7 Easter Egg clássicos escondidos em jogos de PlayStation, Xbox e Nintendo
Índice
- 07. Sonic The Fighters em Lost Judgement
- 06. O arcade original de Donkey Kong em Donkey Kong 64
- 05. Maniac Mansion dentro de Day of the Tentacle
- 04. TimeSplitters 2 jogável a partir de um arcade em Homefront: The Revolution
- 03. Doom e Doom II em Doom: Eternal
- 02. Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake em Metal Gear Solid 3: Snake Eater
- 01. Jogos clássicos do Nintendo em Animal Crossing (e depois em New Horizons)
- Destaque: Crash Bandicoot em Uncharted 4: A Thief’s End
Jogos “dentro de jogos” sempre tiveram um charme especial. Seja como easter egg, bônus escondido ou uma máquina arcade que vira portal para outra experiência, essas referências costumam recompensar quem explora com calma — e, em uma indústria que vive de remasters e coleções, é curioso ver que alguns clássicos já apareceram literalmente embutidos em títulos modernos, sem custo adicional.
Um exemplo recente chamou atenção ao mostrar como Fallout 4 ganhou uma modificação que permite jogar The Elder Scrolls III: Morrowind diretamente no Pip-Boy. A partir dessa ideia, a discussão se expandiu para outros casos parecidos: jogos antigos que surgem em fases, consoles virtuais ou salas secretas dentro de produções de PlayStation, Xbox e Nintendo. A seguir, veja sete ocorrências (com um destaque extra) que atravessaram gerações e continuam divertindo jogadores.
07. Sonic The Fighters em Lost Judgement

Entre as franquias que mais costumam esconder clássicos, a série Yakuza (e seus spin-offs) tem um histórico forte. Em Lost Judgement, o jogo vai além ao disponibilizar Sonic The Fighters completo dentro do próprio mundo do game.
Para quem não conhece, trata-se de um jogo de luta do Sonic, com um elenco que foge do “básico” e aposta em personagens menos óbvios para a época.
O acesso acontece por meio de uma máquina disponível na cidade de Kamurocho, dentro do universo do jogo. É um daqueles momentos em que o jogador percebe que não está apenas assistindo a uma referência: ele realmente pode jogar o título inteiro, como se tivesse encontrado um fliperama escondido na vida real.

06. O arcade original de Donkey Kong em Donkey Kong 64

Em Donkey Kong 64, existe uma inclusão que parece simples, mas funciona como armadilha para quem tenta “só dar uma olhada”. No nível Frantic Factory, há uma máquina arcade que reproduz o Donkey Kong original.
O detalhe é que essa diversão vem com uma consequência prática: a atividade rende “bananas douradas”, itens importantes para quem busca completar o jogo a 100%. Ou seja, não é apenas um easter egg decorativo.
Para alcançar a pontuação necessária e zerar tudo, o jogador precisa se dedicar ao desafio do arcade. Apesar disso, há um problema para quem tenta reviver a experiência hoje: Donkey Kong 64 não está disponível nas plataformas modernas mais comuns.
Ainda assim, a expectativa é que esse tipo de conteúdo acabe chegando ao Nintendo Switch Online em algum momento, como costuma acontecer com clássicos do catálogo.

05. Maniac Mansion dentro de Day of the Tentacle

Um dos exemplos mais famosos de “jogo dentro de jogo” aparece em Day of the Tentacle. O ponto de partida é Maniac Mansion, uma aventura gráfica lançada em 1987 para plataformas como Commodore 64, NES e PC.
Anos depois, em 1993, Day of the Tentacle chegou como sequência — e, mais tarde, recebeu remaster em 2016.
No enredo do jogo, existe um momento em que o jogador pode interagir com a mesa de Weird Ed Edison, dentro do quarto do personagem. Ao fazer isso, é possível jogar Maniac Mansion na íntegra como um bônus.
É uma forma elegante de conectar duas obras e, ao mesmo tempo, oferecer ao jogador um “clássico extra” sem interromper a experiência principal.

04. TimeSplitters 2 jogável a partir de um arcade em Homefront: The Revolution
Homefront: The Revolution é um shooter em primeira pessoa que, para muitos jogadores, mereceria um remaster. E, de fato, a série Homefront tem apelo suficiente para justificar esse tipo de atualização.
Mas o que alguns podem não saber é que o jogo também esconde uma máquina arcade com TimeSplitters 2.
O acesso acontece a partir do nível Unlikely Allies, onde um arcade escondido permite jogar o título completo. No contexto do momento em que o segredo foi descoberto, isso soava como um presente para fãs de FPS e para quem gosta de caçar referências.
Hoje, como os três jogos de TimeSplitters já estão disponíveis em plataformas modernas, a novidade diminui. Ainda assim, a ideia continua sendo um ótimo exemplo de como a indústria brinca com a própria história.

03. Doom e Doom II em Doom: Eternal

Se existe uma franquia que virou sinônimo de “roda em qualquer coisa”, essa é Doom. Por isso, seria quase ofensivo que Doom: Eternal não trouxesse os jogos clássicos como parte do pacote — e ele traz.
Em Doom: Eternal, Doom e Doom II aparecem como extras dentro da Fortress of Doom. Eles ficam em um monitor antigo no escritório do Slayer, como se o próprio personagem tivesse guardado os clássicos para consulta — ou para diversão rápida entre missões.
O acesso tem condições diferentes: para jogar Doom, é necessário vencer a campanha uma vez em qualquer dificuldade. Já Doom II pode ser liberado a qualquer momento usando o código FLYNNTAGGART.
No fim, o resultado é simples e eficiente: quem gosta da história da franquia encontra os clássicos sem precisar sair do jogo.

02. Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake em Metal Gear Solid 3: Snake Eater
A linha do tempo de Metal Gear é famosa por ser confusa, com idas e vindas que confundem até veteranos. Ainda assim, Metal Gear Solid 3: Snake Eater costuma ser um bom ponto de entrada para quem quer começar do começo cronológico.
Quando o jogo foi relançado como Metal Gear Solid 3: Subsistence, a Konami incluiu os jogos de NES Metal Gear e Metal Gear 2: Solid Snake como bônus.
Não é obrigatório jogar esses títulos para entender a trama principal, mas eles funcionam como uma ponte entre Metal Gear Solid V: Phantom Pain e Metal Gear Solid. Para quem gosta de mergulhar na lore, é uma recompensa que transforma o relançamento em uma espécie de “arquivo vivo” da franquia.
E, claro, há um efeito colateral: a própria sensação de “cabeça girando” ao tentar organizar tudo mentalmente. Mas é exatamente isso que torna a série tão envolvente para fãs.

01. Jogos clássicos do Nintendo em Animal Crossing (e depois em New Horizons)
Se existe um lugar em que a ideia de “brincar com o passado” faz sentido, esse lugar é Animal Crossing. A série sempre foi um espaço para pequenas surpresas e referências, e uma das mais marcantes envolve consoles retrô dentro do próprio jogo.
No Animal Crossing original, lançado em 2001, era possível jogar uma seleção de jogos completos do NES. O detalhe é que a lista variava conforme a região do jogador. Na prática, isso transformava a experiência em algo quase colecionável: você não só recebia um clássico, como também dependia do que estava disponível no seu “mundo” virtual.
Esses itens eram ótimos para dar vida ao novo lar do personagem, mas também tinham um lado frustrante. Como era preciso esperar e torcer para a loja do Tom Nook colocar os consoles e jogos no estoque, o acesso não era imediato — e a espera fazia parte da graça.
Anos depois, essa ideia voltou com força em Animal Crossing: New Horizons, quando os consoles retrô foram incluídos em uma atualização. Assim, o que antes era uma curiosidade do original ganhou nova chance de encantar uma geração que cresceu com outros tipos de plataformas.

Destaque: Crash Bandicoot em Uncharted 4: A Thief’s End
Além da lista principal, existe um caso que merece menção. Uncharted 4: A Thief’s End ganhou um nível que remete a Crash Bandicoot — e, no momento em que o conteúdo foi citado, o jogo comemorava 10 anos desde o lançamento.
Tecnicamente, porém, não é um “jogo dentro de jogo” no sentido estrito, já que não funciona como uma experiência completa separada.
Mesmo assim, o humor da situação é o que chama atenção: ver Nathan Drake, personagem de uma aventura cinematográfica, jogando outro jogo da própria cultura dos videogames cria um contraste divertido. É o tipo de referência que não precisa ser “completa” para funcionar.
No fim, esses exemplos mostram que a indústria sabe brincar com a própria história. Mais do que nostalgia, jogos escondidos dentro de jogos oferecem algo raro: uma sensação de descoberta. E, para quem gosta de explorar, cada easter egg desses vira uma pequena viagem no tempo — sem sair do sofá.




