“The Pitt” liderou as indicações do Emmy de 2025 com 25 nomeações, consolidando uma temporada de estreia que já havia chamado atenção no ano anterior. Do outro lado, “Hacks” emplacou 24 indicações e, desta vez, conseguiu um feito histórico: tornou-se a comédia com mais indicações na categoria, em sua temporada final. Os números foram anunciados nesta quarta-feira (em Los Angeles) e reforçam a força do streaming, com a HBO Max aparecendo como a principal plataforma tanto em drama quanto em comédia.
Os totais colocam a HBO Max no topo das emissoras em ambas as frentes. No conjunto geral, a plataforma somou 122 indicações. Além disso, três de suas produções estão concorrendo simultaneamente a “melhor série de drama” e “melhor série de comédia”, um sinal claro de que a estratégia de programação da empresa está funcionando em diferentes estilos e públicos.
Entre os destaques do anúncio, a lista de indicados para as 118 categorias do Primetime Emmy incluiu nomes que extrapolam o universo tradicional da premiação. O ator e músico Bad Bunny, por exemplo, apareceu por sua participação no show do intervalo do Super Bowl. Já Taylor Swift entrou na disputa com o especial de concerto “The Eras Tour – The Final Show”. E, no campo de atuação, Rob Reiner recebeu uma indicação como convidado por seu trabalho em “The Bear”.
“The Pitt” lidera: 25 indicações e força em atuação
Em geral, o Emmy costuma premiar com carinho produções que estão chegando ao fim, e “Hacks” parece ter aproveitado esse momento. Ainda assim, “The Pitt” mostrou que a estreia não foi um acaso. A série médica em formato “day-in-the-life” (um retrato do cotidiano) entrou como novidade no ano anterior e já havia conquistado grandes prêmios, incluindo “melhor série dramática”, “melhor ator” para Noah Wyle e “melhor atriz coadjuvante” para Katherine LaNasa.
Agora, “The Pitt” voltou ainda mais forte, especialmente nas categorias de atuação. Noah Wyle foi novamente indicado a “melhor ator”, além de receber nomeações por direção e produção. Katherine LaNasa também apareceu na mesma categoria.
Outros nomes do elenco — Taylor Dearden, Fiona Dourif e Sepideh Moafi — completaram o grupo de indicados, com a série dominando parte relevante das vagas de coadjuvantes. Ao todo, foram quatro indicações entre as sete possibilidades de “melhor atriz coadjuvante em drama” e três entre as vagas de “melhor ator coadjuvante”.
Um ponto que ajuda a entender o desempenho é o contexto do calendário. Em uma era em que grandes concorrentes costumam espaçar temporadas por anos, “The Pitt” conseguiu voltar rapidamente. E, segundo a avaliação do anúncio, parte do espaço nas categorias de atuação também foi influenciada pela ausência temporária de “The White Lotus”, além do peso de seus elencos.
“Hacks” se despede com recorde e mantém o ritmo
Enquanto “Hacks” celebra a despedida, a comédia aproveitou o momento para se consolidar como referência. A série, que navega na tensão entre gerações dentro do universo da comédia, acumulou números que a colocam no centro da disputa.
O desempenho vem sendo construído ao longo dos anos. A produção chegou ao patamar de “quinta temporada” como uma espécie de veterana em termos de reconhecimento, e isso se refletiu nas indicações.
A estrela Jean Smart, que venceu “melhor atriz em série de comédia” em todas as quatro temporadas anteriores, novamente aparece como favorita. A expectativa é que ela conquiste um quinto troféu, repetindo o domínio que já se tornou marca registrada.
Do mesmo modo, Hannah Einbinder, que no ano passado conseguiu a virada ao vencer “melhor atriz coadjuvante em comédia” em sua quarta indicação, também recebeu uma nova nomeação. Assim, ela mantém o ritmo de crescimento individual dentro do elenco.
Além do reconhecimento para o elenco, “Hacks” também indicou parte de sua equipe criativa. Paul W. Downs, co-criador da série, recebeu três indicações — em atuação, escrita e produção. Esse conjunto ajuda a explicar por que a comédia conseguiu ultrapassar marcas recentes e se tornar referência no formato.
Apple TV em alta: “Pluribus” e “Widow’s Bay” estreiam com força
Entre as plataformas, a Apple TV também chamou atenção com duas estreias que chegaram com números expressivos. “Pluribus”, drama centrado em uma mulher contra um “hivemind” (uma espécie de mente coletiva), recebeu 18 indicações já na primeira temporada.
O destaque foi a indicação de Rhea Seahorn para “melhor atriz em drama”. A leitura é que ela aparece como favorita para vencer, por ser a única integrante do elenco principal na categoria de liderança.
Já “Widow’s Bay”, uma comédia de terror, somou 19 indicações. A série emplacou Matthew Rhys em “melhor ator”. Ele também foi lembrado como produtor e por sua atuação em “The Beast in Me”, em uma categoria de série limitada.
Esse tipo de reconhecimento simultâneo costuma ser um termômetro de prestígio dentro da indústria, porque indica que o trabalho do artista foi visto em diferentes frentes.
Além dessas duas produções, a Apple TV também aparece em outras disputas. “Margo’s Got Money Troubles” concorre a “melhor série de comédia”, com indicações para Elle Fanning e Michelle Pfeiffer em categorias de atuação. “Shrinking”, por sua vez, também está no radar da comédia.
Em “Shrinking”, a lista de indicações incluiu Harrison Ford em “melhor ator coadjuvante em comédia”. A presença do ator, que já é uma figura histórica de Hollywood, reacende a expectativa de que ele finalmente conquiste um prêmio do tipo “EGOT” — um feito que reúne Emmy, Grammy, Oscar e Tony. O elenco também tem Jason Segel como indicado a “melhor ator”, reforçando o peso da série.
Bateman, Short e Brunson: veteranos e apostas do broadcast
O Emmy também reservou espaço para nomes que, mesmo com histórico de indicações, seguem buscando o “momento de vitória”. Martin Short, por exemplo, é apontado por muitos observadores como um dos candidatos para “melhor ator em comédia” por “Only Murders in the Building”. Ele recebeu três indicações: por atuação, por produção e também por seu papel como apresentador no “The Match Game”.
Além disso, um documentário sobre Short, “Marty, Life is Short”, apareceu com duas nomeações, mostrando que a indústria também reconhece a trajetória e a relevância cultural do artista.
Jason Bateman, por sua vez, recebeu quatro indicações, ligadas ao trabalho como ator e produtor em “Black Rabbit” e “DTF St. Louis”. A combinação de atuação e bastidores costuma ser um diferencial em premiações, porque amplia as frentes em que a produção pode ser reconhecida.
Entre as emissoras tradicionais, “Abbott Elementary” segue como um raro ponto de brilho para o broadcast. A série, que já se consolidou como fenômeno de audiência e crítica, recebeu sete indicações. Quinta Brunson, criadora e estrela, que já tem dois Emmys, foi indicada mais uma vez em categorias de atuação e liderança criativa.
Reiner, Swift, Bad Bunny e o retorno de “Beef” e “Euphoria”
O anúncio também trouxe uma mistura de celebridades e produções que fogem do padrão de “apenas atores de TV”. Rob Reiner, que morreu em dezembro junto com sua esposa Michele Singer Reiner, recebeu uma indicação como convidado em “The Bear”, cerca de 50 anos após ter vencido dois Emmys por seu trabalho em “All in the Family”. A indicação, nesse caso, tem um peso simbólico.
Michael J. Fox, cinco vezes vencedor do Emmy, também apareceu na mesma categoria por sua atuação em “Shrinking”, interpretando um paciente com Parkinson. O ator foi diagnosticado com a doença ainda na década de 1990, e a presença dele na premiação reforça a ligação entre experiência pessoal e trabalho artístico.
No campo do entretenimento ao vivo, o show do intervalo do Super Bowl costuma render indicações. Desta vez, o destaque foi Bad Bunny, que se apresentou no intervalo exibido pela NBC. O artista recebeu nove nomeações, indo além do esperado e mostrando que o impacto cultural do evento foi grande.
Taylor Swift, que se casou recentemente com Travis Kelce, entrou na disputa com “The Eras Tour” em um especial de concerto. A produção recebeu cinco indicações, incluindo uma para a própria Swift como produtora. Ela já tem um Emmy anterior, conquistado em 2015 na categoria de mídia interativa, além de acumular 14 Grammys.
Outra frente que chamou atenção foi a de talk shows. Após um período de pressão do governo Trump sobre apresentadores noturnos e seus programas, “The Late Show With Stephen Colbert” — que já não está mais no ar — recebeu nove indicações. “Jimmy Kimmel Live!” também apareceu com seis.
Na categoria de séries limitadas e antologias, “Beef” foi o destaque, com 16 indicações. A produção já havia dominado a primeira temporada em 2023, e agora a nova fase trouxe novos protagonistas do “conflito”: Carey Mulligan, Oscar Isaac e Charles Melton também foram lembrados.
“Euphoria” voltou ao radar do Emmy após um longo período de ausência e recebeu sete indicações. Zendaya, que venceu “melhor atriz em drama” nas duas primeiras temporadas (em 2020 e 2022), foi indicada novamente pelo terceiro ano, que foi exibido recentemente.
Os indicados foram anunciados por Liza Colón-Zayas e Jeff Hiller, na Television Academy, em Los Angeles. A 78ª edição do Primetime Emmy Awards será exibida pela NBC em 14 de setembro. Mariska Hargitay, conhecida por “Law & Order: Special Victims Unit”, será a apresentadora do evento e também aparece como dupla indicada por direção e produção no documentário “My Mom Jayne”.
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Fonte: audacy



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