[Crítica] GDLK High Score, série documental da Netflix mostra anônimos e mentes brilhantes que deram a largada para a criação da indústria de games.

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[Crítica] GDLK High Score, série documental da Netflix mostra anônimos e mentes brilhantes que deram a largada para a criação da indústria de games.
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Confira aqui nossa crítica de: GDLK High Score da Netflix, uma minissérie da Netflix com 6 episódios que conta a história dos games até sua chamada era de ouro.31

Como falamos no título, GDLK se trata de uma série documental que tem como objetivo mostrar a história de videogames clássicos e para isto conta com a participação das mentes brilhantes que deram vida a esses mundos e personagens. Mas vai além. A série da espaço para outros não tão conhecidos ou mesmo não tão lembrados terem seu momento de reconhecimento e protagonismo.

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O carisma deste cara é contagiante.

Eu acho muito legal quando a gente vê algo que amamos (games) sendo tratado com respeito pela mídia tradicional ou quando uma empresa de streaming produz um material que é tão rico quando GDLK (Ou High Score). Por muitos anos, vídeo games foram tratados como sendo apenas para criança ou renegados a um espaço pequeno dentro do mundo do entretenimento. Mas pelo visto os tempos mudaram. Não tem como mais ignorar que é uma industria poderosa e lucrativa. De acordo com algumas mídias até mais que filmes.

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Street Fighter 2. o rei dos arcades dos anos 90.

A produção muito bem feita dentro do que eles abordaram. São 6 episódios que tratam dos principais temas da história dos games que iniciou lá atrás na década de 70. Portanto, a maior parte dessa história de surgimento, é abordado na série. Existe uma cronologia, entretanto em alguns momentos a serie vai e volta a determinada época o que foi inclusive motivo de crítica de alguns sites especializados, assim como não ter tratado de alguns jogos tidos como ícones pelos retrogames (amantes de jogos antigos).

Como falei, High score é bom, mas em relação a um episódio em especifico… o episódio 3 é bem fraco. Eu só não achei a série perfeita devido a ele. O RPG tratado nele é feito de forma rasa e um turbilhão de informações omitidas do tipo “meu amigo, não dá pra falar de Final Fantasy sem falar de Dragon Quest” por exemplo.

Mas, felizmente, só vejo como ponto negativo este capítulo. Nos demais, o nível da produção é mantido, e o jogador se sente realmente respeitado e representado pelo que está acontecendo. Você é das antigas, daqueles que jogou Nintendinho e Master System, que conhece bem a indústria, gosta daquilo tudo e até hoje discute com os amigos quem é melhor entre Super Nintendo e Mega Drive? Então High Score é para você mesmo e você vai adorar. E se você não é lá muito entusiasta da coisa mas gosta ou gostava de jogar algum joguinho de vez em quando, guarda isso com carinho nas lembranças e adoraria mostrar pros filhos como era a coisa toda na sua época, então High Score é para você também! E se você não se importa nada disso, High Score também é pra você porque aí, quem sabe, você não passa a gostar um pouco desse universo e começa a entender porque hoje ele é tão poderoso entre os jovens.

GDLK tem aproximadamente 40 minutos para cada episódio, é tenta seguir a ordem cronológica dos acontecimentos, pontuando os pontos de destaque e as revoluções ocorridas desde a época do Atari, do final dos anos 70 para o começo dos anos 80, até a guerra da Nintendo vs Sega, a violência dos games, Japão e EUA, e o inicio da revolução 3D no começo dos anos 90, e a entrada do PC neste mundo, trazendo entrevistas tanto de desenvolvedores e pessoas ligadas à indústria dos videogames como também de jogadores.

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Plano da Sega para destronar a Nintendo nos EUA.

Tudo está lá: o primeiro jogo de videogame da história, o primeiro console, o primeiro cartucho, os criadores por trás de tudo isso, o fiasco do E.T. do Atari2600, a aparição do Famicom no Japão, a chegada do Nes em terras americanas, a ascensão da SEGA no início dos anos 90, Mortal Kombat e Night Trap nos tribunais devido ao exagero de violência e sangue voando, a chegada de Wolfenstein e DOOM aos PCs e muitas, muitas outras histórias contadas pelos próprios artistas e profissionais envolvidos com tais obras e acontecimentos.

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John Romero e Carmack dupla do pc.

É muita informação inédita pipocando na tela a todo momento, coisas que surpreendem e colocam um sorriso na boca de qualquer especialista no assunto, e tudo vem realçado por um monte de animações em pixel art que retratam cada uma daquelas situações vividas por aquelas pessoas de um jeito todo especial. É bem feito, bem humorado e muito original, algo que realmente enche os olhos.

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Pixel Art é responsável por momentos muito legais
Entre os personagens “anônimos” que citei está a transexual Rebecca Heineman, programadora e designer de videogames – a primeira pessoa a vencer um campeonato nacional de Space Invaders nos EUA, participantes de campeonatos de vídeo games, pessoas que trabalharam indiretamente para a industria como atendentes para dar dicas de jogos (antes de revistas e internet era assim) e até um advogado, que salvou a Nintendo de um processo nos EUA (e deu origem a um personagem da empresa…). Há também depoimentos de descendentes do engenheiro elétrico Jerry Lawson (1940-2011), responsável pela criação dos cartuchos. Ele é apontado pela família como um dos raros afro-americanos que trabalharam no Vale do Silício nos anos 1970. Em outra entrevista, Gail Tilden, gerente de publicidade que se tornou vice-presidente de gestão da Nintendo nos EUA, figura decisiva para a evolução da marca, destaca o protagonismo feminino. Foi através destas figuras um tando desconhecidas que tive a satisfação de descobrir fatos novos nesta industria que tando gosto deste a época de criança e que me fez lembrar o porque de eu gostar tanto. Tudo reside na capacidade que um jogos tem de nos levar para mundos diferentes do nosso. Onde podemos ser por um momento pessoas diferentes. é a magia acontece dentro de nossa mente, desde que o fator imersão esteja presente no jogo que estamos interagindo. Som, gráficos, enredo etc. Tudo contribui para isso. Esta é a verdadeira maravilha dos jogos eletrônicos.
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Gail Tilden, vice-presidente de gestão da Nintendo.
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Jerry Lawson, o pai dos cartuchos.

Abertura muito massa em Pixel Art:

 

 

 

 

 

 

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