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O ator KJ Dillard, de “Summer House”, usou a primeira parte da reunião da 10ª temporada para falar com mais franqueza sobre sua saúde mental. Em conversa com o elenco — gravada em abril — ele contou que passou por um período difícil após o término das filmagens e que, durante uma internação, recebeu o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
O depoimento chamou atenção porque o personagem público de Dillard na série já havia abordado suas lutas com ansiedade. Desta vez, porém, ele detalhou o impacto emocional do que viveu fora das câmeras e como o apoio do público e de pessoas próximas foi importante para sua recuperação.
“Eu não esperava o apoio”: reação dos fãs e o momento de crise
Durante o encontro com o apresentador Andy Cohen e com os demais participantes do programa, Dillard foi questionado sobre como os fãs reagiram ao que ele compartilhou na atração. Segundo o ator, ele não esperava que o público reagisse com tanta compreensão.
Ele explicou que, depois que as gravações terminaram, enfrentou um período de “coisas pesadas” mentalmente. Com o tempo, a situação evoluiu para uma crise séria.
Dillard relatou que precisou ir ao hospital por automutilação e que ficou internado por cerca de uma semana. Ele também disse que Mia Calabrese e Ciara Miller estiveram com ele quase todos os dias durante esse período.
Após a internação, veio a etapa de recuperação. O ator contou que entrou em um processo de tratamento que durou alguns meses. Nesse período, ele destacou a importância de conseguir se concentrar em si mesmo, sem se perder em distrações.
“Eu acho que a minha vida inteira eu me distraía e fugava dos meus problemas em vez de encarar de frente”, disse ele, reforçando que a experiência o levou a mudar a forma como lida com questões internas.
Diagnóstico de transtorno de personalidade borderline
Além de falar sobre a crise e a internação, Dillard revelou que, durante o período hospitalar, recebeu o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline. A declaração foi apresentada como parte do caminho de tratamento e como um passo para dar mais clareza sobre o que ele enfrenta.
O TPB é um transtorno de saúde mental caracterizado, entre outros aspectos, por dificuldades relacionadas à forma como a pessoa se percebe e se relaciona com os outros, além de instabilidade emocional e impulsividade. Segundo a Mayo Clinic, trata-se de uma condição que pode afetar o funcionamento no dia a dia, envolvendo também padrões de relacionamentos intensos e instáveis.
Ao comentar o próprio momento, Dillard disse que hoje está melhor e que segue em acompanhamento. Ele afirmou que faz terapia e que utiliza medicação, destacando que o tratamento tem sido parte fundamental para estabilizar sua rotina e sua saúde emocional.
Gratidão por estar vivo e por apoio que ultrapassa a TV
Em um trecho especialmente marcante, Dillard expressou gratidão por ainda estar vivo. Ele afirmou que reconhece que poderia não ter sobrevivido à crise e, por isso, se sente agradecido. Também mencionou o papel dos amigos e do suporte recebido ao longo do processo.
O ator ainda ressaltou que a rede de apoio não veio apenas de pessoas próximas, mas também do público. Ele disse que aprecia como os espectadores acolheram sua trajetória e que considera importante ser honesto sobre o que vive. Para Dillard, compartilhar sua verdade não é apenas um desabafo, mas também uma forma de ajudar outras pessoas que possam estar passando por algo semelhante.
“Porque é a minha verdade. Eu não vou deixar de ser honesto sobre o que eu passo, especialmente se isso puder ajudar outras pessoas”, afirmou.
O que a próxima parte da reunião pode trazer
A conversa de Dillard acontece na primeira parte da reunião da 10ª temporada de “Summer House”. A segunda parte está prevista para ir ao ar na próxima terça-feira, às 20h (horário de Brasília), no canal Bravo. O episódio também ficará disponível para streaming no Peacock no dia seguinte.
Com o depoimento, o programa volta a colocar em evidência discussões sobre saúde mental — tema que, apesar de cada vez mais presente no debate público, ainda enfrenta estigmas. Ao falar sobre internação, automutilação e diagnóstico, Dillard oferece um retrato mais direto do que pode acontecer quando a crise se agrava e de como o tratamento e o apoio podem fazer diferença.
Para quem estiver em sofrimento emocional ou em risco, é importante lembrar que existe suporte. No Brasil, o serviço 988 é uma referência internacional de prevenção ao suicídio, com atendimento 24 horas e gratuito. Ele oferece apoio a pessoas em crise e também a quem está ao redor, com informações e encaminhamentos locais.
Este conteúdo foi baseado nas informações publicadas originalmente pelo TheWrap.
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Fonte: thewrap




