jogo em 60 fps — e isso já define expectativas. Ainda assim, o upgrade entrega ganhos práticos.
Segundo a avaliação, o pack reduz drasticamente os tempos de carregamento e melhora a resolução tanto no modo portátil quanto no acoplado. Além disso, inclui recursos que realmente ajudam no dia a dia do jogo. Um exemplo é o megafone, que permite localizar moradores “gritando” no microfone do Switch 2.
Outro ponto é o modo com mouse, que facilita a decoração das casas — especialmente quando o console está conectado à TV. Para um jogo em que o tempo é gasto em tarefas repetitivas e personalização, esse tipo de melhoria tende a ser mais valioso do que apenas um número de frames.
Super Mario Bros. Wonder (conteúdo extra com impacto)
O pack de Super Mario Bros. Wonder pode enganar à primeira vista. À primeira leitura, ele parece focado em conteúdo multiplayer. Mas, na avaliação, o upgrade também corrige uma crítica importante do jogo base: a falta de chefes com identidade própria.
Os sete Koopalings retornam, mas agora com variações que usam Wonder Flowers, deixando as batalhas mais marcantes. A diferença, segundo o texto, é que esses confrontos não seguem o padrão simples de “pular na cabeça três vezes”. Muitos exigem cinco ou seis acertos e ainda trazem fases múltiplas.
Além disso, o Switch 2 Edition adiciona Training Missions. Embora boa parte delas seja descrita como “inútil” para quem busca apenas a campanha principal, as missões mais avançadas ficam realmente difíceis e se aproximam do nível de desafio de testes do jogo base, como o Final Badge Test.
A recomendação editorial é clara: vale a pena começar um novo arquivo e jogar a campanha completa com o conteúdo novo, para aproveitar um chefe adicional por mundo e ir destravando as missões de treino aos poucos.
Kirby and the Forgotten Land (o melhor upgrade até aqui)
No topo do ranking está Kirby and the Forgotten Land. O texto descreve o jogo como excelente no Switch 1, mas afirma que o upgrade do Switch 2 eleva a experiência com ganhos de performance e resolução, além de adicionar conteúdo relevante.
O pack é citado como um dos mais caros: US$ 20, cerca de R$ 100. Mesmo assim, a justificativa é forte. O upgrade inclui 30 novos níveis e também um novo chefe final. Ou seja: não é só uma melhoria técnica; é uma expansão com peso.
Para fãs de Kirby, a avaliação conclui que o pacote vira um “motivo” para revisitar o jogo com vontade. E, no fim, é isso que separa os upgrades realmente bons dos que apenas esticam a vida útil com ajustes de imagem.
Agora, a pergunta fica para o leitor: qual é o seu pack de upgrade favorito do Switch 2? E existe algum que você considera desnecessário, caro demais ou que poderia ter vindo com mais mudanças? A seção de comentários é o lugar ideal para comparar experiências.
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