O Sistema de Gestão para Empresas de Telecom, Linhas Telefônicas e IPTV
Animes

10 melhores animes para assistir se você gosta de A Odisseia (lista)

10 melhores animes para assistir se você gosta de A Odisseia (lista)
10 melhores animes para assistir se você gosta de A Odisseia (lista)
Índice

Não é surpresa que um dos épicos mais duradouros da Antiguidade grega tenha voltado às telas, mais uma vez. Em The Odyssey, Christopher Nolan transforma a história em um espetáculo de grande escala, com ritmo acelerado e aquela sensação de aventura que mistura espada, mar e destino. No centro, está um tema que atravessa séculos: a busca pelo lar.

Atribuída a Homero, A Odisseia acompanha Odisseu, um personagem marcado pela astúcia, mas também pela necessidade de lidar com forças que parecem já decididas. Sua luta para retornar à ilha de Ítaca dura dez anos, enquanto ele tenta reencontrar os seus e sobreviver a um caminho pontuado por deuses, monstros e escolhas difíceis. O conflito entre livre-arbítrio e destino, somado ao peso do sobrenatural, é o que dá ao texto sua força narrativa.

Embora A Odisseia não tenha sido adaptada para anime com frequência, várias séries conseguem capturar o espírito da obra, seja pelo tom mítico, seja pela ideia de que voltar para casa é uma conquista construída no sofrimento. Há histórias que ecoam a mitologia grega, outras que trocam o Olimpo por reinos fantásticos, e algumas que tratam o retorno como uma jornada interior. A seguir, veja dez animes que conversam diretamente com esses temas.

01. Ulysses 31

Se você procura uma adaptação direta do universo homérico, Ulysses 31 entrega exatamente isso, só que com um tempero futurista. Odisseu assume o comando de uma nave chamada “Odyssey” para enfrentar um ciclope gigante, o que provoca a ira dos deuses do Olimpo. A punição vem na forma de uma maldição: Zeus condena Odisseu a vagar pelo universo, com a tripulação congelada, até encontrar o Reino de Hades. Só então ele poderá voltar à Terra.

O anime funciona bem porque aproveita tropos clássicos da ficção científica sem perder o sabor do mito. Quando a trama transforma os Lotófagos em uma raça alienígena viciada em sementes que apagam memórias, o resultado é ao mesmo tempo estranho e coerente. As Sereias, apresentadas como entidades cósmicas enganosas, também reforçam a ideia de que a viagem é feita de armadilhas, tentações e encontros que testam a mente tanto quanto o corpo.

02. Record of Ragnarok

Record of Ragnarok mistura fantasia sombria e mitologia em um formato que lembra torneios, e isso cria uma conexão interessante com A Odisseia, mesmo que a estrutura seja diferente. No enredo, os deuses concluem que a humanidade não merece ser salva. Eles passaram milhões de anos cometendo crimes terríveis, e agora veem o mundo humano como algo irremediavelmente corrompido.

Enquanto a maior parte do Conselho Divino vota pela extinção, a valquíria Brunhilde propõe uma alternativa: duelos um contra um para que a humanidade prove seu valor. Não existe uma jornada épica no centro, como acontece com Odisseu, mas o anime se apoia em outra dimensão do conflito, a capacidade humana de pensar além do que os deuses esperam. A história também insiste no custo de subestimar a inteligência, um tema que combina com a astúcia atribuída ao herói grego.

03. One Piece

Chamar a aventura marítima de Odisseu de “movimentada” seria pouco. Ainda assim, One Piece consegue rivalizar em escala, variedade de ilhas e quantidade de perigos. A obra de Eiichiro Oda constrói um grande mosaico de mitos, folclore e cultura popular para contar uma história robusta sobre tesouros escondidos, monstros fantásticos e a força de laços que resistem ao tempo.

Há referências à mitologia grega espalhadas ao longo do caminho. Um exemplo é o grupo das irmãs Górgonas, com destaque para Boa Hancock, que guarda paralelos com o mito de Medusa e a petrificação. Mas o que realmente aproxima One Piece de A Odisseia são os temas maiores: figuras de autoridade corrompidas, a soberba individual e a ideia de uma vontade herdada, que empurra personagens para frente mesmo quando o mundo tenta interromper seus planos.

04. Vinland Saga

É natural esperar que um anime viking como Vinland Saga seja movido por vingança. Makoto Yukimura, porém, subverte essa expectativa ao conduzir a narrativa para um território mais existencial. A adaptação para anime acerta especialmente ao tratar Thorfinn Thorsson como um protagonista complexo, que vai entendendo, aos poucos, a dimensão do horror da guerra e da violência cultural.

Assim como Odisseu tem uma relação íntima com o mar, Thorfinn também carrega marcas do oceano em sua história. Ainda criança, ele se aproxima do destino ao se infiltrar no navio do pai, testemunhando uma tragédia. Mais tarde, a jornada se transforma em expedição, com a busca por Vinland. O objetivo, no fim, é encontrar um novo lar, distante do caos que moldou a vida do personagem.

Essa busca dá ao mundo de Vinland um brilho quase mítico, como se a liberdade e a paz fossem mais do que ideias, fossem um lugar real a ser alcançado. Por isso, entre os dez títulos desta lista, Vinland Saga se destaca como uma obra quase perfeita para quem gosta de histórias em que o retorno ao lar é também uma tentativa de reconstrução moral.

05. Nadia: The Secret of Blue Water

Fora de seu trabalho mais conhecido, Hideaki Anno, criador e diretor associado a Neon Genesis Evangelion, também esteve à frente de filmes marcantes como Gunbuster (1988) e Love & Pop (1998). Ainda assim, a participação de Anno em Nadia: The Secret of Blue Water costuma passar despercebida, apesar de o anime ser uma das melhores aventuras do gênero.

A história se passa em uma versão alternativa de 1889. No centro, estão Nadia, uma garota de 14 anos, e Jean, um inventor francês. Os dois são perseguidos por um grupo de ladrões de joias e acabam embarcando em uma viagem marítima que foge do comum. A dupla ousada entra em uma aventura a bordo do submarino Nautilus e, no caminho, enfrenta monstros do mar.

O anime tem estrutura de epopeia em várias partes, com um sabor de steampunk que dá textura ao mundo. E, embora a jornada seja cheia de perigos, o objetivo final permanece ligado ao retorno, ao reencontro e à ideia de voltar para casa com algo que valha a travessia.

06. Made in Abyss

Made in Abyss começa com uma premissa que, à primeira vista, parece distante de A Odisseia. Riko, uma órfã, vive na cidade de Orth, onde existe um enorme buraco no centro, como um abismo, repleto de artefatos antigos e relíquias. Caçadores de relíquias descem para buscar riquezas, mas enfrentam o risco de serem amaldiçoados.

Quanto mais fundo se vai, mais severa pode ser a maldição, e chegar às camadas mais profundas significa, na prática, morte certa. Ainda assim, a conexão com a lógica do épico aparece na forma como o anime trata a jornada. É uma espécie de “Hero’s Journey” dentro de um poço cheio de monstros, com Riko formando parceria com Reg, um personagem meio humano e meio robô.

O resultado é uma história que mistura exploração, perigo e transformação. A aventura também funciona como lição sobre inocência perdida e sobre o fascínio hipnótico do desconhecido, elementos que lembram como Odisseu é atraído por promessas e ameaças ao longo do caminho.

07. Rage of Bahamut: Genesis

Uma das fórmulas mais eficientes para histórias memoráveis é ter um protagonista esperto, mas com falhas. Rage of Bahamut: Genesis acerta nesse ponto. Na primeira temporada, o foco recai sobre Favaro Leone, um caçador de recompensas carismático e cheio de artimanhas, que mente com facilidade para escapar de situações complicadas.

O cenário é Mistarcia, um reino mágico em que humanos, deuses e demônios coexistem, com um acordo instável sustentado pelo fato de Bahamut, um demônio alado, estar selado. A trama é épica, com intervenção divina e encontros monstruosos. Há até uma viagem pelo mar, durante a qual a tripulação cria laços ao compartilhar o gosto pelo risco e pela aventura.

Mesmo sendo uma adaptação de um jogo de cartas para celular, o anime consegue elevar as apostas e manter a sensação de que cada decisão tem peso. Para quem gosta de histórias em que o destino é uma força constante, mas a sobrevivência depende de escolhas rápidas, é um prato cheio.

08. Gargantia on the Verdurous Planet

No futuro distante, o jovem Ensign Ledo, com 16 anos, pilota um mecha controlado por inteligência artificial em uma guerra contra uma espécie alienígena chamada Hideauze. Gargantia on the Verdurous Planet coloca Ledo em uma situação delicada quando ele é atingido e cai em um buraco de minhoca. Ao acordar, ele descobre que está em Gargantia, um planeta coberto por oceanos, onde existe uma grande frota de navios.

O anime segue uma estrutura clássica de retorno ao lar, só que em moldes de ficção científica. Ledo precisa se adaptar ao ambiente desconhecido, como Odisseu se adapta ao lidar com povos perigosos durante a viagem. A comparação com a figura de Atena aparece de forma natural: o mecha de Ledo, Chamber, atua como guia e aliado, funcionando como uma espécie de voz da razão que ajuda o personagem a crescer.

O foco não está apenas em sobreviver, mas em entender o que significa pertencer a um lugar, e como a identidade muda quando o mundo ao redor deixa de ser o que você conhecia.

09. Berserk

Berserk, de Kentaro Miura, é profundamente influenciado por referências folclóricas e mitológicas. A série veste o manto de uma fantasia grimdark, centrada na jornada brutal de um guerreiro solitário atravessando um mundo infestando por monstros. Embora Guts não seja Odisseu, ele carrega um fardo semelhante, o de um destino amaldiçoado que o empurra para frente.

O universo de Berserk parece indiferente ao sofrimento do protagonista, e isso torna cada batalha ainda mais pesada. O arco de Guts passa por uma virada fundamental: ele percebe que a vingança cega não resolve nada. Em vez disso, precisa encontrar uma motivação mais pura, ligada à proteção das pessoas que ele ama.

O ponto que aproxima a série do tema da Odisseia é o contraste entre destino e livre-arbítrio. Só que, em Berserk, o retorno ao lar não é um caminho garantido. A jornada é um acerto de contas trágico, e a luz que resta vem da empatia e da resiliência, mesmo quando a história não oferece descanso.

10. Drifting Dragons

Em Drifting Dragons, humanos caçam dragões, porque essas criaturas fornecem materiais valiosos. Quin Zaza é um dos últimos caçadores que ainda opera um dirigível, e sua tripulação experiente volta e meia se lança ao desconhecido. A diferença em relação a muitas histórias de viagem está no tom: aqui, a aventura é tratada como algo que importa tanto quanto o destino.

O anime cria um contraste direto com a ideia de tripulações que não conseguem voltar. Enquanto os homens de Odisseu falham e não sobrevivem ao retorno, os que estão a bordo da Quin Zaza conseguem sair vivos graças a um senso forte de camaradagem. A jornada, portanto, vira o centro emocional da narrativa, e não apenas um meio para chegar a um lugar seguro.

Com isso, Drifting Dragons consegue ser leve sem perder a tensão. Ele explora o lado lúdico de enfrentar o perigo e prosperar na vitória, mesmo que o mundo seja hostil. Em última instância, é uma história sobre coragem coletiva e sobre o que acontece quando a viagem vira uma forma de viver.


Confira mais novidades em nosso Portal de Notícias: Notícias


 

Comentários

Carregando...

Carregando comentários...