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A Pequena Sereia (2023), o remake live-action da Disney, acaba de ganhar um novo título — e não é “clássico moderno”. Segundo apuração da Forbes, o filme teve um custo final de $ 379,8 milhões de dólares por volta de R$ 2 bilhões de reais só na produção — e isso sem contar o marketing, que adicionou outros $ 140 milhões à conta.
Sim, você leu certo. Quase meio bilhão de dólares afundados em um projeto que mal conseguiu cobrir seus próprios custos. Se alguém ainda achava que o filme tinha “ido bem”, é hora de encarar a realidade: foi um desastre financeiro épico digno de virar estudo de caso.
Um Orçamento Que Crescia Mais Que o Cabelo da Rapunzel
Quando o live-action de A Pequena Sereia chegou aos cinemas, em maio de 2023, o papo era que o filme teria custado por volta de $ 250 milhões — o que já parecia absurdo para um musical baseado em um desenho animado de 1989.
Mas aí vieram os documentos fiscais no Reino Unido…
Depois veio a Forbes…
E agora, temos a conta final: $ 379,8 milhões.
Isso sem contar os $ 140 milhões de marketing. Ou seja, o custo total ultrapassa facilmente os $ 520 milhões.
♀️ Se Ariel estava sonhando com “o mundo dos humanos”, a Disney agora sonha com o dinheiro que perdeu.
E a Bilheteria? Também Foi um Mergulho Profundo
Com $ 569,6 milhões arrecadados no mundo todo, o filme não foi exatamente um fracasso de bilheteria — mas foi um fracasso financeiro.
Isso porque a Disney só fica com cerca de 50% da bilheteria bruta, após o repasse às salas de cinema. Ou seja: voltaram para os cofres da empresa algo como $ 285 milhões. Isso não paga nem o custo de produção, que dirá o marketing.
Resultado final? Prejuízo estimado em mais de $ 200 milhões.
Ou seja: Ariel não foi para “onde o povo está”. Foi para a planilha vermelha.
Não Foi Só A Pequena Sereia: Disney Vem Acumulando Derrotas
O fracasso de A Pequena Sereia não é um caso isolado — é só mais um capítulo na atual saga de desastres caros da Disney:
- Mufasa: The Lion King (2024) – Prequel com orçamento acima de $ 250 milhões e performance morna nos cinemas.
- Haunted Mansion (2023) – Custou cerca de $ 150 milhões e rendeu só $ 115 mi globalmente.
- Strange World (2022) – Animação original com orçamento de $ 180 milhões e apenas $ 73 milhões arrecadados.
- Indiana Jones e o Chamado do Destino (2023) – $ 300 milhões de produção, mas apenas $ 384 mi de retorno. Um desastre com chapéu.
- Branca de Neve (2025) – Com Rachel Zegler no papel principal, o filme já nasceu polêmico, precisou de refilmagens caras, e fechou com meros $ 207,8 milhões arrecadados — o suficiente para entrar na lista negra.
Quem diria que “faz de novo, mas mais caro” não era a melhor estratégia criativa?
A Polêmica Ariel e a Onda de Rejeição Global
Outro ponto que afundou o projeto foi a releitura da personagem principal. A escolha de Halle Bailey como Ariel dividiu o público desde o início. Apesar do talento da atriz e das boas intenções da Disney, o backlash foi barulhento e constante, principalmente fora dos EUA.
Regiões como China, Coreia do Sul e Europa Oriental demonstraram resistência ao novo visual da personagem. A bilheteria internacional refletiu essa rejeição com números muito abaixo do esperado — impedindo o filme de sequer se aproximar do sonhado “clube do bilhão” da Disney.
A Disney quis modernizar — e conseguiu polarizar. No fim, perdeu metade do público global.
O Que Esse Fracasso Diz Sobre a Nova Disney?
Se nem uma franquia consagrada como A Pequena Sereia, com décadas de apelo nostálgico e marketing global, consegue dar lucro… algo está muito errado.
O remake era para ser um “evento imperdível”. Virou um lembrete cruel de que os tempos mudaram — e a fórmula de live-actions caríssimos + nostalgia barata não cola mais como antes.
Fica a dica: talvez esteja na hora de parar de tentar transformar animações em musicais fotorealistas de 3 horas com orçamento de Vingadores.
Resumo do Naufrágio:
| Item | Valor (em dólares) |
|---|---|
| Custo de produção | $ 379,8 milhões |
| Marketing | $ 140 milhões (estimado) |
| Total estimado | $ 519,8 milhões |
| Bilheteria mundial | $ 569,6 milhões |
| Receita líquida (50%) | $ 285 milhões |
| Prejuízo final estimado | $ 200+ milhões |
Resumo financeiro: “Parte daquele mundo” agora é parte da dívida.
E Agora, Disney?
Com a Marvel cambaleando, Star Wars estagnado, e seus live-actions virando memes… a pergunta que fica é:
Será que a Disney ainda sabe contar uma história — ou só sabe multiplicar orçamentos?
Enquanto isso, A Pequena Sereia entra para a lista das adaptações que todos prefeririam esquecer. Só não dá pra esquecer de um rombo de meio bilhão.
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Fonte: thatparkplace





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