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Nem toda ultrapassagem vale a pena. Em uma revelação surpreendente, Donna Langley, presidente da Universal Pictures, admitiu publicamente que a decisão de enviar personagens de Velozes e Furiosos para o espaço em F9: The Fast Saga foi um erro. Sim, aquele momento absurdo em que Tyrese Gibson e Ludacris pilotam um carro modificado fora da órbita terrestre… ainda dói em muitos fãs.
“Sinto muito por termos mandado eles para o espaço. Nunca mais conseguimos colocar o gênio de volta na garrafa.” — declarou Langley durante o Festival de Toronto.
Quando a franquia acelerou demais e bateu na realidade
Desde sua estreia em 2001 como um simples filme sobre rachas de rua, a franquia Velozes e Furiosos passou por uma transformação radical. A partir do quinto filme, tornou-se uma série de missões globais com espionagem e ação exagerada, que lembravam mais Missão: Impossível do que corridas ilegais.
Essa mudança funcionou:
- Velozes & Furiosos 7 e O Destino dos Velozes ultrapassaram US\$ 1 bilhão nas bilheterias globais.
- O sucesso comercial justificou os exageros crescentes.
Porém, em F9, a franquia cruzou uma linha difícil de desfazer:
- Um Pontiac Fiero de 1984 foi modificado e lançado ao espaço com dois personagens dentro, usando roupas de mergulho.
- A cena virou meme mundial — e para muitos, foi o ponto de ruptura com a franquia.
A saga que começou com tuning e nitro terminou com astronautas improvisados em carros tunados.
Internet previu — e a Universal atendeu?
Durante anos, fãs faziam piadas sobre até onde Velozes e Furiosos poderia ir. “Só falta ir pro espaço”, diziam. A Universal, talvez empolgada com a popularidade dos memes, decidiu levar a ideia ao pé da letra. Mas como Langley reconhece agora, essa escolha pode ter ultrapassado o limite da suspensão de descrença — até mesmo para uma franquia já conhecida pelos seus exageros.
Os sinais do desgaste estão no retrovisor
Mesmo que os filmes ainda lucrem bastante, os números não mentem:
- Cada novo filme da franquia vem arrecadando menos que o anterior.
- O interesse geral do público parece ter esfriado, em parte por conta da falta de limites narrativos.
Agora, com o lançamento de Velozes e Furiosos 11 previsto para 2026, o estúdio enfrenta um desafio: resgatar a essência da franquia e reconquistar o público.
“Sabíamos que precisávamos encontrar uma nova forma de crescer. Fizemos uma escolha consciente ao pivotar para um cenário de assaltos globais.” — completou Langley.
E agora? Qual o futuro da saga?
Com a franquia chegando ao que deve ser sua última marcha, o estúdio tem uma chance de ouro para:
- Voltar às raízes (com mais pé no chão — ou no asfalto)
- Priorizar drama familiar e ação de verdade
- Evitar absurdos que nem o Toretto conseguiria justificar com o famoso “família”
O desafio está lançado. Se a Universal quiser recuperar o respeito da crítica e o coração dos fãs, Fast XI precisará de mais do que explosões e acrobacias no espaço.
Será que ainda dá tempo de frear antes de destruir de vez a franquia?
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Fonte: nerdist





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