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A Disney quebrou o silêncio e, no relatório fiscal do terceiro trimestre de 2025, admitiu oficialmente que Marvel’s Thunderbolts e Pixar’s Elio tiveram desempenhos muito abaixo das expectativas. A empresa classificou os dois filmes como “fracassos” que contribuíram para a queda de receita no segmento Content Sales/Licensing and Other — área que engloba vendas, licenciamento e outras operações relacionadas a conteúdo.
Quando o Universo Cinematográfico da Marvel Tropeça
O caso de Thunderbolts é particularmente significativo, pois reforça um padrão recente: o MCU já não é a máquina infalível de bilheteria que foi durante a Saga do Infinito. Produzido como um filme de equipe no estilo Guardians of the Galaxy, mas com personagens menos populares, Thunderbolts teve dificuldades para conquistar tanto crítica quanto público.
Entre os problemas apontados por analistas:
- Campanhas de marketing confusas e mudanças de roteiro durante as filmagens.
- Calendário de lançamentos saturado com outros produtos da Marvel em cinema e streaming.
- Conexão fraca com o público geral, que não tinha familiaridade com todos os personagens reunidos.
Resultado: bilheteria global abaixo de US $ 450 milhões de dólares, valor considerado insustentável para um filme com orçamento e marketing que ultrapassaram US $ 300 milhões de doláres.
Pixar Também Sangra com ‘Elio’
Já o fracasso de Elio preocupa de outra forma. Tradicionalmente, a Pixar era sinônimo de qualidade e sucesso comercial, mas nos últimos anos a divisão tem enfrentado resultados irregulares. Elio, uma aventura espacial com forte apelo visual, acabou ofuscado por concorrência direta de outros estúdios e críticas mistas sobre seu enredo.
Apesar de elogios à animação e à trilha sonora, a narrativa foi considerada genérica, e a estreia no mesmo período de um blockbuster familiar rival drenou o público-alvo. O filme encerrou sua trajetória nos cinemas com cerca de US $ 290 mimilhões de doláres — muito abaixo da média histórica da Pixar.
Reflexos no Mercado e na Estratégia
A admissão pública desses fracassos indica que a Disney pode rever a estratégia de lançamentos e o volume de produções para cinema. O CEO Bob Iger já havia sinalizado, em conferências anteriores, que reduziria a quantidade de filmes e séries da Marvel para priorizar qualidade sobre quantidade. No caso da Pixar, pode haver um movimento para focar em franquias estabelecidas e histórias originais mais testadas em pesquisas internas.
O Que Vem por Aí
Mesmo com esses tropeços, a Disney ainda aposta pesado em franquias. Para o restante de 2025 e 2026, estão previstos títulos como Frozen 3, Avatar 3 e novos projetos da Star Wars no cinema. A grande questão será como reconquistar a confiança do público, principalmente no caso da Marvel, que enfrenta fadiga de conteúdo.
Se Thunderbolts e Elio servirem como alerta, talvez vejamos a Disney ajustando não apenas cronogramas, mas também a forma como constrói expectativas — antes que mais um lançamento entre para a lista de decepções de bilheteria.
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Fonte: thewaltdisneycompany





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