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A Fox decidiu cancelar Going Dutch apenas duas semanas depois de exibir o final da 2ª temporada. A notícia, divulgada na segunda-feira, chega em um momento delicado para a emissora, que se prepara para apresentar suas novidades no upfront desta semana. Segundo o Deadline, a série estrelada por Denis Leary estava “no limite” (on the bubble) e ainda era considerada para renovação, mas acabou não resistindo ao cenário de audiência.
O cancelamento representa mais um caso de produção elogiada pela crítica, porém sem força suficiente para sustentar números de público. Em um mercado em que a renovação costuma depender diretamente do desempenho em audiência e da capacidade de atrair anunciantes, Going Dutch entra na lista de séries que saem cedo demais do ar, mesmo com boa recepção especializada.
O que levou a Fox a cancelar “Going Dutch”?
De acordo com a reportagem, a Fox cancelou Going Dutch na segunda-feira, antes do evento de apresentação de programação que acontece na próxima segunda, 11 de maio. A emissora, porém, também fez uma escolha importante ao renovar outra produção: Animal Control, série com Joel McHale, garantiu uma 5ª temporada.
Esse contraste ajuda a entender o tipo de decisão que costuma ocorrer nesses ciclos. Enquanto algumas séries conseguem manter tração suficiente para continuar, outras enfrentam dificuldades para justificar o custo de produção diante do que a emissora considera “retorno” em audiência. No caso de Going Dutch, o ponto decisivo parece ter sido a combinação entre desempenho mediano e falta de crescimento consistente ao longo das temporadas.
Entenda a trama de “Going Dutch”
Going Dutch é uma comédia que acompanha o coronel Patrick Quinn, personagem vivido por Denis Leary. O protagonista é conhecido por ser arrogante e explosivo e, após um surto de desabafo “sem filtro”, acaba punido com uma transferência para a Holanda.
A reassignação, no entanto, não é apenas uma mudança de país: Patrick é enviado para comandar a base militar considerada a menos estratégica do mundo.
O humor da série nasce justamente do contraste entre a imagem tradicional de uma unidade militar e o cotidiano improvável do local. A base é descrita como um lugar marcado por detalhes que fogem do estereótipo: um refeitório com estrela Michelin, uma pista de boliche de destaque, lavanderia com aroma de lavanda e até a presença do que é apontado como a única fromagerie das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Em vez de operações grandiosas, o que domina a rotina são situações absurdas e conflitos pessoais.
Para tornar tudo ainda mais complicado, o passado do coronel volta à tona. O comando anterior da base ficou a cargo de Maggie, interpretada por Taylor Misiak, que também é a filha afastada de Patrick. Essa dinâmica adiciona camadas ao enredo, misturando comédia de costumes com tensão familiar e a tentativa do protagonista de lidar com a própria reputação.
Além de Leary, o elenco inclui Danny Pudi, Laci Mosely e Hal Cumpston. A série também conta com participações de Joe Morton, Catherine Tate e Kristen Johnson, nomes que ajudam a dar peso ao elenco e a sustentar o tom de comédia com personagens bem definidos.
Crítica elogiou, mas audiência não acompanhou
Apesar do cancelamento, Going Dutch teve boa recepção entre críticos. A série aparece com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, um indicador que costuma refletir avaliações positivas de quem assiste e analisa o conteúdo. Ainda assim, como já aconteceu com outras produções, a resposta da crítica nem sempre se traduz em audiência suficiente para garantir continuidade.
O desempenho do público, segundo o mesmo levantamento, é mais moderado: a série registra 54% na plataforma. Essa diferença entre aprovação crítica e aceitação do público pode ser determinante para a sobrevivência de uma série, especialmente quando os números de audiência não evoluem de forma clara.
O cenário fica ainda mais desafiador quando se observa que Going Dutch não demonstrou força crescente mesmo após a chegada da 2ª temporada. Em geral, séries que conseguem se firmar costumam mostrar sinais de melhora com o tempo, seja pela consolidação de fãs, seja pelo aumento gradual de audiência. No caso da comédia, a expectativa era que a segunda temporada ajudasse a “achar o ritmo”, mas a trajetória não sustentou o que a Fox precisava para manter a produção.
Em outras palavras: mesmo com elogios e um conceito que poderia chamar atenção, faltou o componente que normalmente pesa mais nas decisões de renovação — o desempenho consistente em audiência.
O que a Fox renovou e o que vem por aí
Embora Going Dutch tenha sido cancelada, a Fox não ficou apenas no corte. A emissora renovou Animal Control para a 5ª temporada, mantendo a aposta em uma série que, pelo menos até aqui, conseguiu entregar o tipo de resultado que a rede considera adequado.
Além disso, a Fox também renovou outras produções: Doc, Memory of a Killer e Best Medicine. Com isso, a emissora segue reorganizando sua grade e ajustando o portfólio para o próximo ciclo de programação.
Para os próximos dias, a expectativa é de novas atualizações durante os upfronts. Entre os assuntos citados na cobertura está a possibilidade de mais detalhes sobre o spinoff de Family Guy, Stewie, que deve ganhar espaço na estratégia de programação da rede.
Para quem acompanhava Going Dutch, fica a sensação de que a série tinha potencial — e, de fato, tinha reconhecimento crítico. Mas, no fim, a televisão comercial costuma ser implacável com produções que não conseguem transformar elogios em números. Resta saber se a comédia encontrará nova oportunidade em outra janela ou plataforma, ou se ficará como mais um exemplo de como o timing e a audiência podem decidir o destino de um programa.
Você ficou desapontado com o cancelamento de Going Dutch? A decisão da Fox faz sentido para você, ou era uma série que merecia mais uma chance?
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Fonte: ComicBook.com (via Deadline).




