Índice
- A já clássica tradição Lucasfilm de anunciar filmes imaginários
- E sobre o histórico de Mangold? Bom… Dial of Destiny mandou lembranças
- “Ainda está vivo” — ou o novo eufemismo para “isso não vai acontecer”
- A Lucasfilm ainda consegue fazer cinema?
- Considerações finais: silêncio, o verdadeiro idioma de Lucasfilm
James Mangold vai dirigir Star Wars: Dawn of the Jedi? Ah, claro, como todo mundo que “vai dirigir” alguma coisa na Lucasfilm. A verdade é que o filme sobre a origem da Força já nasceu envolto em incertezas — e agora a situação ficou ainda mais cômica: Mangold assinou um contrato exclusivo com a Paramount Pictures para desenvolver longas-metragens. Ou seja, o cara acabou de mudar de planeta e deixou a Lucasfilm no vácuo.
Mas calma, segundo seus representantes, tá tudo certo. Ele “continua disponível” para desenvolver seus outros projetos. Que conveniente, né? Como se “estar disponível” fosse o mesmo que estar dirigindo um filme Star Wars que existe de fato.
A já clássica tradição Lucasfilm de anunciar filmes imaginários
Para quem acompanha o universo Star Wars, nada disso é novidade. A Lucasfilm, sob o comando de Kathleen Kennedy, virou mestre em um subgênero muito específico de entretenimento: os anúncios que nunca viram filme.
Lembram do Rogue Squadron da Patty Jenkins? Da trilogia do Rian Johnson? Do filme do Kevin Feige? Da comédia épica do Taika Waititi que “estava em desenvolvimento” há três anos? E, claro, a tal “Nova Ordem Jedi” com a volta da Rey, que até agora só existe em comunicados de imprensa e PowerPoints internos da Disney.
Agora, Dawn of the Jedi parece seguir o mesmo caminho: muito hype, muitos aplausos na Star Wars Celebration, e… silêncio. Nenhum cronograma, nenhuma pré-produção, nenhum ator contratado. Só a certeza de que, se depender da Lucasfilm, o filme pode sumir e ninguém jamais tocará no assunto.
E sobre o histórico de Mangold? Bom… Dial of Destiny mandou lembranças
Antes de entregar a origem da Força nas mãos de James Mangold, vale lembrar que ele dirigiu Indiana Jones e a Relíquia do Destino, aquela mesma bomba bilionária que deveria encerrar a saga de Harrison Ford com dignidade — e que acabou encerrando só a paciência do público mesmo.
Foi um fracasso tão épico que muita gente começou a questionar como a Lucasfilm ainda confia nesse tipo de direção criativa, mesmo com o histórico recente de decisões duvidosas.
Agora, Mangold ganha casa nova na Paramount, onde pode produzir, dirigir, desenvolver e — pasme — realizar filmes de verdade. Enquanto isso, o projeto de Star Wars fica… “vivo”, segundo seu agente. Mas com o mesmo entusiasmo de uma planta plástica esquecida num set de filmagem.
“Ainda está vivo” — ou o novo eufemismo para “isso não vai acontecer”
A defesa oficial do estúdio é que o diretor “ainda está comprometido”. Mas não diz se ele está trabalhando no projeto, se há roteiro, se há equipe, se há algum indício físico de que o filme vai sair do PowerPoint. Está “tão vivo quanto antes”. O que, sejamos honestos, pode significar exatamente nada.
A essa altura, até um fã casual de Star Wars já reconhece o padrão:
- Diretor é anunciado com estardalhaço.
- Nenhum progresso visível.
- Silêncio absoluto.
- Projeto desaparece.
- Próximo anúncio com outro diretor e nova promessa.
O ciclo se repete como se fosse parte da Força. Só que é a Força da Inércia.
A Lucasfilm ainda consegue fazer cinema?
Com raríssimas exceções — como a bem-sucedida Andor ou o hype em torno de The Acolyte — a Lucasfilm parece ter se especializado em séries para streaming, enquanto o cinema virou um cemitério de projetos.
Desde A Ascensão Skywalker (2019), nenhum filme Star Wars viu a luz do dia. E mesmo os planejados para 2026 ainda estão envoltos em mistério. A dúvida agora não é se Dawn of the Jedi será cancelado. É quando ele será discretamente esquecido, como todos os outros.
Considerações finais: silêncio, o verdadeiro idioma de Lucasfilm
James Mangold pode até dizer que ainda está no comando de Dawn of the Jedi, mas todas as pistas apontam para o contrário. A Lucasfilm, por sua vez, seguirá fazendo o que faz de melhor: fingir que seus filmes existem até o público esquecer que eles foram anunciados.
No fim, o que resta ao fã de Star Wars é assistir à reprise desse espetáculo: grandes promessas, trailers conceituais… e o som do silêncio ensurdecedor.
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Fonte: thatparkplace





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