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Nos bastidores de Hollywood, a verdade costuma ser mais estranha (e cheia de intrigas) do que qualquer roteiro. E poucas histórias recentes exemplificam isso tão bem quanto o turbulento cancelamento de The Hunt for Ben Solo, filme de Star Wars que quase reuniu Steven Soderbergh e Adam Driver em um novo capítulo da franquia – e que agora está envolvido em rumores de manobras políticas dentro da Disney dignas de Succession.
O Projeto Que Quase Mudou Star Wars
Até poucas semanas atrás, a existência de The Hunt for Ben Solo era apenas boato. Mas o próprio Adam Driver confirmou que ele e Soderbergh estavam avançados no desenvolvimento de um longa-metragem que traria Ben Solo de volta após os eventos de The Rise of Skywalker. Com roteiro assinado por Scott Z. Burns e o aval criativo de Kathleen Kennedy e Dave Filoni, o projeto parecia ser uma aposta segura para reacender o interesse nos personagens da trilogia sequela.
Internamente, tudo indicava que o filme estava pronto para receber o sinal verde. Porém, de forma abrupta, a alta cúpula da Disney teria puxado o freio, cancelando o longa antes mesmo de um anúncio oficial ao público. A justificativa? Segundo fontes, “não fazia sentido Ben Solo sobreviver ao final de A Ascensão Skywalker”. Para os fãs veteranos da saga, o argumento soa estranho: se personagens como Palpatine e Darth Maul já ressuscitaram por motivos bem menos convincentes, por que Ben Solo não poderia?
A Teoria da Playlist: Jogo de Poder ou Exagero?
É aqui que a história ganha tons ainda mais dramáticos. Uma reportagem do site The Playlist afirma que o cancelamento de The Hunt for Ben Solo não teve nada a ver com decisões criativas, mas sim com a guerra de bastidores pela sucessão de Bob Iger no comando da Disney. Segundo fontes anônimas, a decisão teria coincidido com o esforço do CEO para consolidar Alan Bergman como seu possível sucessor – e o fracasso do filme teria prejudicado as chances de Bergman assumir a presidência no futuro.
A tese levanta sobrancelhas por vários motivos. Primeiramente, Bergman nunca foi cotado como favorito para assumir o posto de Iger. Reconhecido por sua habilidade administrativa, sempre teve perfil discreto, longe dos holofotes e das disputas abertas de poder – bem diferente do que se espera de um “herdeiro” na Disney. Figuras como Dana Walden (ligada ao entretenimento) e Josh D’Amaro (responsável pelos parques) sempre foram considerados mais influentes no xadrez sucessório do conglomerado.
Além disso, o próprio histórico de decisões de Iger sugere que o executivo é pragmático, optando por caminhos seguros e evitando riscos financeiros, especialmente após os altos e baixos recentes da Lucasfilm. Cancelar um projeto de Star Wars por puro jogo político seria um movimento arriscado demais, sem precedentes sólidos na história do estúdio.

Dinheiro, Bastidores e Desconfiança
Outro ponto curioso revelado pela reportagem é o suposto pagamento milionário ao roteirista Scott Z. Burns, valor nunca antes visto para um primeiro rascunho em Lucasfilm, enquanto Soderbergh e Driver não teriam recebido nada. Se verdadeiro, o fato mostra que a Disney não hesitou em investir pesado, mesmo num projeto que acabou abandonando – um indício de quão inesperado foi o cancelamento.
A versão oficial circula entre o argumento da inviabilidade criativa e a tradicional cautela corporativa: com os recentes fracassos de bilheteria (The Rise of Skywalker teria dado prejuízo com um orçamento de US$ 600 milhões, enquanto The Acolyte patinou em audiência mesmo com US$ 300 milhões investidos), o risco de mais um blockbuster caro pode ter pesado.
O Que Realmente Está Por Trás do Cancelamento?
Por mais sedutora que seja a ideia de uma “conspiração” política nos corredores da Disney, as evidências concretas são poucas. O papel de Alan Bergman sempre foi técnico; a guerra pela sucessão nunca teve seu nome como protagonista. Se houvesse qualquer jogo de poder, os reais adversários seriam Walden e D’Amaro, que continuam disputando espaço enquanto Iger sinaliza saída em até dois anos.
O mais provável, portanto, é que a Disney avaliou os riscos do projeto e decidiu não seguir adiante – ainda mais em um cenário em que o fandom de Star Wars se mostra dividido sobre a era das sequels. Mesmo com um roteiro considerado “criativamente sólido”, o retorno financeiro não era garantido.

Fãs Reagem, e o Futuro da Saga Fica em Aberto
Desde a revelação do cancelamento, fãs vêm se mobilizando nas redes sociais com a hashtag #SaveTheHuntForBenSolo, clamando por uma segunda chance para o filme. No entanto, não há sinais de que Lucasfilm ou Disney estejam dispostos a ressuscitar o projeto.
Enquanto isso, a disputa interna pelo comando do conglomerado segue em ritmo de novela, com Walden e D’Amaro como favoritos e Bergman cada vez mais relegado ao segundo plano. Se algum dia The Hunt for Ben Solo voltar a ser pauta, será menos pelo impacto político e mais pelo apelo do próprio universo Star Wars.
Uma coisa, porém, é certa: as decisões da Disney continuam afetando o destino das maiores franquias da cultura pop – e o episódio de Ben Solo mostra que, nos bastidores, nem sempre a Força está ao lado da criatividade.
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Fonte: thatparkplace





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