Índice
- Quarta rodada de cortes em dez meses
- Demissões concentradas em Los Angeles
- Bob Iger: o CEO que voltou com um plano e uma calculadora
- Resultados positivos e cortes negativos: como explicar?
- Enquanto isso, na Terra da Fantasia…
- Demissões em série: o histórico recente
- O padrão da indústria: enxugar agora para crescer (ou sobreviver) depois
- E o futuro? Mais perguntas do que respostas
- Conclusão: de conto de fadas à comédia de erros
- Para mais notícias e atualizações do mundo do entretenimento, acesse Notícias!
Se você achava que o parque da magia era feito apenas de sonhos, princesas e finais felizes, é hora de acordar do conto de fadas. A Disney, esse império de entretenimento que vende otimismo em forma de pelúcia e ingressos caríssimos, anunciou mais uma rodada de demissões. E não é pouca coisa: centenas de funcionários estão sendo cortados das divisões de cinema, TV e finanças da companhia. Parece que, enquanto o Mickey distribui abraços nos parques, o RH está distribuindo cartas de demissão nos bastidores.
Quarta rodada de cortes em dez meses
Segundo informações exclusivas do site Deadline, esta é a quarta — e até agora maior — leva de desligamentos nos últimos dez meses. Os cortes atingem áreas estratégicas da Disney Entertainment, como marketing de filmes, publicidade televisiva, desenvolvimento, casting e finanças corporativas. Ou seja, praticamente todo mundo que não trabalha vestido de princesa ou vendendo pipoca com gosto de nostalgia.
Demissões concentradas em Los Angeles
A maioria dos funcionários afetados estava baseada em Los Angeles, especialmente nas equipes da Disney Entertainment Television. Ainda que nenhum departamento tenha sido completamente eliminado, a tesoura passou com igual entusiasmo pelos setores de cinema e televisão. Nada mal para uma empresa que, semanas atrás, comemorava lucros acima do esperado. Sarcástico? Sim. Incoerente? Também.
Bob Iger: o CEO que voltou com um plano e uma calculadora
Desde que reassumiu o trono em 2022, Bob Iger vem regendo uma sinfonia de cortes orçamentários com a delicadeza de um maestro impiedoso. Seu plano de enxugamento prevê uma economia de US\$ 7,5 bilhões — e já rendeu a demissão de 7 mil pessoas em 2023. A nova onda de demissões é só mais um capítulo desse épico financeiro com roteiro de drama corporativo.
Resultados positivos e cortes negativos: como explicar?
Agora, pasme: as demissões chegam logo após um relatório financeiro triunfante. No segundo trimestre fiscal de 2025, a Disney surpreendeu o mercado com resultados impulsionados pelos parques temáticos e pelo setor esportivo. O segmento de streaming direto ao consumidor teve um salto de US\$ 289 milhões, atingindo US\$ 336 milhões de lucro. Parece que o sucesso tem um preço — e, neste caso, quem paga são os funcionários.
Enquanto isso, na Terra da Fantasia…
Durante a reunião de acionistas em abril, Iger afirmou com orgulho que novos empregos estavam sendo criados para dar conta da expansão dos parques temáticos. Claro, porque nada diz “crescimento saudável” como demitir produtores e roteiristas enquanto investe em montanhas-russas com cheiro de pipoca caramelizada.
Demissões em série: o histórico recente
Vamos recapitular esse desfile de cortes:
- Março de 2025: Cerca de 200 funcionários demitidos, incluindo membros da ABC News, Freeform e FX.
- Outubro de 2024: A ABC Signature foi dissolvida e incorporada pela 20th Television, eliminando 30 empregos.
- Julho de 2024: 140 cortes na Disney Entertainment Television, com destaque para os 60 que diziam “cheese” na National Geographic.
O padrão da indústria: enxugar agora para crescer (ou sobreviver) depois
Não é só a Disney que está limpando o elenco. A NBCUniversal, por exemplo, também iniciou um processo de reestruturação, criando uma nova entidade chamada Versant. Spoiler: isso também resultou em demissões. O setor de mídia tradicional está em plena metamorfose, tentando manter-se relevante diante do declínio da TV a cabo, da saturação do mercado de streaming e da eterna montanha-russa que é o comportamento do consumidor.
E o futuro? Mais perguntas do que respostas
Enquanto a Disney ostenta parques lotados e um crescimento tímido no streaming, os setores de entretenimento que formam o núcleo criativo da empresa seguem sendo esvaziados. A aposta é clara: experiências imersivas e conteúdo sob demanda devem garantir a sustentabilidade. Mas será que sacrificar o conteúdo de qualidade — e quem o cria — é o melhor caminho?
Conclusão: de conto de fadas à comédia de erros
A Disney, que há quase um século ensina o mundo a acreditar nos sonhos, parece estar mais preocupada em equilibrar planilhas do que em inspirar gerações. Os efeitos dessa estratégia ainda são incertos, mas uma coisa é clara: no reino encantado do capitalismo, nem o Mickey está a salvo do Excel.
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Fonte: thatparkplace





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