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Após anos de incertezas, a Variety confirmou o que os fãs já suspeitavam: “Star Trek 4” não vai mais acontecer. A Paramount e a Skydance encerraram definitivamente os planos de continuar a linha Kelvin, o universo alternativo iniciado por J.J. Abrams em 2009 com Chris Pine, Zachary Quinto e Zoe Saldana.
Paramount muda de rumo sob nova direção
O cancelamento foi confirmado em uma reportagem especial da Variety sobre os primeiros 100 dias de David Ellison à frente da Paramount Skydance. Segundo o texto, “a esperança agora é ter um novo filme de Star Trek”, indicando que o estúdio abandonou a ideia de trazer de volta o elenco da trilogia de Abrams.
A decisão marca o fim oficial da linha Kelvin — a segunda grande cronologia do universo Trek, criada por meio de uma viagem temporal no filme de 2009, que dividiu o cânone entre a linha Prime (clássica) e a nova realidade paralela.
Uma breve história da linha Kelvin
Em 2009, Abrams revitalizou Star Trek com um elenco jovem e um conceito ousado: recontar as origens de Kirk, Spock e Bones sem apagar o passado da série original. O filme foi um sucesso comercial, arrecadando US$ 385 milhões e conquistando até mesmo indicações a prêmios técnicos da Academia de Ficção Científica e Fantasia.
A sequência, Star Trek Into Darkness (2013), dividiu opiniões. Apesar de render US$ 467 milhões, foi criticada por descaracterizar a filosofia da franquia. Star Trek Beyond (2016), dirigido por Justin Lin, reduziu o orçamento para US$ 185 milhões, mas também diminuiu a bilheteria para US$ 343 milhões, levando a Paramount a repensar os rumos da saga.
Em 2018, a diretora britânica S.J. Clarkson chegou a ser contratada para comandar Star Trek 4, que traria Chris Pine e Chris Hemsworth (como o pai de Kirk) em uma história envolvendo viagem no tempo. O projeto, porém, naufragou quando os dois atores recusaram cortes salariais exigidos pelo estúdio.
Do cinema à TV: Star Trek migra de vez para o streaming
Enquanto o cinema ficava paralisado, Star Trek encontrou nova vida na televisão. Séries como Discovery, Picard e Strange New Worlds mantiveram o legado vivo no universo Prime, com resultados variados, mas público fiel.
Agora, com a linha Kelvin oficialmente encerrada, tudo indica que o futuro de Star Trek continuará centrado no streaming e na linha temporal original.
Um novo reboot à vista?
Fontes próximas à Paramount sugerem que Ellison pretende reconstruir a franquia do zero — com novo elenco e abordagem mais próxima da ficção científica clássica, mas sem o tom de ação hollywoodiana que marcou os filmes de Abrams.
A decisão faz parte da tentativa do novo comando de reposicionar a marca Paramount e otimizar custos após anos de bilheterias mistas.
O fim da linha Kelvin
A trilogia Kelvin foi pensada como o “reboot definitivo”, mas durou apenas três longas. Apesar das divisões entre fãs, esses filmes trouxeram Star Trek de volta ao centro da cultura pop e introduziram uma nova geração ao universo da Frota Estelar.
Com o cancelamento de Star Trek 4, a era iniciada em 2009 se encerra oficialmente — e o futuro da franquia volta a depender de novas ideias capazes de “ir aonde nenhuma produção de Star Trek jamais foi”.
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Fonte: thatparkplace





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