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Nintendo Switch

Nintendo Switch chega ao fim: relembre 7 jogos que marcaram a era do console

Nintendo Switch chega ao fim: relembre 7 jogos que marcaram a era do console
Nintendo Switch chega ao fim: relembre 7 jogos que marcaram a era do console
Índice

A notícia de que a Nintendo vai encerrar a produção do Switch reacendeu uma sensação conhecida para quem acompanhou a história dos videogames: o fim de uma era. O console híbrido, lançado originalmente em março de 2017, ajudou a reescrever a forma como a empresa pensava em jogar em casa e na rua, e também reposicionou a própria indústria ao provar que um modelo “portátil com cara de console” poderia funcionar em escala global. Agora, com a previsão de que a Nintendo deixará de vender novos aparelhos a partir de fevereiro de 2027, vale olhar para trás e entender por que o Switch se tornou sinônimo de jogos memoráveis.

Antes dele, o Wii U já havia tentado algo parecido, mas enfrentou dificuldades. O controle em formato de tablet era pouco prático, e a falta de grandes jogos de terceiros pesou contra o sistema. Sem o Wii U, é possível argumentar que o caminho para o Switch teria sido bem mais difícil. Ainda assim, foi no híbrido de 2017 que a Nintendo encontrou o equilíbrio entre proposta, público e biblioteca. A seguir, estão sete jogos que ajudaram a definir o período do Switch, seja por inovação, impacto cultural ou por representarem, com clareza, o que o console tinha de melhor.

The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom

Entre os títulos que mais simbolizam o Switch, The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom ocupa um lugar especial. Embora Breath of the Wild também merecesse estar na lista, a escolha aqui faz sentido porque Tears of the Kingdom é exclusivo do console e, além disso, funciona como uma evolução direta do que já era forte no jogo anterior. Lançado em 2023, ele ampliou a sensação de liberdade ao explorar o Reino de Hyrule, tanto em terra quanto no céu, com um ritmo de descoberta que incentiva o jogador a testar possibilidades.

O jogo também se destacou por um sistema de criação surpreendentemente profundo. Em vez de limitar o jogador a ferramentas prontas, ele permite montar veículos e soluções para atravessar o mundo, o que transforma exploração em experimentação. Some a isso combates intensos, batalhas contra chefes marcantes, quebra-cabeças bem integrados e uma narrativa que sustenta o interesse do começo ao fim. Não é exagero dizer que muitos jogadores colocam Tears of the Kingdom entre os melhores lançamentos da história recente.

Super Mario Odyssey

Se existe um jogo capaz de resumir a energia do Switch nos primeiros anos, esse jogo é Super Mario Odyssey. Lançado em 2017, ele costuma ser citado como um dos melhores da franquia, e há argumentos para isso. O título expandiu a tradição dos jogos 3D do encanador, iniciada com Super Mario 64, ao oferecer mundos amplos, design de fases de altíssimo nível e uma abordagem que mistura plataforma com criatividade.

Um dos elementos mais marcantes é a introdução do Cappy, que muda a forma de pensar combate e movimentação. Na prática, o personagem arremessa o chapéu em inimigos e objetos, e passa a herdar habilidades, incluindo a possibilidade de se transformar em criaturas como um T-Rex. Esse mecanismo renova o combate e, ao mesmo tempo, recompensa quem explora com atenção, já que segredos e rotas alternativas muitas vezes dependem de entender como as habilidades funcionam.

Mesmo anos depois do lançamento, Odyssey segue com a sensação de jogo “vivo”, com controles responsivos e um ritmo que não envelhece. É um daqueles clássicos que permanecem relevantes porque a diversão é imediata, mas a profundidade aparece conforme o jogador domina as possibilidades.

Super Smash Bros. Ultimate

O Super Smash Bros. sempre foi mais do que uma coleção de personagens. Cada entrada ajudou a marcar uma geração do ecossistema Nintendo, e Super Smash Bros. Ultimate levou esse conceito ao extremo no Switch. O jogo se tornou um ponto de encontro para veteranos e novatos, com uma proposta que combina acessibilidade e profundidade competitiva.

O destaque vai para o tamanho do elenco, considerado o maior da série, além de uma lista de participações que atravessa franquias além do universo exclusivo da Nintendo. Isso dá ao jogo uma sensação de celebração, mas sem perder o foco na jogabilidade. Há muitos modos para manter o interesse por anos, desde opções voltadas para prática e progressão até partidas com diferentes estilos de confronto.

Visualmente, o jogo também impressiona, com efeitos e animações que reforçam a identidade cartunesca da franquia. No fim, o que sustenta Ultimate é algo simples de explicar: é divertido para todas as idades, e essa característica ajuda a explicar por que ele virou referência quando se fala em “jogo de console” no Switch.

Mario Kart 8 Deluxe

Mario Kart 8 Deluxe pode parecer uma escolha incomum à primeira vista, já que Mario Kart 8 original foi lançado no Wii U. Só que a realidade é que o Wii U teve uma base instalada menor, o que limitou o alcance do jogo. Quando a versão “Deluxe” chegou ao Switch, ela não apenas trouxe melhorias de desempenho e resolução, como também reuniu o conteúdo adicional que antes estava separado como DLC.

O resultado foi um pacote que se encaixa perfeitamente na proposta do console híbrido. Assim como outros Mario Kart, o jogo é fácil de aprender e difícil de dominar, o que o torna ideal para partidas em família e, ao mesmo tempo, interessante para quem busca competitividade. São quase 100 pistas, muitos personagens jogáveis, opções de personalização de kart, além de um multiplayer que costuma ser o tipo de recurso que faz o console “rodar” em reuniões e encontros.

Há também um fator que pesa muito para a longevidade: o jogo oferece replay constante. Entre variações de pistas, estratégias e a dinâmica das corridas, ele raramente perde o apelo. Por isso, MK8 Deluxe virou um dos títulos mais associados ao Switch, mesmo para quem não acompanha todos os lançamentos.

Animal Crossing: New Horizons

Se existe um jogo que marcou o Switch de forma emocional, Animal Crossing: New Horizons é um dos principais candidatos. Ele não é apenas um título definidor do console, como também se tornou um símbolo de um período difícil para muita gente. O jogo coloca o jogador para construir uma vida em uma ilha tropical, com uma rotina de atividades, interação com personagens e um ciclo de progresso que incentiva a permanência.

A série Animal Crossing é conhecida por seu ritmo acolhedor, com foco em simulação de vida. Em New Horizons, isso se traduz em um mundo que parece sempre oferecer algo novo, seja na decoração da casa, na organização do vilarejo ou na busca por recursos e itens. O jogo também se beneficia da presença de NPCs carismáticos e de uma comunidade que, com o tempo, transformou a experiência em algo compartilhado.

Durante a pandemia de COVID-19, quando muitas pessoas passaram meses em casa, o New Horizons ganhou ainda mais relevância. O componente online e o espírito comunitário permitiram que jogadores mantivessem contato com amigos e, em alguns casos, conhecessem pessoas novas ao redor do mundo. Mais do que entretenimento, virou uma forma de manter o cotidiano com leveza, e isso ajuda a explicar por que ele ficou na memória coletiva.

Metroid Dread

Metroid Dread representa uma faceta importante do Switch: a capacidade de entregar experiências intensas, com atmosfera e desafio, mesmo em um hardware híbrido. O jogo chegou em 2021, em um momento em que muitos fãs esperavam que Metroid Prime 4: Beyond fosse o grande marco do console. Só que o projeto acabou ficando aquém das expectativas, e Dread acabou assumindo o papel de referência.

Ambientado após Metroid Fusion, o título retoma a ação-aventura em 2D que fez a série ganhar fama desde sua estreia no NES em 1986. A história acompanha Samus em sua investigação no planeta ZDR, onde ela tenta entender o paradeiro de uma equipe da Federação Galáctica. O jogo combina combate desafiador e exploração com uma tensão constante, criando uma atmosfera que prende o jogador.

Um dos elementos que mais contribuem para essa sensação é a presença das máquinas EMMI, que perseguem o tempo todo e, em muitos casos, tornam a sobrevivência uma questão de reação rápida. O horror não chega ao nível de obras como Alien: Isolation, mas o clima de ser caçado é muito claro, com vibrações que lembram o medo de um predador implacável. Para quem tem Switch e ainda não jogou, Metroid Dread costuma ser apontado como uma compra quase obrigatória justamente por ser um exemplo de como a Nintendo sabe usar o formato portátil para intensificar a imersão.

The Witcher 3: Wild Hunt

Entre os jogos mais surpreendentes da lista está The Witcher 3: Wild Hunt. Quando o RPG da CD Projekt Red foi lançado em 2015 para PC, PlayStation e Xbox, ele rapidamente se tornou um dos grandes nomes da indústria. A terceira entrada da franquia foi tão bem recebida que, para muita gente, foi a porta de entrada para o universo de Geralt, mesmo sem conhecimento prévio dos acontecimentos anteriores.

O que sustenta Witcher 3 até hoje é a combinação de combate com profundidade, senso de aventura e histórias que mantêm o jogador engajado. Além disso, o jogo é conhecido por ser visualmente marcante. A surpresa no Switch é que, tecnicamente, um RPG desse tamanho costuma ser difícil de adaptar sem perder qualidade. Ainda assim, a versão para o console foi possível graças ao trabalho de port da Saber Interactive, que conseguiu entregar uma experiência consistente.

É verdade que a versão no Switch apresenta limitações, como menor taxa de quadros e resolução reduzida. Mesmo assim, o resultado é tratado como uma espécie de “milagre prático” por muitos jogadores, já que o jogo continua sendo uma aula de narrativa e exploração. Em termos de impacto no catálogo do console, The Witcher 3 também reforça a ideia de que o Switch não era apenas um sistema para franquias da Nintendo, mas um lugar onde experiências de terceiros podiam encontrar espaço.

O que fica quando o Switch termina

O encerramento da produção do Nintendo Switch não apaga o que o console construiu ao longo de quase uma década. Ele ajudou a consolidar um modelo híbrido que influenciou o mercado, criou hábitos de jogo em diferentes contextos e reuniu uma biblioteca que atravessa gêneros e públicos. Zelda e Mario mostraram o auge do design de mundo e da plataforma, Smash virou referência de social e competição, Mario Kart sustentou encontros e rivalidades, Animal Crossing virou símbolo de acolhimento em tempos difíceis, Metroid Dread provou que o portátil também pode ser tenso e exigente, e The Witcher 3 ampliou o alcance do console para além das franquias internas.

Quando um ciclo chega ao fim, a pergunta que sobra é sempre a mesma: o que vem depois? A Nintendo já sinalizou que existe um futuro em construção, com a evolução para a chamada “Nintendo Switch 2” em 2025. Mas, por enquanto, o Switch segue como um marco, e esses sete jogos ajudam a explicar por que ele foi tão mais do que um aparelho. Foi uma forma de jogar, e de viver o videogame, que marcou uma geração.


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Fonte: GamingBible.

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