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Durante quase uma década, a Disney tentou vender ao público um novo modelo de estrela feminina: jovens atrizes “empoderadas”, sempre prontas para discursar sobre política, diversidade e identidade, mesmo quando a plateia só queria saber do filme. Esse pacote — batizado pela internet de era das girl boss celebs — parecia perfeito no papel. Mas, em 2025, a realidade é outra: a estratégia ruiu em praça pública, e as duas maiores representantes desse fenômeno, Rachel Zegler (Branca de Neve) e Amandla Stenberg (The Acolyte), viram suas carreiras despencarem de um pedestal dourado para a fila do ostracismo.
Rachel Zegler: de princesa revolucionária a bilhete premiado do fracasso
Rachel Zegler surgiu com credenciais de prestígio — descoberta por Spielberg, estreou em West Side Story (2021) e logo migrou para Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (2023). O detalhe? Ambos fracassaram nas bilheterias. Ainda assim, ela foi coroada pela Disney como a nova Branca de Neve, prometendo reinventar a princesa em versão “feminista, independente e sem príncipe”.
O resultado? Um desastre monumental. Lançado em março de 2025, o remake arrecadou cerca de US$ 205 milhões (aproximadamente R$ 1,06 bilhão), diante de um orçamento inchado que variou entre US$ 400 e 500 milhões (algo entre R$ 2,08 e 2,6 bilhões, considerando o câmbio médio de R$ 5,20). O que era para ser um bilhete dourado se transformou em uma das maiores bombas da história da Disney — uma espécie de Mulan (2020) multiplicado por dez.
Agora, Zegler só tem um projeto no radar: o drama intimista She Gets It From Me, ao lado de Marisa Tomei. Nada de blockbusters, nada de musicais grandiosos. Apenas uma atriz tentando sobreviver no circuito indie depois de encarnar, ironicamente, a princesa que não precisava ser salva.
Amandla Stenberg: a voz ativa que cansou Hollywood
Se Rachel caiu pela boca grande em entrevistas, Amandla Stenberg encontrou o mesmo destino pelo excesso de postura militante. Desde Jogos Vorazes (2012), passando pelo elogiado The Hate U Give (2018), Stenberg sempre foi reconhecida pelo talento. Mas, nos últimos anos, sua persona pública se sobrepôs ao trabalho.
The Acolyte, spin-off de Star Wars lançado em 2024, parecia sua chance de consolidar espaço em Hollywood. Mas a série dividiu fãs, e a atriz não conseguiu capitalizar o momento. Hoje, sua agenda inclui apenas:
- uma participação de voz no próximo Spider-Verse (quase figurante de luxo);
- e o épico Children of Blood and Bone, prometido só para 2027.
Em outras palavras: dois anos de silêncio produtivo para alguém que já foi celebrada como a grande promessa da nova geração.
A receita que azedou
O que une Rachel e Amandla é simples: talento inegável, mas uma imagem pública que se tornou um fardo. Ambas transformaram entrevistas em púlpitos ideológicos, e Hollywood — sempre pragmática — decidiu que não valia mais o risco. Afinal, se até bilionários da Disney podem sair chamuscados, por que um estúdio médio apostaria fichas em atrizes que trazem mais barulho do que bilheteria?
O fim de uma era
A queda de Zegler e Stenberg é o epitáfio de uma fase peculiar da Disney, que acreditou que discursos substituiriam roteiros, que entrevistas seriam mais fortes que personagens, e que hashtags sustentariam franquias centenárias. O público, ao que tudo indica, não comprou.
No fim, ambas as atrizes foram aplaudidas enquanto aceleravam rumo ao penhasco — ícones de uma era em que a indústria confundiu militância com marketing. Agora, restam os estilhaços de carreiras que poderiam ter sido brilhantes, mas se tornaram casos de estudo sobre como Hollywood ainda responde mais a polêmicas e números de bilheteria do que a talento cru.
E para quem ainda acredita no discurso “a indústria vai mudar”: bom, talvez mude. Só não será por meio das princesas e jedis que decidiram trocar o script pelo microfone.
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Fonte: thatparkplace





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